No rades, estando em tormentos, levantou os olhos e viu Abraão e Lázaro no seu seio. Quer dizer, o cara tá no inferno e ele consegue ver o paraíso. Desceu a mansão dos mortos, depois subiu aos céus. Então, nesse subiu aos céus, e isso explica um monte de coisa. Por exemplo, a Maria Madalena no domingo, ela vai lá e Jesus fala assim: "Não me toque, eu ainda não subi pro pai". Ué, como é que ele levou o ladrão pro >> para o paraíso sem subir? >> Para ele levar o para o ladrão no paraíso sem subir, então o paraíso tinha que sair embaixo. >> O inferno ele é um uma realidade, né? Ele é ele é ele existe ou é uma um estado de espírito, coisa parecida. Não, a Bíblia trata o inferno como algo real, algo eh que é objetivo e não exatamente metafórico, né? Não é um estado de espírito. E a pessoa que mais falou de inferno na Bíblia foi Jesus. >> Sim, foi Jesus. >> Então Jesus é a pessoa que mais falou do inferno na Bíblia. Então, e e em alguns textos, como por exemplo, Mateus 25:46, eh é um texto, por exemplo, que fala assim, ó: "E estes irão para o castigo eterno, porém os justos para a vida eterna". Se a gente assumir que o inferno é eh metafórico, então o céu também tem que ser, porque é no mesmo texto Jesus fala de um e fala do outro, né? >> Por que que um é metafórico, mas o outro não? Então, quando a Bíblia fala de inferno, fala de um lugar real. E segunda de Pedro 2:4, se você puder conferir, eu tô falando meio de cor aqui, ó. >> Mas eu acho que é essa mesmo, não é? >> Porque se Deus, segundo a Pedro 2:4, porque se Deus não poupou aos anjos que pecaram, mas havendo lançado no inferno, os entregou à cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo. >> Então, parece e bom, vamos lá. Primeiro, a palavra inferno nesse texto, esse verbete é a palavra tártaru, que a gente fala tártaro, né? O grego não não suporta muito a proparoxítona, né? Nunca a primeira palavra é a mais forte, logo não é >> tártaro, né? Nem nem ágape, é agape, não é? Então, enfim, mas aí que acontece, a palavra ali é uma palavra que Pedro empresta da, como é que eu vou falar? da eh da cultura grega e da mitologia grega, porque lá na mitologia grega >> que tem eh os Zeus, não sei o quê, tem o lugar que eles chamam de Tártaro, que é uma onde foi aprisionados titãs, uma prisão de titãs, de semideuses, >> porque lá na cultura grega tem deuses e semideuses, que é o cara que é meio deus e meio meio meio tipo Aquiles, tipo, enfim. >> E na mitologia grega, Cronos era o pai de Zeus. E aí Zeus se levanta contra seu pai e >> ele tem um filho com não sei o que que é o menino que luta lá com a Medusa, tal. Então existe, tân. >> Então veja só isso nada disso aconteceu. Isso é mito, mitologia. E Pedro, ele pega essa palavra da mitologia grega, que é anterior a Pedro, anterior a Jesus, >> e fala assim: "Então, os anjos que pecaram, eles estão presos num lugar que é uma prisão de semideuses." Aí, e aí a palavra é tártar. >> Sim. >> Eh, parece que esses anjos, então vamos lá. Primeiro, existem anjos que caíram e esses anjos, a julgar por esse texto aqui, eles estão presos desde aquele momento até o dia do juízo, num lugar chamado Tártaro, >> que ao que parece é uma prisão especial, >> que é uma prisão que não é o lugar dos das dos seres humanos que morrem sem salvação. >> Sim. >> Não é esse lugar. É um lugar onde estão presos anjos. entende? >> É um lugar específico. >> Isso, específico para anjos. Mas quando o João Ferreira de Almeida vai traduzir a bíblia para português, ele fala assim: "Ah, inferno". Sim. >> Então você tá vendo a a dificuldade que a gente tem para falar assim, ó, eh, não fala que os anjos também estão no inferno. Aí na nossa cabeça já pensa que o inferno tem anjo, tem tudo no mesmo balai. Não é? Então, então, a princípio, pastor César, biblicamente