Gosto muito do Instagram do Dunga. >> Quê? >> Instagram do Dunga Dunga só, é só ensinamento, é só sabedoria. >> Frase é um minuto de sabedoria. Em vez de você gerar o livrinho >> é ali. E às vezes o autor é um gnomo, às vezes é uma coruja, às vezes é um Richard Gear, um ator >> só a figura. [risadas] >> É, é. >> Não é uma foto do Richard sabedoria em qualquer lugar. [risadas] Se vier de um gnomo, se vier de um Richard de guia, para ele é sabedoria importante. Esqueceu, já esqueceu. Vou abrir aqui. Vou abrir construiu nada. [risadas] >> Eu vou abrir aqui. Pode vir tocando a o programa aí. Daqui a pouco eu venho com a sabedoria do Dunga. [risadas] >> Calma aí, eu não vi isso no Instagram do Dung. >> O que que você quer de Aldaia? Achei. Achei. Ô, tem o meu like aqui já. Aqui, ó. Não aceite críticas construtivas de quem nunca construiu nada. [risadas] E é porque tá com ponto de exclamação. É realmente um grito. >> É por que que não você não vai aceitar uma crítica construtiva numa pessoa porque ela não construiu nada. [risadas] >> O má bonito é tem um comentário. >> Um comentário. Comentário são mãozinhas aplaudindo. >> Comentar. É [risadas] isso. Geralmente é um tipo de crítica que os treinadores usam com nós na imprensa. [risadas] Vocês falam isso. >> Eu vou parar direito. Find de quem? >> Vai. Não, não vai. Escolhe mais uma. >> Vamos embora. >> Instagram do técnico do >> Vou achar uma boa. Calma, calma. Vai, vai, vai fazendo o programa, >> tá bom? [risadas] Aí do nada você vai programa a mesma frase fazer a mesma frase várias vezes. >> No espaço de três dias ele postou a mesma frase. >> Ele tava querendo ratificar essa aí. Essa aí marcou, né? >> Essa ideia. [risadas] Não tem como saber se se ele quer reforçar essa mensagem ou se ele não sabe usar o Instagram. [risadas] Você fica na dúvida. >> Não, não, mas o fundo era diferente. >> Ou seja, ele realmente gostou da frase, ele não lembrou. >> Ficou marcante, né? >> Olha essa foto. >> Não, isso aqui é legal. Isso aqui é uma o Dunga postou uma foto que é um caminhão de mudança aberto e um estrado de cama. [risadas] >> E tem duas >> fica o enigma. Aí no Instagram do Dung, >> galera. Vai aí no Instagram do Dunga e divirtam-se. Dunga que é um cara que legenda nenhuma >> e sem legenda. Enigmático. [risadas] Mas pera aí, tem a segunda foto. >> Tem a segunda foto. Tem a segunda foto. Qual é a segunda foto? [risadas] >> Só voltar >> a segunda foto. Isso aqui. Lista de móveis, 15 camas de casa. Algum, algum trabalho de >> É uma lista de mudança. [risadas] Hackear o Instagram do >> Não, isso aí sabe o que que é? É a doação. Ele faz muita doação. >> Ah, >> isso aí deve ser o camino. Gente rindo e criticando aqui o profess. >> É porque [risadas] enquanto a gente tá rindo, Dunga tá ajudando. Dunga tá trabalhando. Pandemia. O Dunga fez um esquema de ele servia hambúrguer, uma galera na rua fazendo. >> São as doações. Ele organiza doações. [risadas] >> Agora vai, vai achando aí. Daqui a pouco a próxima frase do Dunga pinta assim no programa assim, né? Uma coisa meio >> continua um grande capitão. >> Sim. Mas que que você quer? Desconforto aos campeões. >> Não, porque explodiu essa parada. E a gente vai lá no vídeo do do comercial original e fica lá. Vim pelo Charla, vim pelo Falha, não sei o quê. Ó, >> o churrasco a gente marca depois. >> Hoje inclusive um cara me falou: "Pô, imito Aldair de novo lá. Fala sabedoria do Dunga. >> Sabedoria do Dunga. >> Eu vou hoje durante todo o programa. [risadas] Vem pincelando essa agora. Eh, que mais me chamou atenção foi o autor, mas eu vou primeiro ler a frase. Nunca se limite por causa da da imaginação limitada dos outros. Nunca limite os outros por causa da sua imaginação limitada. >> [ __ ] difícil. >> May jamon, astronauta americano. [risadas] E aí, segundo post, isso é uma aspas da Forbes. >> Ah, >> um astronauta. >> Nem um comentário. [risadas] >> Mas essa não é para comentar. Essa aí é meio cortela. Isso aí [risadas] refletir >> porque é uma crítica. Essa daí é uma sabedoria para você e uma crítica a você também. >> Ó, tem Bob Marley. [risadas] >> One love. >> E essa frase com certeza não é do Bob. >> Essa do Bobley. Supostamente Bob Mal tem três pontos de exclamação no final da frase. [risadas] >> Algumas pessoas amam o poder, outras têm o poder de amar. [risadas] Essa tem chance de Bob bem [risadas] pequena, bem pequena. >> Tem um comentário que é assim, exatamente também com muitos pontos. [risadas] Pensamento maravilhoso, >> cara. Que coisa sensacional. Não, isso aí é o seguinte, que eu tirei, eu tirei férias, sei lá, 2016, sei lá, eu tinha férias para tirar e tava procurando passagem, promoção. Aí a primeira que eu achei, eu vou só aumentar, vou contar do Safar, mas isso é engraçado que achei uma passagem pra África do Sul, R$ 700 e de volta. >> [ __ ] >> [ __ ] >> E [risadas] agora comprei. Depois que eu comprei, nem olhei, pá. Aí veio o ticket Angola Airlines. Falei, [ __ ] [risadas] não conheço, mas deve ser maneiro porque, pô, vai cruzar o Atlântico aqui, né, [risadas] pô? Avião deve tá legal. >> Presume se segurando. >> Aí comprei, [risadas] >> embarquei. Quando eu embarquei na Angola Airlines, que eu entrei, que eu sentei, aí eu falei: "Porra, botar o fonezinho, música, que eu olhei o buraquinho do fone, entrava um dedo assim, tava tudo quebrado." >> Não, não é possível. Aí eu comecei a reparar no avião os carpete assim, a ponta de carpete da do estofado para fora. Eu olhei, >> ou seja, alguém alguém lutou pela vida ali. >> Não, não. O o avião parecia um Chevete, >> já tentou sair. >> O avião tava parecendo um Chevete 92 hoje, [risadas] sabe? O Chevete que foi rodado, não era um carro que o cara tinha de coleção, é o carro que o cara tá usando desde 92, era o avião. Aí eu falei: "Putz, aí fui procurar acidente aéreo Angola Airlines, né?" >> [risadas] >> Procurar. >> É óbvio. Eu falei: "Porra, não tem as paradas direito dentro do avião". Eu falei: "Fodeu". Mas não tinha nenhum acidente, nada, nunca. >> Ou seja, o próximo acidente do Rio, >> Embando do Rio, não, Embarcante de São Paulo. [risadas] >> Tranquilizei, falei: "Não, tá tranquilo". Aí foi, foi tudo certo, a Golerline, pá, não sei o que lá. Fui fazer o safari lá quatro dias, você fica num private lod, que é um um parque gigantesco lá na fr do Krugeger. E aí eu fiquei num lugar que tem uma um quinhão desse parque, é uma terra e você fica ali e os bichos estão soltos. Só que eu também pouca grana fui pesquisei o safari mais barato que tinha era desse desse, desse Lod que chamava Africon Foot, ou seja, era um safarzinho que você fazia a pé. >> [ __ ] que não é o normal, [risadas] não é >> que não é o normal. Você faz de carro. Eu até fazia de carro uma vez por dia, você saia de carro. Os os outros lotes normalmente você sai duas vezes por dia de carro, de manhã e depois do almoço. Esse meu, o de manhã era a pé, por isso que era mais barato. E à tarde você fazia o de carro, mas de manhã era pé mais perto do lote ali. Mas tudo >> tipo, é tipo essas paradas de você ir num safari a pé, tipo você ir ver um tubarão branco anado. >> É >> fora das jaunas, [risadas] >> né? Fora ex com tubarões, mas não tem barco. E aí >> se joga aí. Vai lá. É. [risadas] >> É isso. Vou ver os leões. Mamãe é a pé. Aí tu fala: "Exatamente". Aí fica bom pro leão. [risadas] Aí no no primeiro dia que você sai, >> [ __ ] >> o cara que é o Ranger lá que fica que que é o guia, ele te dá um briefing, ele come ele para todo mundo e ele dá as instruções do que que você pode fazer, não pode fazer. Aí ele tá dando as instruções, ele fala: "Olha, nós vamos andar em fila indiana". Ele não fala mais fila indiana, em linha. A gente vai andar em linha. Vocês podem tirar foto de tudo, só que se quiser tirar foto, você tem que pedir para parar. Todos nós vamos parar. Aonde você estiver, você vai tirar sua foto. Você não pode andar pro lado da linha. Você não pode andar pro outro lado da linha, porque os animais aqui, os predadores, enxergam a gente como uma manada. Se a gente tá andando em linha e você sai da linha, ele vai achar que você tá desgarrado, que você tá machucado, que você vira uma presa. >> Caraca. Aí ele falou a frase que o Caí toda hora pr mim e para todo mundo lá que ele falou e em nenhuma hipótese, antes dele falar isso, ele falou assim: "Se vocês virem um leão, não tem como correr, não importa a distância, porque se você olhar um leão, ele tiver 1 km de você, ele vai chegar em você em 40 segundos, [risadas] em 1 minuto. Ele vai vir, sei lá, ele vai vir correndo a 55 por hora, 60 por hora. Você vai tá correndo a 20, ele em 2 minutos ele te chega em você. Então assim, >> isentação, >> isso ele só dá quando você já tá lá no meio. >> É isso. [risadas] Isso não tem na hora de comprar. Na hora de comprar ir na hora de comprar erada. >> Aí [risadas] passeio maravilhoso entre os bichos. >> Porque a savana é muita segurança. A savana é um descampadão. Ele fala: "Então se você viu um leão >> a casa do car, >> ele vai chegar em você. Não tem como. >> O problema