Olá galerinha Descomplica. Tudo bem com vocês? Aqui quem fala é Rebeca do time de Biologia e nesse quer que desenhe vamos revisar todas as etapas e tirar suas dúvidas sobre a respiração celular. Vou explicar para vocês todas as etapas, compostos, reações e, claro, o que realmente é importante para saber pro Enem e vestibular. Mas antes disso, não posso deixar de avisar que esse mapa mental está disponível para vocês, completinho e pronto para baixar, totalmente grátis. Para pegar ele, basta clicar no link da descrição do vídeo. Inspira fundo e vamos lá. O nosso corpo precisa de energia para tudo até para estar aqui assistindo esse vídeo. E toda essa energia vem lá das nossas células com a respiração celular. Mas antes de ver como tudo isso acontece, vamos falar sobre a mitocôndria, a famosa usina energética do nosso organismo. As mitocôndrias são organelas especiais nas nossas células, apresentam uma membrana dupla, ribossomos 70S e DNA circular. Isso tudo indica a sua origem endossimbiótica. Ela é organela envolvida no metabolismo energético, sendo o local onde acontece a respiração celular aeróbica. E o que é essa energia que usamos no metabolismo? é o ATP, adenosina trifosfato, uma molécula fundamental para o metabolismo, pois ela armazena energia nas suas ligações químicas e o rompimento das ligações fosfato libera energia para as funções vitais. A respiração celular aeróbica envolve uma sequência de reações a partir da quebra de moléculas de glicose na presença de gás oxigênio, com o objetivo de produzir a TP. A respiração celular é dividida em três etapas: glicólise, ciclo de creves e cadeia respiratória. E tudo isso pode ser resumido na seguinte fórmula geral: glicose obtida pela alimentação mais oxigênio, que a gente inspira do ar vão reagir ao longo das etapas e liberar gás carbônico, além de formar moléculas de água e ATP. Falando assim, até parece fácil, né? Então vamos aprofundar as etapas. Começando pela glicólise. A glicólise é a quebra da glicose e essa etapa acontece no citoplasma. Aqui uma molécula de glicose é quebrada com um gasto energético de dois ATPs, se transformando em diferentes moléculas até, por fim, formar duas moléculas de piruvato, também chamado de ácido pirúvico. Mas quando isso acontece, algumas moléculas de hidrogênio ficam soltas e isso não pode acontecer. Esse hidrogênio solto pode acabar acidificando a célula e atrapalhando outras reações. E por isso temos moléculas carreadoras de hidrogênio, a nicotinamida, adenina de nucleótido ou NAD para os íntimos. Esse NAD se junta aos hidrogênios, se transformando em NADH. Para a glicólise acontecer, gasta-se duas moléculas de ATP e no final do processo são produzidas quatro moléculas de ATP. Produz quatro mais gasta dois. Por conta disso, dizemos que o saldo final de ATP produzido nessa etapa é de dois ATP, OK? E o que que acontece com o peruato? Agora ele vai seguir para dentro da mitocôndria, mas antes disso ele vai perder uma molécula de gás carbônico, forma uma molécula de acetil e se combina com a coenzima A, formando o acetil COA. E agora seguimos para o ciclo de creves, também conhecido como ciclo do ácido cítrico. Essa etapa ocorre na matriz mitocondrial, ou seja, no espaço interno da mitocôndria. O ciclo de crebes pode ser resumido como uma descarboxilação e deshidrogenação do piruvato. Em outras palavras, simplesmente a perda de carbonos e de hidrogênios. Então, é basicamente isso. Uma série de reações desmontam e modificam o piruvato em diversas moléculas, liberando gás carbônico e também AT TP. que nessa etapa pode ser chamado de GTP. Além disso, os hidrogênios que sobram são captados não só por outros nades, mas também pelo FAD, que é outro tipo de molécula carreadora de elétrons, formando NADH e FAD 2H. Se você entendeu até aqui, já sabe o suficiente para resolver a maioria das questões sobre o assunto. Então, essa parte agora é para quem quer