falando, o inferno é descrito como um lugar físico de tormento. >> Exatamente. A a palavra inferno é uma palavra latina, né? >> Latina. Infernum. >> Isso. >> E essa palavra ela já significa um, logicamente um lugar, porque é um piso inferior. É um, é um, é um infernos significa um lugar abaixo. >> Sim. e tá inferior ao é um patamar abaixo, é outro platô, por exemplo. Essa é basicamente a ideia de inferno. Então, algo que tá abaixo. E aí a lógica já nos aponta para um lugar. Pode ser abaixo. Então o lance ser ou acima ou abaixo tem que ser um lugar. Por isso que acabou acabou se criando o mito de que o inferno fique embaixo. >> Exatamente. Exatamente. E depois também aí na época do próximo do Iluminismo, aí você tem o Dante Aligieri, porque aí ele escreve >> a Divina Comédia e na Divina Comédia ele ele aparece, por exemplo, os os anéis do inferno, tal, não sei o quê. E aí ele vai falar que, enfim, ele é um é outra mitologia, >> os nove círculos, né? Os os nove círculos. E aí ele vai e é isso aí que doutrinou a ideia do Iluminismo que ganhou a Europa, que ganhou e tal. E aí >> de que o inferno tem salas, ambientes, lugares, né? Que que inclusive >> Mas não é o inferno da Bíblia. Esse inferno do do Dante não tem nada a ver. Então, e o inferno do Dante, ele influencia tanto a a mentalidade da da humanidade, né, não cristã, vamos assim dizer, que houve um tempo, o senhor vai se lembrar muito bem, que apareceu aquele movimento de batalha espiritual, lembra Rebeca Brown? Ele veio para ele veio para libertar os cativos e tinha livros que eram vendidos, bestseller, >> que na verdade nada mais era do que uma cópia barata do inferno do Dante total. com algumas adições. Ainda >> é, com algumas adições, eh, dizendo que o inferno era no formato do corpo de uma mulher, >> que havia um que haviam círculos, círculos de suicidas, eh, assassinos, promiscos e tudo baseado na mentalidade do da obra do Dante Aleguieri. Eh, e a uma outra obra que é anterior ao Dante, eh, e aí eu tô falando bem anterior ao Dante, talvez uns 1000 anos antes, é o Alcorão. Porque no Alcorão, >> sim, >> você tem eh um inferno, o inferno do Alcorão também tem essa ideia. E e o inferno do Alcorão, por exemplo, se você vai pro inferno, você no Alcorão você tem algumas penalidades que são estranhas, tipo todo dia você tem que tomar um copo de pus, por exemplo, lá no Alcorão. Então essa ideia de desses graus, dessa dessa, ó, se você assim como a salvação no Islã, no Alcorão, ela é uma salvação muito personalizada. E ela é diferente. Por exemplo, o o Islã, o o muçulmano normal lá, ele morre, ele vai pro céu, tem lá as delícias do céu, não sei que lá. Só que se você é um >> um, um, eu esqueço o nome que eles falam lá em árabe, mas é aquele cara que se explode, que não sei o quê, você é tipo um mártir, então você ganha direito a um paraíso VIP >> das 70 virgens. >> Das virgens. Exatamente. Então, eh, então essa ideia de de graus tal já existia antes. E aí o Dante falou: "Ó, vou colocar isso aí na na Divina Comédia". E e pegou >> e e existe um ponto que nós vamos tocar mais paraa frente sobre o conceito que muitos acreditam que o inferno não é eterno, não é? Isso começa também no Islã, porque existem linhas de pensamento no Islã que acredita que até mesmo os justos, >> verdade, >> eles precisam passar por um um tempo pelo inferno para ser purificado, para depois conseguir alcançar a salvação. >> É, mas aí já antes do Islã já tem alguns cristãos que defendiam a ideia do purgatório. >> Sim. e um pouco da tradição judaica também tem umas correntes que acreditam nessa nessa linha de pensamento. Mas enfim, eh, então, biblicamente falando, à luz da nossa escritura judaico-cristã, o inferno é um local físico. >> É um local. O físico é é um local, porque assim, ó, >> depois