de você ser amigo da natureza é que a natureza não é sua amiga. >> É. [risadas] >> Aí ele fala essa frase, >> você vai lá, >> é uma frase do Dunga. [risadas] Não, não. >> Frase Dunga. Eu tô guardando para quando terminar. Agora eu já concluir. >> Um passarinho com a gaiola na cabeça. Capacete [risadas] de gaiola. É um passarinho com capacete de gaiola. A frase eu vou trazer >> só para concluir, aí ele dá esse briefing todo. Aí você acha o quê? Que pô, o cara vai pegar uma arma. É, >> vai andar com a arma com tranquilizante, sei lá. >> Tranquilizante pega uma vareta. >> O tranquilizante chama um chumbo de acontecer. Não, >> tranquilizante para dar em você, para você [risadas] morrer tranquilo. Garotão ali vai serorado. >> Vamos embora enquanto ele comida. >> Aí ele pega uma vareta, vai com a varetinha na frente e aí quando a gente vai começar a andar, varetinha se escando o chão assim. Fó. Não, ele ficou tranquilo. Não, não, tranquilize. Aí ele falou essa frase que é a frase que Caitora, que ele fala assim: "E hipótese nenhuma vocês podem correr. Na savana só o que corre é comida". [risadas] Aí ficou todo mundo se olhando. >> A única coisa que corre na savana é comida. >> Pô, isso dá para fazer uma camisa também. [risadas] >> E aí, pô? Mas assim, realmente é, foi tenso, porém eu fiz uns rolê que assim, eu tava andando, aí eu passava assim um arbusto e de repente tinha cinco girafas a 15 m de mim. >> É mesmo, mano. >> É. E o e os guias ficavam tranquilos. E outra coisa engraçada é esse guia do primeiro dia, ele a gente parou para lanchar, que ele para para você lanchar, comer uma paradinha, tá, não sei o quê. Aí ele fica batendo papo, >> aí ele, aí o pessoal começa a perguntar: "Não, pô, é perigoso, não é?" Não é? falou: "Não, o perigo é quando você não vê". Aí o cara puxou assim a calça, mostrou a panturrilha, ele, a panturrilha dele era negativa. Ele não tinha panturrilha assim. Aí que que foi isso, [ __ ] Pisei no leopardo. Ele tava andando, pisou, sei lá, no rabo de um leopardo, tomou uma bocada assim de susto e vrau e ficou lá pendurada. Ele falou: "Aí eu perdi, infelizmente, mas aí eu que dei mole. [risadas] Mole é dele." É porque o Leopardo não deu mole nenhum. tava parado deitado, >> tinha acabado de [ __ ] acabou de comer um um e o comportamento do do [risadas] leopardo é igual de um gatinho, só que o poder destruidor é muito maior. >> A potência brica com com um gato, ele te >> O que eu acho [risadas] muito louco dessa coisa do Leandro é que você tem que andar em grupo e você só pode parar para tirar foto. Todo mundo tem que parar para você tirar sua foto. Isso deve inimir muito a sua foto. [risadas] Você acha um lugar legal para aí alguém, ah, mas não é tão legal. >> [risadas] >> Esse galho no chão. Achei poético o galho no chão. Poético. Vamos embora, pô. Vamos ver o leão. [risadas] >> Terminou o rolé de boa. >> Mas é educativo que falou. >> Não, terminou de boa. Só teve tiveram dois momentos muito tensos que é quando a gente chega para antes de dormir a primeira noite. Não, [risadas] >> a primeira >> depois [risadas] depois que ele recebeu dinheiro, ele não viu mais. Não, e a varita tá aqui no chão. [risadas] >> Não, não. O tenso foi no primeiro dia, na primeira noite, ele eles dentro dos quartos e os quartos eram assim, eram os quartos que era meio chalezinho, [risadas] meio de madeira, com umas portas, [ __ ] finha, >> um animal maior entra se quiser, >> cara. Pô, era um trinco, [risadas] não era chave, era um trinco. >> E no meio da parada, assim, >> no meio da parada não, teve uma noite que os cara de megafone dentro do lote pediu para ninguém sair de dentro do quarto que tinha um grupo de hienas dentro do lote. Eu tava deitado na cama assim e de repente um tipo um cachorro cheirando a porta e tipo é uma hiena, mano. [risadas] >> [ __ ] >> E era e nesse nesse Lod não era aquela hiena menor, é um ienão mesmo, hien. Aí na primeira noite, quando ele quando antes de dormir, ele falou: "Dentro do quarto tinha um spray desses de buzina, isso é para emergência". Ele falou: "Eu vou dar um exemplo de uma emergência. Se vocês acharem uma aranha, não é uma emergência. Se a aranha picar, você é uma emergência". >> Então, se vocês acharem, se vocês acharem uma aranha, vocês podem sair, chamar a gente, a gente tira aranha. Leopardo, você tem que esperar um leopardo te morder para ser emergência. Não, ele deu exemplo da aranha, só que aí beleza, entrei para dormir. >> [ __ ] que >> 10 minutos que eu tô no quarto. Alguém tocou, eu falei: "Fodeu". >> Alguém tomou a picara. Alguém tomou uma picara. Um dia tive um pesadelo. >> Não, era uma [risadas] família. Era uma família, um casal com dois filhos. >> O qu? >> Casal que leva dois filhos. Um negócio desse >> Tem muita criança. Tem muita criança. Tipo, [risadas] eu fui agora pouco tempo crianças assim, né? Vai, vai. >> Eu fui há pouco tempo de novo e sempre tem criança no grupo assim. De repente chega um predador desse, você >> não. A mulher entrou para dormir. Embaixo do travesseiro tinha uma mamba negra. >> [ __ ] que >> que não mordeu a mulher. Só que ela entrou com dois filhos. Tinha uma cobra. Ela é na hora. Desespero. [ __ ] É porque a cama tá ali. A cobra também quer deitar. Entrou. [risadas] >> O cara entrou com um varetinha. >> Entrou metralhando a cobra. [risadas] >> Pegou a cobra com a varetinha aqui, ó. segurou na cabeça, levou no mato e vau soltou no mato. [risadas] Hoje já matou, tem cara já matou na sequência. >> Nenhum estresse, >> [ __ ] Uma bamba. A gente jantando um dia, aí tinha uma uma aranha gigante pel gigante. Pessoal entrou no desespero, chamou o Gui, o Gui olhando >> deixa lá, não mexe não, não deixa >> daqui [risadas] a pouco juro por Deus, 5 minutos depois, >> levando >> 5 minutos depois alguma outra pessoa viu uma outra arenha, tava tirando uma foto, o cara parecia um tackle de de de futebol americano, o cara veio, tirou o cara assim, desesperado, uma aranha branca com um negocinho vermelho, bonitinha, pequenininha. Se essa aranha te [ __ ] no braço, você perde mão. >> [ __ ] [risadas] não faz sentido nenhum. A aranha gigante aqui, tá tudo bem. A outra pequenininha, você perde a mão. Eu falei: "Caralho, >> pra galera que não é do Rio, só pra galera ter uma ideia, >> contextualizar, né?" >> É, quando o Caío veio aqui, eu conversei sobre Niterói para caramba e teve que dar uma, né? Serginho total, etc., né? Agora o é Jacaréuia, mano, tem tamanho para ser uma cidade. >> Jacaréuaiá é gigante. Tem cidades dentro da cidade. Tudo é, tudo que você falar que não é barra na zona quase tudo é bagaguar. É porque eu acho que já foi, >> vai ter uma cascadura, né? >> Vai ter alguém para me corrigir aí? Vocês me corrigem. Bota no comentário que a informação fica correta. [risadas] Mas eu acho que era um distrito muito maior que encolheu mesmo. E aí hoje em dia, >> mas encolheu, mas é gigante hoje ainda assim, >> mas não é porque não é mais tudo Jacarapaguá. Agora freguesia é freguesia. >> Ah, não é Jacaria Paguá. >> Taquara é Taquária. Jacaré Paguai é só ali perto da Merk, >> perto da da estrada de Bandeirante. É, ali é meio Jacarpaguá ainda. Mas antigamente >> porica Jacar Paguá >> era, mas eu acho que não é mais. Eu acho que agora >> por caramba. >> Jacaré Paguá. >> Jacar não é >> é JQU. [risadas] >> Era muito maravilhoso, cara. da Jacaré Paguá. Tinha uma casa no na freguesia que era uma casa de sei lá, dois andares, devia ter dois quartos, uma garagenzinha de cabe um carro, essa casinha de rua de de bairro, tipo que tem muito na Tijuca. >> O cara tinha um leão, >> um animal leão dentro da garagem Jacaré Paguá, com uma placa cuidado com o leão [risadas] >> e as escolas. Quem cresceu os anos 90 Jacaré Paguá vai lembrar disso. Você procurar no Google, você vai achar uma matéria sobre o leão da freguesia. O leão. >> E aí, cara, as escolas, a galera saía da escola, ia pra porta da casa para ver um leão em Jacaré Paguá. [risadas] Então, para você que ele era filhote, foi crescer. Aí >> você que é de Goiás, >> chegou uma hora que ele era de tal, aí o Ibama ele tirou. É, >> não. Aí alguém denunciou porque >> [ __ ] mas tinha um leão. >> O cara tinha um [risadas] leão. O cara tinha um leão. O o meu tio avô tinha macacos. A gente ia na casa dele, a gente não podia ir no canto dos macacos, que ele tinha macacos em casa. >> Não, micos, macacos, né? >> Macacos. [risadas] Macacos. >> Chipanzé. macacos. Mano, eu nunca pude chegar perto. Tem uma foto, eu é, se eu achar, eu vou postar aí para quem tá vendo a entrevista depois. Tem uma foto, acho minha do meu irmão, meio perto, longe do macaco, assim, porque a gente não podia chegar perto e era uma casa cheia de bambuzal com papagaio, com coisa para [ __ ] >> ali na esquina da Intendente Magalhães, que é uma rua movimentada do lado de uma agência de carros e aquilo co existindo. >> Em algum momento minha avó alugou, quebrou o muro da casa dela, fez uma vendinha, alugou pro jogo do bicho. Aí tinha um ponto de jogo do bicho na casa da minha avó >> tradicional. Aí