aprofundar no ciclo de crebes, mas ainda tem medo das reações. Uma forma da gente entender como o ciclo de creves funciona é vendo o número de carbono das moléculas. Ao entrar na mitocôndria, o acetilco que tem dois carbonos, forma uma molécula de seis carbonos, que vai alterando a sua isomeria e perdendo mais carbonos até formar uma molécula com quatro carbonos. Essa molécula de quatro carbonos vai se alterando aos poucos, com perda de hidrogênios, até formar oalacetato, que se junta ao acetilco com formando o citrato novamente. E aí repete tudo. Todo o carbono que saiu nesse ciclo vai formar o gás carbônico que exalamos na nossa respiração. Em relação ao saldo energético, no ciclo de CRBE são produzidas duas moléculas de ATP, além de hidrogênios ligados ao NAD alfad, que vão participar da próxima etapa. Essa etapa é a cadeia respiratória, também chamada de cadeia transportadora de elétrons ou fosforilação oxidativa. Essa etapa ocorre nas cristas mitocondriais, na membrana interna da mitocôndria. E esse é o grande momento paraa produção de ATP. Sabe todos aqueles NADH e FADH que a gente viu formando ao longo da glicólise e do ciclo de crebes, eles vêm para essa região das cristas mitocondriais. Os hidrogênios estão carregados de elétrons e uma vez nessa parte da mitocôndria, eles se soltam nos transportadores na adifam proteínas que estão na membrana interna, os chamados citocromos. Ao fazer isso, o hidrogênio se acumula no espaço intermembrana, mas isso vai causar uma grande diferença na concentração de hidrogênio. Tem muito mais hidrogênio no espaço intermembrana do que na matriz mitocondrial. E como que a mitocôndria resolve isso? Bom, a variação na concentração de hidrogênios gera um gradiente de concentração e essa molécula tende a voltar pra matriz mitocondrial por difusão. Para isso, ela passa pela enzima mais importante desse vídeo todo, a ATP sintase. Ao passar pela ATP sintase, os hidrogênios estimulam que essa enzima gire, unindo moléculas de fosfato, a uma adenosina de fosfato ou ADP. Ao unir essas moléculas, é formado o ATP em alta quantidade e altas mesmo tradicionalmente, a gente diz que são formadas 34 ATPs nessa etapa da respiração. Mas, opa, se você tá prestando atenção nesse vídeo, deve ter pensado: "E os hidrogênios? Agora não tem mais nada de FAD para capturar eles? Então eles vão ficar de bobeira acidificando o meio? Nada disso. É aí que entra o oxigênio, aquele mesmo que a gente inspira do ar. O oxigênio é chamado deceptor final de elétrons da respiração celular, pois ele se liga com esses hidrogênios que passaram pela TPsintase, formando então a água. Com isso, não só o oxigênio ajuda a evitar que os hidrogênios fiquem soltos, podendo causar danos à mitocôndria, como também ajuda a manter o gradiente de concentração com mais hidrogênio livre na região intermembrana e garantindo que a ATP sintase vai estar sempre formando novas moléculas de ATP. Vamos recapitular. A glicólise acontece no citoplasma e gera dois ATPs. O ciclo de creves acontece na matriz da mitocôndria e gera mais dois ATPs. Por fim, a cadeia transportadora de elétrons nas cristas mitocondriais é a estrela do show, produzindo mais de 30 TPs. E tudo isso a partir de uma única molécula de glicose e de oxigênio que você respira. E aí, deu para entender tudo? Imagino que sim, porque com um mapa desses. Mas se você ainda ficou com dúvidas ou tem alguma sugestão de tema pra gente, deixa aí nos comentários. E olha, você que gosta de conteúdo assim, já viu que temos uma playlist completa com muito mais vídeo desse jeito? Se inscreve aqui no canal que você não vai mais perder nenhum resumo e nenhuma com novidade. Lembrando também que, claro, o conteúdo completo com curso, cronograma, planejamento de estudos e tudo mais tá no nosso querido site da Descomplica. Ótimos estudos para vocês e tchau tchau. >> [música]
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