da morte você não é um lugar de tormento. >> Depois da morte, então o físico não é exatamente a palavra que a gente vai trabalhar, porque eh o que que é físico para nós? é de carne osso. Então não é bem assim, mas >> mas é um lugar onde o perdido eh passará a eternidade eh distante de Deus >> esperando a inauguração do lago de fogo, >> esperando o momento que você leu no texto que o inferno será lançado no lago de fogo. >> Sim. Sim. Poderíamos dizer que aquela parábola que Jesus ensina do rico e do Lázaro, o rico estaria no inferno? A primeira, primeiro ponto é considerar se é exatamente uma parábola ou não. >> Sim, >> se é uma parábola ou não. Então, quem entende que é uma parábola eh tem um pouco mais de elasticidade para falar assim: "Ah, se como é uma parábola, então não não é não é que existiu aquela história e tal". quem entende que não é uma parábola e aí tem menos espaço para vai ter que aceitar como um fato aquilo que aconteceu, aquilo que Jesus Cristo descreve, né? Mas seja como for, a vez que Jesus fala do inferno, e a gente falou, eu falei agora há pouco que a pessoa que mais fala do inferno na Bíblia é Jesus, ele trata como sendo eterno e ele trata como sendo local e ele trata como sendo literal. Então, para Jesus é literal, para Jesus é eterno, para Jesus é um lugar. >> Entendi. Pastor Calvocante, eh, por que que as pessoas, até mesmo alguns líderes, tentam amenizar a doutrina do inferno? Por exemplo, os católicos colocam como purgatório, como foi mencionado agora, os adventistas e até mesmo universalistas, eles tentam amenizar essa doutrina que é tão preciosa, importante para nós. E por que que eles fazem isso? >> Vamos lá. >> É uma pergunta que seria interessante até >> você falou católicos, adventistas, universalistas. Vamos lá. Eh, >> são visões completas, ó. Vamos lá. O católico, ele não menospreza o inferno católico. É o mesmo que nós cremos, >> o mesmo protestante, >> mesmo inferno. A diferença é que o católico defende, na verdade defendia, porque o papa que morreu agora, o >> o argentino >> é o Mário Bergolho, eu esqueci o Francisco, tá? Ele deu fim no purgatório, então não tem mais purgatório. Fechou o purgatório. O Papa Francisco fechou o purgatório. >> Mas como o assunto não é purgatório, é inferno. Então o inferno católico é o inferno que nós cremos. Tá certo? >> Tá. >> A diferença é que eles acreditavam algum alguns católicos defendiam essa ideia de que tem o purgatório >> e o purgatório é para quem comete pecados veniais. e não pecados. Eh, eh, eu esqueço nome de morte, >> tá certo? Capitais, >> pecados capitais. Então, os pecados capitais se resolve no inferno e os pecados veniais se resolvem no purgatório e depois a pessoa vai pro inferno. >> Eh, mas quando chega no inferno, que é o assunto, então é o mesmo inferno. Já o adventista é uma construção completamente diferente, porque o adventista ele o adventista ele, ele acha, ele entende que um inferno eterno ele macula a justiça de Deus. Então, tipo assim, a a o pensamento adventista e não só adventista, tá? Adventista, testemunho de Jeová. O adventista é muito parecido com o testemunho de Jeová em alguns aspectos. Nesse, por exemplo, >> sim, >> eles dizem o seguinte: >> eh, como que uma pessoa vive 70, 80, 90 anos e aí Deus vai colocar essa pessoa no inferno eternamente? Não é justo. Não é justo. E se você pensar do ponto de vista da lógica, do ponto de vista, se você pensar com essa cabeça, você fala assim: "Caramba, é verdade, não é justo." Só que o pessoal que fala sobre isso, eles esquecem duas coisas. Primeira, quem disse que o inferno é eterno? Foi o Senhor Jesus Cristo. Ele que disse. Tá certo? Para o vergonha e despreza eterno, para sempre é eterno. Segunda informação, eles não pensaram que na volta de Jesus acontece