eu fiquei se anos sem poder ir na casa da minha avó, que minha mãe não deixava porque tinha medo. >> Porque o [risadas] cara que era tipo >> cara muito braço direito do Castor de Andrade, alugava um quartinho na casa da minha avó. Aí minha avó não queria que meu pai me levasse lá porque tinha medo de dar alguma confusão lá de alguém atrás do cara. A gente tá na casa da minha avó. Mas >> seja bem-vindo a Jacaré Paguá, Rio de Janeiro. É [risadas] >> isso aí já é campinho. Mas >> Campinho mas assim >> que é quase Jacarabaguá também. É, você ia, quando você ia servir, você ia pro campinho. >> Isso é a base lá, a base do exército lá de Campinho. Não, e tem uma parada assim que eu sou muito >> tem a base aérea do Campos Afonso ali também. Éengo, >> é Marechal Hermes. >> Marechal Hermes. >> Melhor festa junina da região. >> Marechal >> lotada. Basa aérea fica lotada, barraquinha de tudo quanto é coisa. Aí você tá lá comendo seu salso, chão. De repente vem esquadrilha da fumaça, começa a fazer doideira no ar. Ah, na real, >> [ __ ] São [risadas] cor daão debaixo da força aérea brasileira. Você e o Você e o almirante. Almirante é o capitão cortina. Aí ó, >> conheça a história [risadas] do garoto que o garoto que criou um leão no Rio. Isso é verdade. >> Verdade, galera. Eu eu vi muito esse leão. Lá, [ __ ] [risadas] >> Ó lá, leão. Chegou pequeno, mano. >> Ficou daquele tamanho. Sobe um pouquinho. Biga. A cabeça do leão. Como é que ele ficou? >> Lá jacaria [risadas] para lá, ó. [ __ ] cioéu. >> Aí as pessoas me perguntam [risadas] assim, eu tô carando peça de picanha bule mais. >> Eu tô me perguntam direto assim, eu tô há 11 anos morando em São Paulo. Aí me perguntam assim, [ __ ] como é que você consegue morar em São Paulo? Aí eu olho, eu falo: "Meu irmão, eu cresci em Jacaré Paguai". [risadas] Olha, sério, irmão. >> Eu voltava pra casa. [risadas] Quando eu comecei a beijar na boca, a mulher mais boba tinha bigode. Binho 13, 14 anos. Pá, [risadas] que isso aí? Não vou morar na Pompeia. Sério? [risadas] >> [ __ ] cheio de parmediana maravilhosa. A 15 minutos da minha casa eu peço no na no aplicativo, chega um parmediana. >> Oi. [risadas] Parmediano é é São Paulo. É brincadeira. Brincadeira. Eu moro perto de um dos melhores. >> É só um protégio absurdo que aconteceu no Rio de Janeiro agora que se chama Barra Olímpica. Isso não existe. >> Barra Olímpica. >> Barra Olímpica não existe. Principalmente porque ali era o autódromo de quem? >> Jacaré Paguá. [risadas] >> Autódramo de Jacaré Paguá. Você que mora lá, tão te enganando. >> Então isso aí é especulação mobiliária. Você pagar mais caro [risadas] >> Tô brincando, tô brincando. Bati de jardim. >> Sou um grande fã. >> Não, aí eu de dei um match lá com a moça, né? fui encontrar com ela a gente tava conversando maior gente boa. Eu tava, é, eu tava num festival, chama Black Knights, um festival de cinema com um filme lá, o Toque. E aí estamos lá no bar, ela era ma gente boa, ela começou, a gente começou a falar e ela falou que o pai dela era sueco e a mãe inglesa ou o contrário. Então ela tinha três passaportes, né? o da Estônia, do na Inglaterra, >> tudo para ser uma criminosa de sucesso. [risadas] >> Não, não. E aí ela falou que ela não podia entrar nos Estados Unidos, que não deixava ela entrar, que ela não conseguia ver isso. Eu falei: "Ué, como você tem três passaportos são tão bem aceitos no mundo inteiro você não pode entrar?" Ela: "É porque meu passado meio problemático, tal". E eu não quis perguntar o que que era. A gente continua conversando. Aí uma hora ela falou de novo, eu falei: "Não, pera aí, mas qual que é desse passado aí?" E aí ela falou: "Não, porque eu já fui presa, né?" Aí eu falei: "É mesmo? Por quê? Eu já comecei a ficar". Ela falou: "Tráfico internacional de drogas". [ __ ] >> eu falei: "É mesmo?". Mas o que aconteceu? Não, ela aí começou, eu me apaixonei com um rapaz que era muito viciado e a e eu comecei a vender, né? E a gente se encontrava muito, porque ele era muito viciado, então a gente se via bastante. A gente começou a desenvolver um relacionamento e tal. E aí eu comecei a trazer era de carro, ela ia pra Rússia e ia dirigindo pra história de carro. Ela falou: "Meu, o meu erro foi ficar viciada." Aí um dia a polícia me parou, botou a lanterna na minha pupila, tava desse tamanho. Os caras foram atrem que é. A gente sabe que não é seu. Quer dizer, a gente a gente sabe que que isso não é ideia sua, a gente sabe que isso não é seu. Fala de quem que é que aí você compra uma pena melhor e tal. Enfim, ela entregou um intermediário, não teve coragem de entregar os caras mesmo. >> Você pegou uma X9? >> É. [risadas] Aí eu falei, falei: "Pô, uma cadeia, né, [ __ ] como é que cadeia vai?" E ela falou: "Não, eu era ainda e eh muito nova, não sei o quê". E mas é na cadeia que eu eh engravidei do meu do meu namorado. Aí eu falei: "É mesmo? Mas você tem namorado? Era engravide meu namorado duas vezes nas visitas foi nessa época. Ela namorava o Catra Maland [risadas] namorava o Catra, né? E aí a você tem namorado? Ela falou: "Não, ele morreu". Eu falei: "Pô, pô, sacanagem, não, que pena." Não sei qu é >> É, ele tava com câncer, começou a evoluir muito, ele ficou muito deprimido, ele me perguntou se eu não ajudaria ele a se matar. Aí eu falei: "Mas calma aí, mas você falou o quê?" Eu falei: "Não, eu falei que sim". [ __ ] a história é ela falou que ajudou ele a cortar os pulsos aqui. Aí ela falou: "Ah, pô, falo que você tem ficado lado lado do cara 6 horas tomou na história. [risadas] >> Nesse momento ele pediu >> aí não. Aí nesse momento que nesse momento do suicídio assistido eu comecei a [ __ ] acho que vamos falar sobre outra coisa, não falar sobre o futuro. Ela falou: "Ah, >> música, >> tô tô me mudando." [risadas] >> Conhece o Flamengo? Conhece o Flamengo? Eu tô para me mudar de casa e eu comprei o apartamento. Eu falei: "Olha que legal, com dinheiro que você vendendo droga." Ela falou: "Sim". Eu falei: "Porra, que legal". >> Eh, [risadas] é. E ela falou: "Parabéns". Ela falou: "Eu, ela falou: "Eu tenho que me mudar logo porque o a pessoa que eu entreguei quando eu fui presa, ele saiu da cadeia agora, ele me jurou de morte." >> É. Aí esse foi o momento que eu falei, "Porra, então [risadas] até aí tava curioso queria saber >> a resiliência de um de, né? Você vai ali, não, tudo bem. Jurada de morte várias coisas. Porque eu eu resumo muito, é muita muita gente ficou muito tempo falando, é muita coisa como ela se apaixonou pelo namorado, que o cara arrumou uma briga num bar, quebrou as duas mãos brigando, >> pô, não é possível. >> E aí ligou para ela, para ela buscar ele e ela falou: "Pô, ele lembrou de mim nesse momento que ele tá com as duas mãos quebradas. >> Tri um romance". [risadas] Triou um romance com essa história. >> E eu perguntei para ela, [ __ ] eu posso anotar tudo isso quando chegar no hotel e e usar isso algum dia? Falou: "Não, mas isso não é nada, isso é bobagem". Eu falei: "Não, não é [risadas] histórias fortes." >> É isso aí. Aquela parada até que a gente, quando a pessoa fala normalmente umas paradas maluca, foi aquela vez até que a gente botou isso numa alguma coisa do choque, que eu fui fazer uma mudança, eu morava em Caraí ali em Niterói, >> não foi do falha, eu >> não botou no falha, né? Aí fui fazer, >> entrou, né? botou. >> É, aí eu fui fazer uma mudança e era pouca coisa porque na verdade eu ia me mudar para São Paulo, então tinha que levar meio uns móveis que eu tinha em casa que tinha sobrado, que eram da minha mãe, um sofá antigão assim e eu tinha que deixar aquilo na casa da minha mãe. Aí meu irmão, nessa coisa de bairro, andando ali campo São Bento, aí vi um maluco de esses carros de frete, uma combizinha de frete pequenininho ali com a carroceria. Falei: "Pô, demorou ele". Pá, pá, pá, marquei com um cara, o cara foi lá em casa. Só que esse móvel era um móvel antigo que minha mãe tem que era da minha bisavó, meu irmão. Móvel de madeira maciento ali. >> Não, mais do que um sentimento. É isso. A parada pesa 200 tonelad parada assim [risadas] >> para carregar umaçaranda, mesmo. >> Umaçaranduba. Séria. Madeira que hoje nem pode, é preso. Se você fizer uma merda com [risadas] aquilo. Aí beleza. Aí quando o cara chegou, que eu abri a porta, o cara tinha um lado todo paralisado. >> Ah, [ __ ] [risadas] merda. Assim, ó. ele quer levar. >> É. Aí eu olhei para ele e falei: "E aí, vem mais alguém?" Ele: "Não, só eu, eu, eu, eu mesmo aqui que é para levar". Eu falei: "Não, porque o negócio é pesado, ele não tudo bem, esse meu lado aqui não sente nada". [risadas] Eu falei: "Bom, então tá". >> E de fato o que que ele fazia? Como esse lado dele aqui era paralisado, [risadas] tinha nada, ele encaixava igual um gancho assim, ó, [risadas] >> igual um uma ferramenta e acabou. E aí ele levantava, pronto, cara, podia levar 400 kg, cara. podia levar uma tonelada [risadas] que o cara não tinha nada, aquilo não não representava nenhum esforço para ele. >> O cara é o Bubble Bee. [risadas] >> Eu falei: "Caralho, moleque, realmente coroa". E o coroa o cara devia ter uns 70 anos, [risadas] sei lá. Falei: "Caralho, realmente essa é a tua profissão, porque o cara pode levar qualquer peso, levar um piano, ele leva essa geladeira porque o cara engata [risadas] e a parada não solta. Mas beleza, fui eu e ele. P >> é o o o limite é a resistência. >> [risadas] >> Ele tem ser desmembrado é da parada. >> O cara tinha um braço empilhadeira. >> É, [risadas] se a parada aguentasse, não destruísse o ombro dele, ele carregava. Então a tolerância dele a peso era muito forte. [risadas] >> Beleza. Pode representar de por favor. Ela paralisar totalmente. >> Aí ele fazia assim, ó, e agarrava aqui. Acabou, brother. Acabou. [risadas] Avanca >> uma tonelada. >> Tonelada. [risadas] [ __ ] Aí levamos a [ __ ] do negócio, eu e ele. Aí eu fiquei muito impressionado com o cara boa, tal, falador. Aí eu falei: "Caralho, meu irmão, mas como é que tu arrumou essa parada?" Aí ele não tomei um tiro. Eu falei: "É, é, fui preso." Eu falei: "Caramba, mas mas eh o o quem me deu o tiro foi meu filho. Eu falei: "Hã, >> cara, >> é, e ele queria me matar". Eu falei: "Caralho, mas eu matei ele". Eita! [risadas] Ele estava envolvido com droga. >> Aí ele [risadas] tava envolvido com droga. Droga é [ __ ] Falei: "Realmente." Aí não falei mais nada. Falei assim: "Porra, que [risadas] a história era essa assim e muito tranquilamente ele foi contando todos os passos. >> Abraço, seu Mazinho do Fred. [risadas] >> Primo do meu pai, Paulo Roberto, faleceu. Deus o tenha, querido primo do meu pai, [ __ ] fazia bullying pesado comigo. Se eu engordasse, chegar aí, qual é a sua porca? Ele ele era [ __ ] [risadas] Só que ele era o seguinte, meu irmão, ele sacaneava todo mundo. Então, todo mundo sacaneava o cara também. Ele sofreu um acidente de carro e ele ficou com uma perna mais curta que a outra. Então ele andava assim no balanço. O apelido dele era espinho. Paulinho espinho. Paulo espinho, Paulo Roberto Espinho. >> Parece um piso. >> Sabe de quê? >> Hã? >> Isso aí é Paulo Espin no pé. >> Porque o cara mancava, mano. [risadas] E o cara respondia normal. Espinho. Prazer espinho. Prazer espinho. >> É prazer espinho. Paulo Roberto. [risadas] Paulo Roberto. Melhor história de Paulo Roberto. Paulo Roberto, [ __ ] minha família. Se bem que tá todo mundo, não tem mais ninguém aí. Vou contar. [risadas] Eh, melhor história de Paulo Roberto. Meu pai vai ficar puto com isso, cara. Mas eh meu padrinho casou, tio Nando. Casamento tio Nando, pá, vai rolar lá o casamento. Aí chega meu tio, os convidados, igreja enche, vai chegando a hora do casamento, o padre não aparece, não tem padre, cadê o padre? Cadê o padre? Cadê o padre? Padre não aparece, padre não aparece. De repente chega minha tia, começa a dar volta dentro do carro porque não tem o padre, como é que vai descer a noiva? Cadê o padre? Todo mundo procurando o padre, de repente acham. Paulo Roberto brocando o padre atrás da sacristia. O padre olha assim, pá, eh, sai correndo e aí ninguém fala nada, ninguém fala nada, tem que casar, padre entra, faz o casamento sem ninguém saber na cerimônia que isso estava rolando, que o [risadas] primo do meu pai tinha comido o padre >> antes de casar. Aí a foto do casamento do meu tio, aquela foto clássica que é o padre, os noivos e os padrinhos e madrinhas, todos os homens que sabiam o que tinha rolado rindo, menos o cara com meu padre que tava assim e o padre que tava assim e as mulheres normais na foto. Sabia de nada, né? >> Isso aí é [ __ ] >> [ __ ] >> Osvaldo Cruz, anos 80. [risadas] Eu lembro que uma vez eu fui no cartório, eu fui tirar, do nada lembrei dessa história, [risadas] eu fui tirar uma certidão de de nascimento. Isso já é muito doido, porque o cara para um determinado documento não servia minha identidade. Tinha que ter um uma certidão de nascimento. Eu até falei pro cara, mas por que que não é minha identidade se sou eu? Não, mas eu preciso ser nascimento. Eu falei: "Mas você acha que o quê? Eu vim de um planeta [risadas] que eu >> que tirei uma identidade". Porque assim, se eu tenho uma identidade, eu tive uma [risadas] cara ficou parado, você pode trazer? Eu falei: "Tá bom, filho, eu vou trazer essa merda enfiar na [ __ ] do teu cu". E [risadas] e não falei isso. Óbvio que não pode, que tem lá que é crime. Aí beleza, fui na [ __ ] do cartório e não era digital. Isso aí deve ter mais de 20 anos, meu irmão. Quando eu subi no cartório ali no rink em Niterói, ali quente a Praça do Hink, subir >> praça do Rink, >> a portinha. Quando eu vi, >> você nunca vai na praque sem ser por obrigação. >> É, sem ser para ir [risadas] no cartório. Aí abri a porta, quando eu fechei a porta, quando eu olhei o cartório lotado. Eu falei: "Puta que pariu, lotado". Aí mesmo, fiquei ali um tempão. Quando você tá num cartório lotado assim, meio sem fila, você rapidamente sabe quem tá na fila, porque você vai vendo a galera que tá sendo atendida, quem aí eu notei que era eu, eh, e era um cara. É, não era, era um velho, um cara e eu. Eu falei: "Beleza, depois do velho é o cara, depois do cara sou eu." Aí tava ligado no velho, o cara eu. Terminou uma duas horas, foi o velho e tinha o cara e tinha eu. Aí quando o velho foi, o velho veio com as coisinhas dele, muito simpatiquinho, se encorou, muito velhinho, falou assim: "Ah, eu queria tirar, minha esposa morreu, todo mundo ouve, né? Porque é parada pequena. Eu queria, precisava da certidão de óbito dela, porque minha esposa morreu para tá no negócio. Aí o o cara, a mulher do cartório falou assim: "Não é aqui". Aí o velho falou: "Não, mas eu preciso tirar minha certidão de ób que minha esposa morreu. Ela não é aqui, senhor, é porque eu não, eu meu irmão, e aí ele ficou dizendo que ele precisava, a mulher dizendo que não era ali. 1 minuto, 2 minutos, 3 minutos, meu irmão, 5 minutos." Eu falei: "Meu irmão, fodeu-se o senhor não vai ouvir, não vai entender, não tá entendendo o que a mulher tá falando. A mulher não tá tendo paciência para explicar, a gente vai passar meia hora aqui, não vamos ser atendidos. Fodeu. E o cara da minha frente tava mais puto ainda. >> Aí a mulher dizendo isso, não sei o que. Uma hora o cara tá meio irritado. É uma hora me todo meio irritado. Começou pressionar o velho e fala para ele: "Não é aqui". Aí mulher morreu, todo mundo lá. Aí o cara uma hora deu um grito. Ai todo mundo, [ __ ] fodeu. Ficou em silêncio. Aí ele falou: "Minha esposa faleceu. Eu estou sozinho. Eu não tenho ninguém. Eu só preciso tirar minha certidão de óbito dela para eu poder pegar minha aposentadoria". Irmão, silêncio. Aí a mulher foi, começou a escrever onde ele devia ir. Aí o cara que era antes de mim, entre eu e ele, >> eu te levo lá, não é? Aí o cara ficou assim: "Meu senhor, me desculpe, eu tava irritado, me preocupei, não sei o quê". Comecei, me ressaltei, briguei com você, mas você falou isso tudo agora, me tocou meu coração, me ensinou muito. Aí o olhou para ele falou: "Hã, [risadas] com isso, para com isso. >> É isso, acabou. [risadas] Esse universo aí, a mulher pegou para ir no papel, o cara entendeu, levantou e foi embora. >> Esse universo da burocracia eu acho muito bonito, cara. Eu me interesso muito por esses assuntos de [risadas] burocracia pura, pura. Burocracia pura. E e as pessoas que estão ali usando a burocracia. >> O cara ficou meia hora do velho velho. Hein? >> Cor, o coroa, [risadas] >> o coroa. O coroa tava em outro mundo. >> Não tem um já foi um cara emocionado [risadas] >> lá em Vitória, no lugar de nem era de cartória, era de xerox muito pequeno assim do [risadas] >> do tamanho dessa mesa. Quase. Você chega aí eu cheguei lá não tinha ninguém, mas o cara tava ocupado e tinha um negócio para você pegar a senha. F. Não vou pegar a senha. Porque só tem eu aqui, né? E o cara tava terminando de fazer um negócio. Eu tô ali esperando. Aí entra um velho e vai e pega a senha. Aí você entendeu a senha. Ele pegou esse papel. Ele vai querer fazer uso desse papel. [risadas] >> Claro. >> Aí o cara falou: "Próxima". O cara foi e botou o papel. Aí eu falei: "Meu senhor". E não era assim, velho. A ponto de referência. Era mais velho que eu. Eu era bem novo. Eu estava aqui antes. Ele falou >> mas eu tenho a senha. [risadas] Eu falei: "Não, mas você viu que eu já estava aqui?" A gente isso, a gente não precisa dessa senha, só tem eu e você. Você me viu, eu tava antes. Tá tudo certo. A senha é para ela. Serve justamente para você não precisar. Mas a gente já sabe que sou eu. [risadas] >> Tava eu aqui. Chegou tinha eu. Mas eu tenho >> E aí? É. E aí ele falou: "Não, mas você tem senha?" Eu falei: "Não tenho, porque quando eu cheguei só tinha eu". Ele falou: "Mas eu tenho". Eu falei: "Eu sei, mas [risadas] eu também sei que eu estava antes. E você sabe que eu estava antes." Todo mundo aqui sabe, só tem eu e você aqui. O cara da xerox. Aí eu olhei pro cara da xerox porque ele ia me apoiar, porque ele me viu chegando ali, ele [risadas] olhou para mim e falou assim: "Você deveria ter pegado a falei: "Eis atende ele aí". [risadas] Porque assim, não durou um, não durou muito, né? Esse o tempo áureo das vans mesmo, quando legalizou o transporte alternativo mesmo, tinha escrito transporte complementar alternativo e >> que eram as vans legalizadas. É, eu andava praticamente de Kombi. Eu pegava o Boiuna, Bouna Largo da Taquara, depois pegava o Taquara Castelo, que eu estudava na na UFRJ na Praia Vermelha. >> Então eu pegava o Taquara Castelo, que fazia a orla inteira, dando aquele passeio pela orla, [risadas] aí descia ali em Botafogo para ir pra FRJ. >> Mas assim, Jacaré Paguá era é sempre foi a capital mundial das vans, né? >> É, tem muita. Mas essa van do Rogerinho, essa que a gente fala que é azul e vermelha, printer azul e vermelha, tem até hoje, só que ela agora é em São Galo, >> mas ela tem até hoje, se você for pegar na ponte tem muito. Central e >> esse termo transporte alternativo, né? Ele é muito bom, né, cara? É muito bom. Não é no criação nossa, mas houve um momento em que o os telejornais começaram a usar esse termo transporte alternativo. >> É que é [ __ ] >> alternativo, é o clandestino. >> Não. E assim, [risadas] esse esse piloto que o Caito falou, tem uma parada que é que é muito legal, que tem uma hora que eu acho que eu dou um play numa matéria de um cara da van e o cara tá reclamando da parece que é um piloto do choque mesmo, que o cara tá falando assim: "Não, agora me botaram 50 km/h na na Avenida das Américas. Que que eu vou fazer com 50 km/h na Ven das Américas? [risadas] Não anda o cara revoltado. Aí a gente assiste no piloto, você ouve só o áudio, uma matéria da Globo, sei lá, do RJTV [risadas] e [ __ ] e o cara tá pronto personagem. >> Era muito bom porque era meio mamb, né? Eu acho que isso juntou com com a a Serginho total, tudo isso tudo que a gente já falou, né? E aí a parada deu naquilo. Tem também a gente lá fazendo falha da Olimpíada que a gente encontrou lá o vendedor de mate Marquinhos que falava Quinho >> Quinho >> que falava falava igual o Renan, né? >> O Quinho de de Monte falou também. >> É. [risadas] >> Mas uma parada que tem >> a língua presa dá um charme ali na parada. É uma musicalidade também >> que tem muito nesse nesse meio de transporte aqui do Rio. É sempre também um clima meio hostil assim. Tava, a gente desceu aqui no Santos do ontem, né? Tava aí falou: "Vamos de táxi, vamos aqui pro estúdio". >> Vou ficar naquela fila do do aplicativo lá. >> Longe, não. Aí tu chega ali, [ __ ] é um serviço, você não vai pagar barato que a bandeira tá alta. Aí eu chego de uma filha de um maluco com uma má vontade, ele assim, vai para onde? Aí tu fal assim tu falou uma distância é curta. Ele, [ __ ] >> eu moro no Flamengo, eu falo: "Vá, bom, Flamengo já fica puto, fica [risadas] puto." >> Eu falo: "Ih, cara, >> isso que é o taxista." >> É porque o cara ele tá na fila um tempão, >> aí você vai para uma corrida que vai dar R$ 10. Agora assim, [risadas] aí tá a gente que Paulinho com uma mala gigante, a mala dele, a minha mala, eu sou grande. Agora já vem aqui. Alô, alô RD, tem utilitário aí? Tem utilitário? Não, ele tirar essa porta também, né? Vai, vai com esse aqui dentro, [ __ ] >> [risadas] >> Aí eu chamo o cara do carro sedã, né? O cara fala pro cara, eu falou lá, nós veio um maluco gente boa, mas o cara tá bem grandão, né? Um cara com um carro sedan que cabia, né? O cara aí o cara perguntou na viatura cabe, a viatura cabe. Aí ele olhou ali, ele cabe, cabe, cabe. Então vai com eles ali, vai tira o bilhete. Eu falei Paulinho, Paulinho, por que que o ambiente é tão hostil aqui? Você não não usar, né? Não, teve uma vez, [risadas] teve uma vez que a gente tava, era de tarde, não era horário de pico, eu meio atrasado, tinha que ir pra faculdade, mas às vezes assim, [ __ ] era pegar as duas últimas aulas. Falei assim, [ __ ] já faltei para [ __ ] de repente vou tentar pegar. Fui pra van, tum, entramos van vazia. Quando o cara chegou ali, que era para pegar a ponte, não tinha muita gente, tinha três pessoas, sei lá, dentro da van. Aí o cara falou: "Galera, não vou não. [risadas] Passou reto. Aí eu que já tava [ __ ] só ia pegar duas alas. Falei: "Ah, [ __ ] vou voltar para casa, né? [risadas] Fumar minha maconha e vou embora". >> O cara que tava na minha frente falou: "O quê? >> Não, não vou porque só tem pouca gente. Vai sim, porque eu paguei. Pagou é o [ __ ] E aqui já mandou um direto aquele [risadas] meio errado aqui, ó. Dentro da van, brother. Porrada com elum. Olhando >> já jábrolhou e para os caras sa na porrada. Cara, [risadas] eu fiquei um tempo para ver que que ia dar e não ia dar nada. Peguei e fui andando. Aí fui até o terminal e voltei pra casa. [risadas] >> Isso é muito louco. >> Só para contextualizar pra galera de fora do Rio, né? Pegou a ponte, >> não tem volta. >> Não tem volta. Você vai ter que ou, né? Vai pro Rio ou vai para Niterói. Não, não tem retorno na ponte. >> É, exatamente. Você quer, você quer, por exemplo, entender isso bem, procura o meme. E tem como errar sim. >> Já vi. [risadas] que é um cara que pede informação, >> é, se filmando no carro e ele explicando que ele foi pedir uma informação, o cara falou: "Não tem como errar aí ele erra". [risadas] E ele fala: "Tem como errar sim, porque quando uma vez você entrou na ponte, a ponte tem 13 km, não tem retorno, >> você vai cumprir >> aí você vai ter que ir até o final ou pro Rio ou para Niterói para você voltar. Vai perder uma hora já da tua vida. [risadas] >> Porque ou o trânsito tá ruim para um lado ou ele tá ruim pelo outro. Não tá bom do nos dois não dá. Ou [risadas] a galera tá indo, tá ru indo ou tá ruim voltando. É, então se você tiver que dar a volta um uma perna na merda, você vai pegar doloroso isso aí. >> Mas você imagina o caí estudava no Rio, aí o cara vai, >> van tinha 20 lugares, entrou três lugares porque o cara da vão é prejuí ele não foi. >> Quando ele chegou na ponte, não buscou mais gente, >> medo ali, ele falou: "Opa, >> ele na hora de subir a ponte, ele não vou, >> não [risadas] vou". Aí foi pro terminal, ia deixar todo mundo lá pra galera pegar o ônibus ou a barca, sei lá. >> [ __ ] >> eu e um outro cara tava tranquilo, mas um cara que tava precisando muito ir, ele ficou revoltado e a porrada comeu. Eh, comprei um videogame. Meu pai comprou um videogame lá em casa. Meu pai, não sei se pai fazia isso também, meu pai tinha um lance assim, se tinha o a Calo Cross. Ah, porque era uma Coi ele comprava a Brand Cross. [risadas] Que era o gen, >> eu tive muito tênis. Mike, era isso. >> Ah, o requeijão é tal. Ele comprava uma marca, você nunca viu que tava mais barato. Ah, não sei. Aí o era o Atari na época. Ah, um Atari. O Atari ele comprou o Gemini >> que era da gradiente. >> Ah, eu lembro do Gini. >> Beleza. Com enduro o jogo enduro, né? De carro, meu irmão. Fiquei louco naquilo para não sei o quê. >> E tinha hora para jogar, hora para dormir. Aí hora de dormir, dormir, não sei o quê. Aí, beleza. Aí aqui >> é. Aí eu assisti aquele filme eh Curtindo a vida doado. >> Sim. >> E que o cara bota [risadas] >> o boneco. >> Boneco para boneiro. É isso. >> O cara faz o cara o cara bota. Ele bota um boneco para fingir que ele tá dormindo e ele vai pra escola. Ele vai zoar o menino Feris Builder. >> Fer builder. >> E eu acho que isso ficou na minha cabeça, não sei o que pá. Aí eu falei: "Pô, vou fazer isso". Fui de noite, fui dormir, deitei lá em minha casa, eu morava no Ingar, uma casa de dois andares. >> Então o o a televisão com o videogame ficava embaixo. Aí eu falei: "Porra, minha mãe vai todo mundo dormir, fico quieto, vou lá, pego, boto um boneco aqui, desço, pum, e fico jogando com a televisão desligada a noite inteira que eu quiser." Aí >> era proibido de jogar de noite, >> é? Não, não podia. Que dormir, não podia ficar virar madrugada, devia ter 10 anos, sei lá. Aí beleza, fui pum, minha mãe dormiu, todo mundo dormiu, senti que minhas irmãs dormiram, fui no quarto da minha irmã, aí fiquei, pum, procurando um boneco da minha altura. Aí achei uma boneca, pum, peguei, levei pro quarto, botei, cobri certinho, botei o tamanho. Quando eu fui botar a colxa que tava tudo certo, minha mãe do nada acordou aquela espada de mãe, foi dar mais uma olhada. >> Quando eu vi minha mãe vindo, eu fui me joguei na cama para me esconder. Quando minha mãe ligou a luz, tava eu e a boneca [risadas] do >> cama na cama. >> [risadas] >> Aí minha mãe, minha mãe é médica, né? Minha mãe olhou, falou: "Nada, foi, tirou a boneca, falou: "Filho, acho que a boneca pode dormir sozinha". [risadas] Foi embora, meu irmão, no dia seguinte minha mãe veio com uma explicação de sexo, de com [risadas] livro da marca suplicia, como nasce os bebês. Eu e minha irmã, minha irmã que não tinha nada a ver com isso, né? ficou parado vendo uma palestra do sem de não [risadas] sei o que mesmo tinha 10 anos seminha. >> Ninguém tava preparado para isso. Isso [risadas] atrasou a minha desenvolvimento sexual assim uns 10 anos que eu fiquei assim chocado com as infos. >> Aí eu fiquei pensando, falei