Só tem 30 MINUTOS por dia? TREINE ISSO na guitarra!

Pedro Bernardi2,132 words

Full Transcript

Gente, isso aqui é para quem quer melhorar na guitarra, mas tem um tempo muito curto. Eu elaborei um programa de estudos completo, mas bem enxuto, sendo que cada sessão diária vai te pedir só 30 minutos. O programa tá inteiro nesse vídeo, não é só o comecinho e o resto você vai ter que comprar, mas eu vou sim querer te vender coisas mais pra frente, porque eu não vivo só de luz solar e boas intenções. A ideia é um modelo de três dias, dia A, dia B, dia C. Cada um desses dias é subdividido em três outros blocos pensados para atender assuntos fundamentais do estudo da guitarra sob minha perspectiva. Observações. Será esse um programa que vai te levar a ter habilidades do Vanen, do Malmstein e do Stevie Rayvon tudo em seis meses? Definitivamente não. Do mesmo modo que nada há 30 minutos por dia não leva ninguém ao nível do Michael Felps, provavelmente nem 30 anos. Esse aqui é um programa objetivo e realista para quem já tem alguma experiência com guitarra, mas ainda tem várias questões técnicas e de conhecimento teórico a resolver. E como eu disse antes, tem pouco tempo para praticar. Os benefícios desse sistema de estudo vem da constância, isso é super importante. E a progressão semanal vem do seu próprio entendimento de como fazer cada bloco ficar mais complexo, avaliando a sua própria experiência. Dito tudo isso, o máximo que dá para prometer aqui é que você vai ficar melhor do que você é agora. E como aqui a internet, deixa eu esclarecer mais coisas antes de entrar em cada treino. Esse é o melhor programa de estudos do mundo? Não. Esse é o único programa de estudos que você precisa pro resto da vida? Não, [música] pode ser 20 minutos em vez de 30, pode, vai ser pior, mas a vida é sua. Bom, a estrutura base de cada dia em 30 minutos é essa aqui. Bloco um, técnica e precisão. Bloco dois, harmonia e visualização do braço. Bloco três, linguagem e vocabulário musical. O bloco um do dia A começa com aquecimento cromático e exploração da escala em Cajed, sendo que nos primeiros 5 minutos a gente trata de [música] aquecimento e digitação. São exercícios cromáticos com padrões intervalares, tipo 1 2 3 4 ou [música] 3 2 1 4 ou outra combinação. Você escolhe dois padrões e os pratica primeiro com paletada alternada e em sequência com ligados, focando em clareza e som limpo. [música] Terminada essa parte, nos próximos 5 minutos a gente escolhe a escala da semana, por exemplo, Mi maior, e a pratica em duas posições cajed adjacentes do braço, usando paletada alternada e ligados com o metrônomo, tanto esse exercício quanto o anterior. [música] Aliás, se você achar difícil seguir esse programa de estudos só pelo vídeo, eu criei também um e-book com tudo isso aqui explicado em texto, usando tabulaturas também, todos os diagramas Kajed para ficar tudo mais prático, mais fácil de acompanhar e de seguir usando ao longo das semanas à medida em que os estudos forem progredindo e aumentando [música] em complexidade. O link tá abaixo na descrição e no topo da sessão de comentários. Enfim, voltando. O bloco dois do dia A lida com tríades e conexões no braço da guitarra. A gente começa com 5 minutos de estudo de [música] tríades, focando em um grupo de cordas, por exemplo, cordas 1 2 e 3, e um único acorde, por exemplo, mi maior. Daí a gente pratica as três inversões da tríade desse acorde. São as três notas que o compõem ao longo do braço da guitarra. [música] Nos 5 [música] minutos seguintes do bloco dois, a gente cria uma progressão de quatro acordes vindos do campo harmônico correspondente à escala da semana. E sendo que o nosso exemplo é mi maior, uma progressão poderia ser mi dó sustenido menor lá e si. A gente a toca usando só as tríades do grupo de cordas escolhido. O nosso exemplo aqui são cordas 1, 2 e 3. Agora na menor extensão de braço possível. Isso aí. A gente escolhe as inversões de cada acorde mais próximas umas das outras ao tocar progressão, em vez de passear pelo braço todo, pescando um