um cataclismo no mundo. E o fim dos tempos, o fim de todo o sistema de contagem de tempo acontece na volta de Jesus. Por exemplo, o sol escurecerá. O sol escurece. Imagina que a lua não dará mais a sua luz. Que como diz Mateus, na volta de Jesus, se o sol escurece, como é que como é que amanhã o dia? Como é que tem um amanhã? Como é que tem um amanhã? Então, não tem um amanhã. Se não tem um amanhã, que dia é hoje? E amanhã não chega. E, ou seja, quando Jesus Cristo volta, todas as consequências são eternas. Porque a contagem de tempo acaba, não tem mais. Quando a gente fala, eternidade não é um tempo muito grande, não um tempo que demora a passar. Eternidade é a ausência do tempo. Então, todas as consequências depois até o dia da volta de Jesus, daquele dia paraa frente, todas as consequências são eternas. Por isso, a salvação é eterna e a perdição é eterna. Então, e essa pequena compreensão, na minha opinião, resolve essa ideia de que, ah, não é justo. Então, se você pensar do ponto de vista da justiça, o céu é mais injusto que o inferno. Porque pensa comigo, quem vai pro inferno, vai porque Deus é mal ou vai porque a pessoa merece? >> Vai porque >> a pessoa merece. >> Então, ela merece. Então, não é injusto. E quem vai pro céu? Vai porque a pessoa é boa ou vai porque >> pela graça divina >> ela merece? >> Não, >> não. >> Então, então do ponto de vista da justiça, o céu é mais injusto, né? Porque ninguém merece pro céu e vai. >> Agora pro inferno. Você merece. Agora, nesse pensamento calvinista, pastor, não sei qual que é a sua sua linha de raciocínio, porque pro pros calvinistas, né, reformadores já tá praticamente Deus elegeu alguns e outros não. E isso soa parece um Deus mau, um Deus sádico. >> O na minha na minha opinião, e eu não quero ser mal educado contra gente, né, mas vamos lá. F à vontade. >> Eh, a doutrina calvinisma, o o podcast vocês chamam Cristofando. Parece que vocês gostam de filosofia. >> Sim. O eh calvinismo ele ele herda uma filosofia, uma filosofia pagã, que é o determinismo. O determinismo é pagão, o determinismo é aristotélico, o determinismo é de Aristóteles, né, que tudo tá determinado, tal, não sei o que lá. Então, eh, nessa essa ideia de que é um jogo já determinado, um jogo definido, na minha compreensão, >> sim, >> eh isso macula a o Deus bíblico. O Deus bíblico, ele ele, se a gente assumir que Deus determinou e decretou tudo que tá acontecendo agora, eu faço a pergunta. O crime que tá acontecendo agora está acontecendo porque a pessoa está obedecendo Deus para cometer o crime ou porque ela está desobedecendo Deus? Ele tá cumprindo uma ordem de Deus >> e se cumpre uma ordem de Deus não pode ser punido. >> Exato. Então é um eh então essa ideia do determinismo é um é um problema. É um problema. Sempre foi um problema. Por quê? Porque na minha opinião macula o Deus bíblico. Eh, o Deus bíblico não é isso. Um Deus que determinou tudo não pode mandar profetas. Porque se ele determinou tudo, por que que ele tá mandando um profeta? O que que o profeta faz na Bíblia? O profeta chega lá e fala: "Pessoal, e aí que que nós combinamos? Não é assim. Assim diz o Senhor, vocês estão em pecado, tem que mudar não sei o quê". Se foi Deus que >> tentando buscar a redenção, a salvação. >> Então, Deus que determinou tudo, não podia mandar profeta. Se ele manda profeta, é porque ele não tá concordando com aquilo. Então a gente tem que pensar assim, ó. A relação de Deus com o homem é uma relação de determinação ou de anuência? Ele determinou tudo aquilo ou ele não concorda com aquilo e ele vai intervir? Porque um Deus que determinou tudo não podia interferir. Por que que por que que ele tá interferindo dizendo vocês estão isso? Não é eu não quero que seja assim. aquele que determinou a escravidão dos