assim: "Caralho, eu por pouco eu não escolhi o fofão". [risadas] >> Aí >> isso me lembrou meus pais. Não escolheu foi assim. >> A palestra seria um pouco diferente. [risadas] Eu >> falei um fofo. >> Talvez ela viesse acompanhada de um profissional. >> Um profissional. [risadas] Fala assim: "É, doutor, eu não vou dar conta sozinho. Eu como mãe não vou dar conta sozinho. Tinha [risadas] >> eu abraçado com fofão. >> Que bela sua história de introdução ao sexo. Eu eu lembro muito claramente [risadas] eu devia ter uns 12 anos, meu irmão. Devia ter 11. Eu não lembro qual de nós dois. perguntou alguma coisa de sexo e meus pais tiveram a ideia de ir numa locadora de VHS alugar um pornô de desenho animado, a bruxinha [ __ ] eu lembro o nome do filme. Destrói, [risadas] destrói. >> Os nossos pais não estavam preparados, né? Para lidar. >> Aí [risadas] a gente tinha esse ritual. Meu pai alugava as locadoras na época no era antiblocker. >> Aham. Meu pai comprava uma cartela que vinha, sei lá, 50 quadradinhos para você destacar que valia um filme. Você podia tirar um pai. >> Ah, eu tinha lembra disso [risadas] aí. Meu pai às vezes dava pra gente, ó, vocês quiserem alugar filme, deixava três com a gente, meu irmão. >> É tipo a o dar o celular hoje, né? >> É, é, é. >> Só que você tinha o trabalho de ir lá pegar a [ __ ] do filme. >> E aí a gente tinha esse ritual familiar que era de assistir VHS. A gente ia no locador com o meu pai, aí meu irmão sempre escolhia um filme que a gente queria ver. Aí meu pai escolheu um filme que ele queria, um de ação, não sei o quê. um filme para ver com a minha mãe, uma comédia. Aí saía com as quatro, cinco fitas. Nesse dia meu pai foi com a minha mãe, alugaram a bruxinha [ __ ] que era um desenho animado pornô. Chegaram em casa, botaram, ei meu irmão, sentadinho no sofá, um com 12, outro com 11 anos, hoje vocês vão assistir sozinhos. Aí botaram [risadas] >> sozinho. Entendo essa merda aí, que que é isso >> aí? Botaram a bruxinha [ __ ] >> Eu não [risadas] lembro que a gente sobreviveu aos anos 80. É um milagre. Eu não lembro bruxinha [ __ ] ou se era bruxinha sapequinha. >> [risadas] >> Pouca, mas eu com pouca diferença. Eu só lembro dos 2 minutos do filme do início, que era a bruxinha saía da casinha, ela tava com vestidinho e aí a cerca da da do terreno da casa da bruxinha eram caralhinhos e ela ia quicando de um [ __ ] no outro. [risadas] [ __ ] que pariu. >> E aí eu de uma veremelhança impressionante. >> E aí eu e meu irmão >> a verilhança você vai ter que fazer a interpretação [risadas] disso aí. >> Eu e meu irmão dormimos >> porque a gente não tinha interesse naquela merda. >> Começou a ver ali a bruxinha, caralhinho, a gente sabia o que era uma [ __ ] >> E aí dormíamos. Aí no dia seguinte ninguém falou sobre o assunto. Gostaram do filme? >> Não, mas eles a missão tava cumprida, já estão eh sexualmente sexualmente educados. Ninguém mais falava sobre o assunto e era isso. [risadas] >> Como é que é a bruxinha, mano? F >> as histórias que as barbaias vão contava. >> Sim, esse aí eu fiz chamada no canal Brasil. passava na conheço. >> Eu botei uma história do enterro de um de um de um tio meu. >> Hã, >> eu botei o Julinho da Van contando a história. >> Eu mudei um pouquinho que é, pô, a história maravilhosa. Minha avó era muito religiosa, par de mãe >> e ela era muito religiosa, foi meio mãe de santo também e tal. >> E ela, a gente tava enterrando o filho dela, cara. Enterro super triste, minha família lá no Jardim da Saudade, na Sulacap, que as capelinhas são meio uma do lado da outra assim, né? >> É. Aí a gente tá lá entrando americano aquele quadradinho. >> É. E aí tem três capelas assim ou quatro e tem umas que são meio uma flor assim que é uma de uma do lado da outra, mas por dentro é aberto também. Você meio que vê a outra. Aí tava todo mundo lá no enterro, de repente minha avó vê na capelinha em frente, [ __ ] um caixão de criança pequenininho, mano, vazio, sem nenhuma, nenhuma vela, nenhuma rosa, nada, ninguém. caixãozinho lá abandonado. Aí minha avó muito religiosa, pô, ficou sentida com aquela parada, foi catou uma vela, catou umas flores lá que eram pro meu tio, foi lá com os guia dela, começou a fazer uma oração, deixou uma vela lá, falando pá, pedindo pela criança, de repente encosta segurança, bota a mãozinha nela. Senhora, senhora tá ciente de que isso aí é uma perna, né? Aí ela olha, a tomar no cu, [ __ ] tô gastando minhas entidades aqui. E aí sai assim. Aí eu botei o Julim da Van contando essa história. Ele conta assim: "Porra, outro dia como quem tava num churrasco, outro dia tava no enterro de um brother, pá, tudo certo". De repente eu vejo o cçãozinho, aí eu conto a mesma história, só que aí o Julinho, velho, aí o cara falou: "Aí você tá ciente que sai uma perna?" Ele: "Porra, >> aí sai, aí eu vou [risadas] botar essas histórias reais, sabe? >> Meter uma perna no cachorro". >> É porque você tem que dar um fim pra parada, né? O cara, aí o cara explicou, sofreu um acidente de moto, perdeu a perna, tem que enterrar ou você doa para estudar, sei lá, mas você precisa dar um fim pra perna. Boa. Não abandona, você não abandona. Pode cremar a perna. Você você tem que resolver, meu irmão. Tua perna aí. Como é que eu vou fazer? Não [risadas] dá para falar, [ __ ] embrulha pra viagem. Vou levar. Não dá. É [ __ ] Aí minha avó ficou putaça porque tava rezando para uma perna, achando que era uma criança, pedindo para Deus pela alma da criança. Pá, >> o cara tá vivo lá, pô. Ele perdeu mesmo. [risadas] E [ __ ] meu, minha família, cara, enterro que essa é outra parada. Outro dia eu vi um corte de alguma entrevista Z Pagodinho falando [ __ ] tinha muito erro bom tinha muito enterro bom >> vagabundo encha car começa a brigar com o morto >> enterro é horrível sempre só que na minha família tem uma parada que quase todo enterro tem uma história engraçada >> tem uma história >> enterro do meu avô pai do meu pai aqui que a gente falou [ __ ] meu avô morreu naquela época e cemitério São João Batista Botafogo, você velava o corpo a noite inteira no cemitério para enterrar de manhã então o corpo ficava lá numa capel >> as visitas iam chegando. As visitas estavam chegando, você passava a noite, a madrugada, porque não tinha essa parada de trancar, você sair e voltar de manhã, você passava a noite velando o corpo. Távamos lá a madrugada, meu pai tinha esse amigo bacalhau ponta esquerda aí que ele falou >> bacalhau. >> Bacalhau, maior figura. Bacalhau vivia de vender coisa, meu irmão. Bacalhau é uma grande referência mesmo. [risadas] Vender coisas assim, >> pequenos. Pequenos assim, ele tava passando na [risadas] barra. Não era golpe, não era oportunidade. >> Oportunidade. >> Eu vou te explicar [risadas] parêntese rápido de quem era bacalhau. Bacalhau >> tá passando na barra em frente ao macro. [risadas] Para quem não é daqui é supermercado de atacado. >> Aí ele via bola dente de leite R$,90. Ih, [ __ ] essa [ __ ] custa cinco. Ele entrava e comprava 1000. Aham. [risadas] Aí ele começava a rodar o Rio de Janeiro inteiro em lojinha que vendia artigo esportivo, lojinha mais familiar, não, marca grande. Aí quer comprar 20 bolinha minha aqui, te faça quatro. Aí o cara você bota teu preço. Aí o cara vendia por seis, ele largava 100 bola com cara e ia pra outra loja. E aí pegava tudo em consignação. Só que assim era bola, perfume, roupa, [risadas] calcinha, Papai Noel do Paraguai, Raíto de Sol, ele vendia qualquer coisa. Ele era um cara do papo da lábia. >> Ah, isso. >> Esse, esse era bacalhau. [risadas] >> Bacalhau teve uma época. >> É porque ele era filho de português. Baca. [risadas] >> Aí tinha ele tinha. Vou te contar uma história de bacalhau que envolve futebol que vocês vão bolar. [risadas] Bacalhau. Esse malandro, pá, ele ele na época ele vendia chapeado de ouro, cordãozinho, corjantinho, >> que era uma bijuteria banhada a ouro, só que valia um dinheiro porque ele tava ele tava com dois mostruários de, sei lá, 200 peças. Então ele tinha, sei lá, R$ 5.000 em mercadoria ali com ele. Todo mundo velando, caixando meu avô. Ele levou, >> é, ele tava na rua, meu avô morreu, não sei o quê, ele catava o moststruário daqui, levava para lá, não sei o quê, tava tava com o monstruário. >> Tão lá velando o corpo e de repente corre, corre no cemitério, galera. Arrastão, arrastão, arrastão, arrastão, todo mundo, meu avô deitado ali, ele, [ __ ] arrastão, fodeu, fodeu, ele cheio de ouro. Aí ele olha pro meu avô, fala: "Seu João, quebra uma última para mim?" Ele levanta o corpo do meu avô e bota a Jó embaixo para esconder dos ladrão com essa frase: "Seu João, o senhor quebra uma última para mim? >> Eu sei que o senhor tá indo aí. É a última". A última. Aí o cara bota, passa a confusão, acabou que não teve arrastão, não sei o quê, e aí cai todo mundo na gargalhada porque ele falou essa frase: "Qebra uma última para mim, [risadas] >> [ __ ] nesse tom, quebra uma última para mim". Uma última. Última. >> E depois ele removendo São João. Calma aí. Sabe uma parada