acorde em cada parte. O bloco 3 do dia A lida com vocabulário, ou seja, fraseado e aplicação. Partindo de uma improvisação dirigida. A gente usa uma backing track na tonalidade da escala da semana e pratica a criação de frases a partir das duas posições cajed estudadas no bloco um. Aqui é bom não usar só frases lineares, ou seja, notas da escala na sequência em que elas aparecem na escala, mas também frases não lineares, o que implica em saltos intervalares, mudanças de direção, repetições de notas. etc. No bloco um do dia B, a gente trabalha a precisão rítmica [música] em acordes e escalas, começando com transições entre acordes. Então, na escala ou tonalidade da semana, o exemplo é mi maior. E com o metrônomo, a gente pratica um padrão de paletada rítmico com mudança limpa e rápida entre dois acordes diferentes existentes naquela tonalidade. Aqui é uma boa escolher de preferência posições cajéd que a gente domina menos. Por exemplo, mi com formato de dó e faço sustenido menor com formato de ré menor. [música] E sim, quem é 40 mais vai lembrar do Chaves, vai achar que Cajed tem um linguajar tipo suco que parece de limão, mas é de grosia e tem gosto de tamarindo. Não discordo. Bom, a gente pode inventar o padrão rítmico de palhetada ou se preferir pode usar um aplicativo ou ferramenta online de geração de ritmos como rhythm randomizer ou qualquer outra similar. Basta fazer uma busca na internet por Rhythm Generator ou outro termo assim. Várias opções aparecem. Escolha uma e já salve na barra de favoritos para facilitar o acesso, [música] não perder tempo procurando e pronto. [música] Nos 10 minutos seguintes do bloco um, a gente trabalha a divisão rítmica em escalas, usando as mesmas duas posições Kajed adjacentes praticadas no dia anterior, com o metrônomo lento e sempre na mesma contagem. Daí a gente transiciona de um formato ao outro assim, tocando uma nota por tempo, são semínimas, depois duas notas por tempo, colcheias, em seguida três notas por tempo, colcheias intercinas. E por último, quatro notas por tempo, são semicolcheias. A gente treina isso com paletadas alternadas e ligados. [música] No bloco dois do dia B, a gente começa com 5 minutos de treino de campo harmônico com Cajed. Na tonalidade da semana, o exemplo é mi maior. A gente toca toda a sequência de acordes, primeiro [música] grau, segundo, terceiro, quarto, quinto, sexto e sétimo, em uma única região do braço, transicionando entre eles, usando a posição cajed mais próxima possível no braço. Se você não tiver lembrando quais são os acordes daquele campo harmônico, quais são maiores, quais são menores, onde estão sustenidos, no exemplo aqui de Mi maior, faz uma busca por imagens, digita campo harmônico de Mi maior, pega uma das tabelas e vai em frente. [música] [música] O bloco três do dia B lida com vocabulário e pede que em 10 minutos a gente rearrange a progressão de acordes de uma música que a gente já conhece, usando o critério de tocá-los em uma única região do braço, transicionando entre eles pela posição cajed mais próxima possível. Ou seja, se uma música tem, por exemplo, um acorde de mi na sétima casa, [música] um dó sustenido menor na quarta, um lá aberto e um si na segunda, a gente tenta fazer com que nesse rearranjo todos esses acordes habitem a mesma região, fazer com que todos eles apareçam tão próximos uns dos outros quanto possível, usando a posição Cajed mais prática. Aliás, se aparecerem dúvidas enquanto eu vou descrevendo esse programa de estudos aqui, deixem nos comentários que eu vou tentar responder todas que eu puder sobre cajed ou sobre substituição de algum tipo de estudo por outro ou dúvidas sobre afinal que camisetas são essas que eu sempre uso que parecem realmente contribuir para uma técnica de guitarra mais desimpedida, porque elas são leves, são confortáveis. E gente, não se preocupe, se eu posso responder agora mesmo, são Tech T-shirts da Insider. E, aliás, não só elas, revelando segredos aqui, as calças também são assim. Saca só essa maleabilidade, essa liberdade de movimentos