hebreus, então por que mandou Moisés? >> Entende? Então tem todo uma questão aí na soterologia que vale a pena parar assim e tal, não querendo ofender nem nada, mas >> na minha opinião a eh o calvinismo herda um pouco do muito um pouco não, bastante do determinismo eh pagão. Dentro das páginas do Antigo Testamento, pastor César, o Senhor consegue enxergar a doutrina do inferno >> das páginas do >> Antigo Testamento, ou ela foi uma doutrina que foi se desenvolvendo com o passar do tempo? Por que que eu estou perguntando isso? Porque durante muitos anos a palavra she, que em hebraico significa sepultura, ela foi muitas vezes apresentada como inferno, né? E gramaticalmente falando, lá tem mais a ver com sepultura do que qualquer outra coisa. E o senhor acredita que foi uma revelação progressiva ou já, por exemplo, na na Torá, no Pentateuco, nos livros históricos, nós já começamos a a enxergar essa doutrina ou ela foi progredindo com >> Ótima pergunta. Ótima pergunta. Na verdade, não somente o inferno, mas também a salvação. Vamos pensar no pós-me. O pós-mte no Antigo Testamento é uma doutrina rarefeita, ou seja, ela está presente, mas ela não é abundante nas páginas do Novo Testamento. Por isso que quando Jesus chega, eh, os o judaísmo está dividido em partidos e tem partidos importantíssimos que inclusive gerenciavam o o templo que não acreditava em vida depois da morte. >> Sim. Os saduceus. >> Os saduceus. Então, os saduceus, ele não acreditava no negócio de espírito. Para ele morreu, acabou. Por quê? Porque a depender das páginas do Antigo Testamento, você tem poucos textos. Eu não tô dizendo que não tenha. >> Sim. >> Então, respondendo objetivamente sua pergunta, eh, o Antigo Testamento fala do inferno, fala e a gente pode mostrar alguns textos, mas é uma doutrina, o pós-me. No Antigo Testamento é uma doutrina rfeita. Por isso que lá em Lucas 10 é o é o doutor da lei que vai falar lá do que Jesus fala do M samaritano, é Lucas 10, né? Por isso que o doutor da lei ele chega em Jesus em Lucas 10 e e a Bíblia diz que é uma pegadinha. Ele chega lá para testar Jesus. E qual é a pergunta dele? Que que o senhor pensa de vida eterna? >> Por quê? Porque o tema vida eterna é uma doutrina difícil de de defender. Por exemplo, eu vou eu posso lembrar aqui de, sei lá, num máximo meia dúzia de textos no Antigo Testamento que falam: "Eu lembro de Jó, por exemplo, depois da minha morte ainda minha carne virei a Deus". Então, pode ser uma um um momento onde ele tá crendo que mesmo depois de morto ele é salvo. Você tem o Salmo 16 que Pedro cita no na pregação de Pentecostes quando ele fala e a palavra aparece lá também que ele fala: "O Senhor não vai deixar a minha alma no cheolo, né? Que lá não pode ser inferno. Embora algumas Bíblias diga: "O Senhor não deixará minha alma para sempre no inferno, mas é na é na sepultura." sepultura. >> É, exatamente. Eh, você tem, por exemplo, que mais? O Salmo né? O Salmo 9 é: "O perverso será lançado no inferno e todas as nações que se esquecem de Deus", né? Esse texto é muito mais forte. Então, temos um terceiro texto. Você tem, por exemplo, Daniel e 12. Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, outros para vergonha e desprezo eternos, né? Então você tem alguns textos no Antigo Testamento que mostram que a vida depois que ela termina aqui a vida biológica, há uma continuação. E essa continuação a depender de Deus e da e da forma como a pessoa viveu, vai depender desse juízo, eh ela vai continuar ou com Deus ou no inferno, entende? Então, embora seja uma doutrina rarafeita, ou seja, não tem muitos textos, mas o inferno está presente sim no Antigo Testamento. Acho que um dos textos mais fortes é o Salmo 9. Eh, >> o salmista falava muito sobre isso, né? Sal, é o Salmo 16. Mas Daniel, que