do rádio que eu adorava também >> que era que tava normal? Isso era rádio Globo. >> Aham. >> Normal. Jogo rolando e 5 da tarde, criança, todo mundo, não sei o quê. Vá. Aí daqui a pouco vinha e amarelinho chamando, rodando a cidade. Reporta Alberto Brandão. Deu entrada no Souza. Ar um esfaqueado [risadas] e o outro com a garganta cortada agoniza na frente do hospital. [risadas] Aí informou o tinta suvenil. Volta o Flamengo. [risadas] >> Do nada abriu um portal pro >> Já já já vol >> pra destruição do ser humano. >> Laninho torcedor do futuro que curta quinta série [risadas] >> carotinho. Chama meus amiguinhos. >> [risadas] >> Garotinho, posso chamar meus amiguinhos? O melhor em campo, Renatinho. É, mas [risadas] tava jogando. Tá jogando garoto. Ah, então é Marceline do outro dele. >> Mas e o M? >> Mas eu acho que [risadas] isso tem até hoje. >> Mateus aqui já foi um futuro, só que ele traumatizou a galera Paulo na ilha em 2005. >> Chamar, chamaram o pai dele assim, vem buscar tá chorando, desesperado aqui dentro. um amigo nosso, Xand Alexandre Barcelos, que faz coisa com a quadra, inclusive já ele editava o o >> tratava tratava o som do do nosso podcast lá ambiente de música. >> E aí, uma vez ele foi uma criança dessas crianças que entra com jogador, de mondade, com jogador. >> Aham. >> E era a época do Romário no Flamengo. E ele falou que era impossível, ele queria entrar de mão dado com o Romário, mas tipo assim, um mar de criança em volta do Romário, ele não conseguia chegar. Ele ficou: "Caraca, mas como que eu vou?" E ele ficou. Aí daqui a pouco ele olhou pro lado assim, Charles Guerreiro livre, sem nem ele, o Charles Guerreiro olhou para ele, ele olhou pro Charles Guerreiro, ele fez assim pro Charles Guerreiro e o Charles Guerreiro deu a mão para ele e ele entrou de mão d falou: "Porra, o Romário faria isso?" Não faria. [risadas] Todas as crianças Romela criança Xandia. Charles Guerreiro que tem dois gols na carreira. No não, no Flamengo ele tem dois gols. Ele fez gols em outros clubes. É, foi lá no Flamengo. >> Ele fez dois gols em outros clubes. >> Não, no Flamengo [risadas] ele não fazia, nunca tinha feito. Nunca tinha feito. Mais de 200 jogos no Flamengo, dois gols. >> Agora essa história do Alberto Brandão, que é o repórter. E isso aí na rádio Globo. Depois eu fui pra Tupi, ele chava na Tupi. O Apolinho vai para Tupi, leva ele. >> E aí? Aí eu eu vi como é que era isso por trás. Precisávamos de um, né, algo sanguinário no ar. O abertura não pr minha ra. Você falou durante o jogo era eram as entradas que ele fazia ali ao vivo. Só que >> quando você vai começar a jornada na abertura que tipo duas horas antes do jogo já marcava assim falava pelad eu já fiz isso. Beto vai na cabine e liga pro ele já gravar três tragédias já que ele deve ter lá tá rodando desde 9 da manhã pelo subôbio. Ele deve ter três histórias escabulosas. Aí tu ligava para ele, quando eu peguei o Roberto Brandão já mais bem mais coroa. >> Então já tava já ai a gente ajustava ele com operador e falava: [risadas] "Conta e manda tá gravando". Aí ele vinha que aí aí era o Wagner que abria a jornada, né? Aí, tipo, domingo daqueles clássicos de sol, ele abria. É, vaguinho, domingo de sol, praias lotadas, alegria no Rio de Janeiro, >> Rio de Janeiro pulsando. aqui. Mas de felicidade é o rio não. [risadas] Em em Chari >> em Rocha Miranda >> corpos encontrados [risadas] chacina no mar. Um corpo crivado de bala na [risadas] baixada. Três cabeças foram contra presas no condomínio. Aí ele vinha colocando só tragédia. Ele desligava. Aí ele ó durante o jogo me liga que eu trago outras histórias aqui. Vou rodar. Aí vinha [risadas] só pedrada, mano. Brandão era assim, >> copos dele. Lá vem o Fluminense, cara. Ele tinha, ele tinha um produtoremão, era uma salada de tinha um motorista saí com ele que já era. Esse motorista, ele já é até hoje é o maluco chama tragédia esse maluco. Elez segue a tragédia. E ele catava isso pro Brandão. Ele Brandão, bom sucesso, vamos lá. Tem uma merda. E uma uma coisa de ouvir jogo em rádio que eu lembro que me marcou muito foi que na época e até hoje a Rádio Globo tem lá o do placar, né? Flamengo aí fala um, Botafogo >> zero. Tem, né? Provavelmente vocês vão saber isso. A pessoa que gravou isso gravou numa atacada só um monte de de clube e aí >> os principais clubes >> ou os principais, enfim, talvez teve que voltar lá para gravar um Crisuma que ficou faltando, não dá para saber. Mas aí teve um amistoso Flamengo e La Corunha e nitidamente não tinha foi gravado uma outra pessoa falando lá corunha em outro estúdio com som captado de outro jeito. Aí era Flamengo um corunha [risadas] dois não dava nem para >> corunha [risadas] >> cara você que é um cara de ra. Já gravamos muitas vinhetas pro resto disso. Vai jogar Flamengo e um time desse humbo. >> Não, agora Sulamericana tem que gravar tudo. [risadas] Defesa e justiça. >> Duas grandes duas. >> Como é que tem vinheta nessa merda? >> A gente trabalhou nessas rádios todas cara e era só loucura assim ao mesmo tempo que minha mãe falou que ela também é uma coisa que ela na nessa época você ligava tinha um negócio do banco que você ligava você ouvia o seu saldo, né? Não tinha internet e aí seu saldo é aí tudo pré-gravado, óbvio. Você monta com as palavras pré-gravadas, né? Sei lá, 400 cruzados e aí virou cruzados novos. Talvez tenha que ter também chamar de outra pessoa para gravar em outro estúdio. Aí virou seu saldo é 432 cruzados. >> Novos [risadas] cruzados novos era uma porrada no seu tipo >> cara que eu eu tem um cara que eu uns 10 anos atrás ele narrava jogo em alguma rádio do Rio. >> E eu nunca mais achei esse cara. Eu procuro no YouTube Google com o bordão dele e eu nunca mais achei. E eu lembro que quando ele apareceu, eu achava maneiro demais que ele o bordão dele, ele falava assim, sei lá, eu era, era tão distópico, louco, que eu falei: [risadas] "Pô, esse cara é bom, mano." >> E o cara assumiu que o bordão dele era o seguinte, ele fala, sei lá, o jogo era 9 da noite, Flamengo fez 1 a 0, aí tava 1 a 0 Flamengo. É, Flamengo 1, Fluminense zero. Na Night, na night, na night, na night. Gostosa, gostosa, gostosa. Quem era esse cara? [risadas] Tá ligado? >> Eu não sei, mas ele sabe que é esse rapaz. [risadas] >> Rapaz, a história grande. >> Se eu te falar, se eu te falar que esse cara foi meu chefe, tu acredita? >> Esse cara sumiu, né? >> Tá doido. [risadas] >> Mas não narra. >> Ah, >> é presente o programa. É que quando ele narrou, >> eu achava boa a narração dele, cara, que era uma parada tão louca, tão noite gostosa, gostos da night, da night na gostosa, [risadas] gostosa, gostosa. >> Tem essas coisas que acontecem, é um, é um cometa, né? Um cometa que passa e nunca mais. E eu [risadas] nunca mais ouvi isso. Eu procurei no YouTube, na Night, na Night narrador. >> Eu vou te mandar várias na Bandeirante, ele fez [risadas] Donos da Bola antes do Getur. Ele fazia donos da bola. Depois que saiu o garotinho, entrou o Ed, é o Edilson. >> Edilson Silva, o nome dele >> é que ele narrou quando ele fez Transamérica. [risadas] >> Transportand Band News ele também Band Sport >> Band News e Transamérica. >> Acho que Band Esport não é Band News e Transamérica. É que é quando é o na hora do do giro do tempo lá são na 9 da noite na noite gostosa. Gostos e hoje na [risadas] gostosa gostosa >> trazendo uma sensualidade pro futebol. >> Que falta. >> Eu achava bom me tocava. >> Cara, [risadas] ele hoje apresenta o giro esportivo na Tupira. >> Cara, a gente trabalhou com essas maluquíes todas. Aí tem duas de vinheta que uma que eu vi o Gilson Ricardo trabalha na rádio grande Gilson. >> Gilson. Que que o cara que na, >> o cara que gravou o Flamengo >> para com isso, >> ele gravou lá os tradicionais e parou de gravar e depois faleceu. Se não me engano eu não lembro o nome do galera. Mandei no chat o nome do louco. Tô que gravou >> dos clubes, né? >> Flamengo, várias. >> Brasil era o Edmund Zarif, né? Brasil. >> É Brasil já é outro cara. O Brasil Z é outro cara. >> É o Cascão. >> É. Aí >> o Gilson, mano. Pra teve uma vez aí o Gilson gravava às vezes. Não, não foi esse caso da cor, >> mas ele gravava algumas. Tá ligado? Aí mano, uma vez Copa Copa Copa Mickey lá como é que é? >> É Flória da C >> Flórida C. Fluminense en oh, tásk grav. >> Aí o operador e quando acontecia isso o operador vi na rádio, [risadas] ó, jogava na mão do operador. Jogo é esse. O operador olhava a don. Aí [risadas] chegava na redação, canta três vozes grossas aí com vozão. Vamos lá pro escudo para que levar chá da don. Mas o ch da donção era ele sozinho. >> Ele sozinho. >> Aí ele ficava aqui, mano. Mas era um momento de meditação assim. Você tinha [risadas] que ver, cara. Chanonki [risadas] foi >> não >> sabia onde vai botar a pausa, né, >> cara? Mas assim, olho fechado, cara. E aí viha um ch, [ __ ] Shag Donetsk de dentro assim o cara da tupeira. [risadas] Chata Don esse, >> cara, tem um Flamengo errado na Tupia. Tinha acabado de chegar na Tupia, esse maluco trabalhava lá. Aí a galera é assim, tipo, não tinha o time do da tupia Flamengo. É assim mesmo. Aí galera, ó, e o Flamengo vai enfrentar o Race. Não tem R. Chegava lá na redação, galera, ó, preciso de cinco cabeça aí sim, tá ligado? >> E sempre só ficava a minha voz, tá ligado? R, >> esse [risadas] R ficou mal gravado e a v agora v agora usar [risadas] usar >> era assim, ó. Flamengo, ma produzido, maior galera, né? Entrava o R, era só o Beto, pô. >> Foram cinco. >> Ah, sim. >> Novo, jovem, 19 anos aí. >> Você >> é, eu atualmente tô com 47, já passei por muita coisa. 