e não só das pernas. Gente, aproveita a Black November da Insider que já tá rolando. Então, com o meu cupom de desconto guitarra somado a outros descontos do site, dá para chegar até 50% off, tá muito bom. E tem um canal de WhatsApp também da Insider, como as promos Flash com os descontos maiores ainda. Os links estão aí abaixo, aproveitem. No bloco um do dia C, o último dia, a gente trabalha expressão em detalhe, mais especificamente bends e vibrados. Nos primeiros 5 minutos, a gente pratica bands com todos os dedos para atingir uma nota alvo com precisão. Por exemplo, um band de meio tom ou de um tom inteiro. O importante é fazer com que todos os bands sejam executados com a mesma qualidade independente do dedo usado. Ou seja, se for mendinho, anelar, médio ou indicador, é para soar da mesma qualidade. E uma dica que talvez vocês já saibam, o único dedo que executa um band sozinho é o indicador. Todos os outros ganham ajuda dos dedos que estão atrás. Então, band com mindinho, na verdade, é um band com os quatro dedos. Uma outra dica é agrupar os dedos usados para que a força do band seja aplicada em uma área menor da corda. Lembra? Pressão é igual força sobre área. Então, se a gente separa esses dedos, isso aumenta a área flexionada da corda, a pressão resultante fica mais baixa. Sei lá, deve ser isso. O band fica mais difícil. No final, esse é o resultado. O mesmo vale pro vibrato, que são os próximos 5 minutos de treino do bloco um. A gente pratica o vibrato controlado em notas longas com os quatro dedos, mantendo a qualidade de um dedo pro outro. >> [música] >> No bloco dois desse dia C, a gente lida com melodias e harmonia em duas cordas. Os primeiros 5 minutos são um treino de escala e terças, tocando a escala da semana, nesse caso, mi maior, usando só duas cordas por região, por exemplo, cordas um e dois. Isso significa que a gente toca a escala de mi maior usando só as cordas um e dois. Quando as notas da escala precisarem continuar, mas as cordas e casas acabarem, porque é uma situação muito limitada de propósito, a gente passa pra próxima região. Em seguida, a gente toca cada nota da escala junto de sua terça. E isso é ótimo porque estimula a visualização horizontal do braço. [música] [música] Nos próximos 5 minutos do bloco dois, a gente cria melodias usando só aquelas duas cordas. A ideia é criar uma melodia simples de quatro, oito compass ritmo aí também. É um treino muito bom pra criatividade melódica. No bloco três, o último bloco [música] do último dia, a gente treina desenvolvimento auditivo e composição. Nos primeiros 5 minutos, a gente tira trechos de música ou de algum comercial ou de um solo que a gente gosta, sem nenhuma ajuda. Nos próximos 5 minutos, a gente compõe um rif ou uma pequena peça musical, se der tempo, usando só os elementos técnicos e harmônicos que a gente praticou nessa sessão. Por exemplo, bands, vibratos e escala em duas cordas. Esse é o programa todo e a gente pode seguir no modelo estilo treino de academia. Tem o dia A, o dia B e o dia C. Daí descanso. A, B, C, daí descanso. E esse ciclo continua. O dia de descanso pode significar não tocar nada ou tocar só o que você quiser, sem qualquer critério estrito. Daí a gente pode aumentar a carga, para usar a mesma analogia da academia aqui, aumentando progressivamente a complexidade dos estudos a cada semana ou ciclo de duas semanas. A gente pode tornar cada bloco um pouco mais desafiador, seja em técnica, subindo o andamento do metrônomo em dois ou 5 bpm, quando cada exercício estiver perfeito, ou em harmonia, mudando de tonalidade ou explorando o grupo novo de cordas pras terças, pras tríades ou vocabulário, compondo coisas mais complexas ou aprendendo los, ou ainda tentando tirar músicas mais difíceis de ouvido. Se precisarem de um guia para esses estudos, lembrem do ebook, o link tá aí abaixo. E se tiverem dúvidas sobre esse assunto todo aqui, é só deixar nos comentários. por hoje é isso. Obrigado demais e até o próximo vídeo.

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