48, né? Vou fazer >> 19 ali. A gente ali no É Amaral Peixoto e Niterói, 2 da manhã. Chance. Precisão solitar chance de dar certo, pequena. [risadas] >> Aí fomos com um grupo para uma boatezinha ali que tinha ali, subim uma escada, pá, estamos ali se divertindo, trocando ideia e uma hora eu fui ao banheiro, eu tava assustado, não tinha dinheiro, tava preocupado, né, como é que funciona, não sei o que, foi o banheiro, beleza? Tudo no banheiro, meu fazer assistir. Aí atrás de mim tinham aquelas cabinezinhas fechada, tinha um cara no telefone e ele tava assim: "O quê? [ __ ] tô consertando o computador de de Ronaldo". Aí ficava um tempo. A sua mãe quer separar a gente, [ __ ] [risadas] Estamos aqui, [ __ ] É um computador, [ __ ] Demora, [ __ ] >> 2 da manhã. >> 2 da manhã no [ __ ] [risadas] Estamos aqui, [ __ ] Aí ficava um tempo. A sua mãe quer separar a gente. Já falei, [ __ ] [ __ ] é o computador dele. É o é o Windows 95, [ __ ] Demora, [ __ ] Quer botar o CD, [ __ ] Tô indo embora, daqui a pouco. Tá terminando. Estamos na última instalação. [risadas] Aí eu falei: "Caralho, vou ficar para ver, né? >> É, vamos ver o que vai dar, né?" Aí uma hora o cara abriu a porta assim com silêncio, abriu a porta assim, saiu, olhou para mim, olhei para ele, ele não acredita em mim, essa filha da [ __ ] [risadas] Não acredito em nada que eu falo. [risadas] Saiu, >> cara. [risadas] para tá conertando contador agrazão. >> Não tem uma história >> e de fato, de alguma maneira existia [risadas] uma sabedoria ali. Não, ele tava mentindo, mas realmente ele tem o direito de se revoltar porque ninguém acredita nele, né? [risadas] Tem uma história de puteira de um amigo nosso que eu não vou falar o nome, >> mas que ele pagou adiantado, a moça, chegou na hora, a moça não queria pagar [ __ ] e aí ele foi, aí entraram numa discussão, >> [ __ ] mas como não? Então eu vou no gerente. Foi reclamar com o gerente. Aí foi a mulher querendo receber. O cara não queria pagar porque então não quer pagar queria de volta dinheiro. >> É, queria de volta o dinheiro e aí pagou no débito, maior confusão e a mulher reclamando. >> Aí no meio da briga, a mulher falou: "Eu não gosto de chupar pau". Aí o cara falou: "Então você tá na profissão errada". [risadas] E o gerente olhou e falou assim: "É, [risadas] tem razão." >> Ah, o jovem podcast de torcida organizada. Ah, >> o [risadas] ratão. >> Ratão podcast. >> [ __ ] mano. Tô ligado. >> Te vê direto, mano. [risadas] >> Eu amo, eu amo Ratão Podcast. É muito bom. É muito bom. Tem um vídeo maravilhoso que é um maluco que ele fala, tem vários, mas tem um que é muito bom >> que eles têm uma parada dessa do culto da da da torcida organizada mais antiga que existia uma ética na porradaria, no confronto, não sei o quê, e eles meio que não não brigar com covardia, >> não brigar com covardia, então o cara caiu no chão, deixa, mas a trocação franca, tranquilo, isso é [risadas] normal, mano, de novo. Um depoimento do maluco é bom para [ __ ] que o cara fala assim: "É, e não, a gente tava de bob, como é que você entrou nessa coisa de torcida?" Ah, tava de bem de bobeira, >> nem gostava de futebol, >> nem gostava muito de futebol. Bale fã que tava meio acabando lá do B lá do A um dia pareceu um primo meu com a camisa do Vasco. Aí falou: "Vocês gostam na porrada?" Aí ele olhou pro lado e falou: "É, a gente gosta. Vocês estão meio de bobeira? Estamos. Vocês querem ir lá pro jogo do Vasco? >> Tá tendo um Flamengo e Vasco basquete? Amigo Vasco basquete, >> sem policiamento, >> sem policiamento. Vamos lá [risadas] >> um convite, né? >> Aí o cara fala isso, meu irmão, porrada comendo. Sem polícia não tinha nada porradaria comentei. Ele falou: >> "Pedaço de pedal". Tava voando. Tem uma hora que era porrada assim que chegava a cansar. Aí uma hora eu sentei no meio fio, olhei pro meu amigo, falei: "Caralho, meu, que [ __ ] é essa?" Bom para [ __ ] [risadas] Mas agora, agora tem policiamento para [ __ ] Não [risadas] tem policiamento agora. Riz aí ele virou advogado de torcida. Esse >> é tem um muito bom. Só um trechinho aqui para finalizar. E o cara falou assim: "Nunca briguei em praia, nunca briguei em escola. Eu só brigo em estádio e arredores. [risadas] >> Tenho família. Me respeita, [ __ ] >> Eu tenho família, eu tenho uma vida fora da torcida. Que que é isso? >> [risadas] >> Que que é isso? Vai querer brigar comigo em ônibus? Que que é isso? >> Tem um outro muito bom também que ele fala maravilhoso. É [risadas] muito [ __ ] porque >> de uma certa maneira tem uma humanização também, porque no fundo você [risadas] ah porrada não sei o que para você é tipo uma grande loucura, não sei o quê. Não, você começa a ver as pessoas que a parada pessoa existe >> e ela tem uma de alguma maneira uma um >> uma lógica, código, uma tem um cara que ele fala assim: "Não, qual é? Quem é teu maior inimigo?" É o cara da da loucura. Cara da loucura. >> Meu maior inimigo sou eu mesmo. >> Eu saio na rua já eu já pensando em fazer em fazer coisa errada. Eu já saio preparado para qualquer coisa. Eu eu não, não boto um chinelo. >> Eu não sei a padaria de chinelo. O cara quando ele fala: [risadas] "Brother, isso é genial. Isso é genial. >> Eu não boto um chinelo. >> O drama dessa pessoa que não pode ir de chinelo para padaria. Alguém pode [risadas] ser? Pode >> correnteando é uma merda e sempre preparar. >> Aí pergunta para esse mesmo cara e você a favor de mulher em torcida organizada? Ele falou: "Eu vou dar meu pneu é polêmica. Pu é polêmica. Eu não posso devolver uma filha para um pai com 10 pontos na cara porque deram uma pedrada na janela do ônibus lá na cara dela. Não posso fazer isso. [risadas] >> V responsabilidade >> podcast do Ratão. V a gente assiste direto. Estamos lá [risadas] acompanhando. [ __ ] bom demais o trabalho que ele faz. E aí eu de uma vez eu dei eu dei um like uma vez num post e ele veio me agradecer pelo like e terminava tinha uma frasezinha de agradecimento meio padrão e terminava com uma frase assim: "Pazis nos estádios". Eu falei: "Caralho, eu não entendi o propósito do do [risadas] >> paz dentro do fora a gente quebra o pau. É que isso é porque essa paz que não é a porrada, tudo bem entre pessoas que querem sair na porrada entre si >> e sem cobardia >> com algumas regras, hein? >> Com regras, é sem covardia. [risadas] É quase como se fosse uma coisa entre aquela galera. E aí de alguma maneira existe uma lógica que rege isso, entendeu? >> Cara, isso é muito Hoje dia tá numa resenha dessa, né? E fica assim, se entra uma resenha com essa galera, tipo, se for uma galera da antiga de torcida. >> É, eles são bem da antiga, [risadas] são da antiga. Galera, você fala um nome assim, pô, conheço, [ __ ] fulano meu irmão, conheci, [ __ ] >> [ __ ] segundo pelotão jogaria pagó ali de frente. Linha de frente tem que respeitar casca grossa, irmão. Via lá dentro da sede, tá ligado? Distribuir a camisa, tá ligado? [risadas] O cara faz aquele corre que tem que comer também, né? Vende mais camisa talesso. [risadas] Olha o respeito da torcida organizada. >> O cara era do Fluminense, você lembra disso? Sabe onde era assim? Eu tinha que levar as bandeiras da torcida do Fluminense pro Maracanã para est tudo pronto pro dia seguinte. Você lembra dessa? Quando eu vi tinha jogo do Flamengo no Maracanã, entrei, fui preparado para tudo, cheguei [risadas] lá, deixei as maneiras e fui embora. Esse era o respeito das torcas organizados. Assim, >> mas isso mas é que eu fui, eu mesmo eu fiz muitas reflexões sobre isso. Que é muito bom também, que eu chamei fulano, ele falou assim: "Ah, fulano, né? [ __ ] fulano, cara muito foda." Chamei, pô, vamos cair dentro da galcura se sair gol do Flamengo agora. E aí sai o gol do Flamengo na falta, eu virei para ele, vamos lá. E ele ficou meio assim. Eu falei: "Você o nosso presidente, é sua responsabilidade. Aí [risadas] >> cair na porrada agora. Invadi os caras. Faz parte da liturgia do cara. [risadas] Porque assim, eu por exemplo, eu gosto de ir ao estádio, vou desde moleque, depois ali anos 90 que era mais perrengue, não sei o quê, mas eu gosto de ver o jogo >> também. Eu não sou muito de cantar, até entendo, tem a galera que canta, mas eu fico exatamente até para não atrapalhar. Eu geralmente fico num ali onde ninguém canta. [risadas] todo porque >> eu quero ver, eu fico preocupado, eu quero ver, eu não sei as músicas, não tô tão ligado e tal e canto. >> [risadas]
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