aí nós estamos falando de um texto profético, ele fala, né, da ressurreição e uns para vida eterna e outros para eh vergonha e desprezo eterno. O homem ele, veja, o homem não é eterno como Deus, porque só Deus, só ele tem a imortalidade, diz a Bíblia. Porém, o homem ele não pode desesistir. O homem não tem força para deixar, tipo assim, eu vou falar assim: "Ah, não quero mais existir, eu vou, eu vou me matar". Tá bom, você vai continuar existindo, porque só Deus tem esse poder. Só Deus tem esse poder, entende? Então, a alma sobrevive à morte do corpo. Existe um eu imaterial em nós que sobrevive a morte do corpo. Para quem é dicotomista pode ser alma barra de espírito, tal. >> Sim. >> E isso dá para defender nas páginas do Antigo Testamento. Sim. >> Legal. Em Mateus, capítulo 23 verso de número 15, Jesus ele dá uma sentença muito pesada, né? Aí de vós, escribas e fariseus hipócritas, pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito e depois o terdes e depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós. >> Eu acho que a palavra lá é guena nesse nesse caso, >> né? Eh, duas vezes mais merecedores do fogo eterno. Seria mais ou menos isso que ele tá falando. >> É pior que um palavrão isso aqui, né? É uma sentença terrível. >> É uma sentença terrível, porque o, ele tá falando ali com o religioso, eh, hipócrita, né, que ele diz o seguinte: "Hipócrita é como se fosse um ator, né? E aí ele fala o seguinte: você vai catequisa, você vai lá discipula, você vai lá e ensina e tal e depois se ele vira o hipócrita que você é, ele é duas vezes mais filho do inferno do que vocês. Por quê? porque ele já era filho do inferno, porque ele nasceu perdido. Mas agora ele vai merecer o inferno, porque estando perdido foi encontrado e se comportou eh de uma forma eh que não agrada o Deus que o salvou >> duas vezes pior do que antes de ser encontrado. de mudar e se converter, >> ele continua em um caminho de perversidade, conhecendo a verdade, como disse Pedro, né? Que antes melhor fosse não ter conhecido a verdade. >> Exato. Exato. Por isso é duas vezes pior. >> O senhor acredita, pastor César, que é uma doutrina pouco, uma doutrina não é é um sermão pouco pregado hoje nas igrejas, >> o inferno? >> Sim, >> eu acredito que >> o lembrete, o alerta, né? Eu acredito que e é assim, toda vez que a gente fala a igreja hoje, a igreja brasileira, igreja, a gente não tá nas igrejas para ver. Então não é, não vai ser honesto da minha parte falar assim: "Ah, eu acho que é porque quantas mil igrejas, milhões de igrejas, não tem como a gente saber, né? Não tem como a gente saber. >> Verdade. >> Tem como a gente saber do meio que a gente vive. No meio que eu vivo, antigamente se falava mais sobre inferno. Antigamente se falava mais sobre inferno. Com todas as heresias que sim falavam, porque o inferno que a gente eh >> imaginava >> imaginava, o diabo tem um garfo, ele é vermelhinho, >> é um tridente e o rabo dele é um triângulo no fim da ponta tem um triangulinho na ponta. Então esse é o diabo que que a gente aprendeu. >> É. É, e lá no julgamento vem tem um telão também. Eu não sei se você da época do telão, >> lógico >> que ia aparecer um telão que apareceu vida passar na frente de todo mundo. >> Exatamente. Então, então e com todos esses exageros, >> estamos velhos, hein, pastor? >> Exatamente. Com todos esses exageros. Eh, é, era muito legal quando o pregador falava sobre a existência do inferno, porque traz uma uma palavra de alerta, né? Traz uma palavra de alerta, >> temor. >> Isso, temor. Então, >> acho que vale a pena retomar esse esse tema. Embora seja um assunto difícil por conta da policemia da palavra, mas o inferno tá na Bíblia, defendido por Jesus. Ô pastor, tem uma passagem lá em Mateus 25 que fala sobre os talentos. Tem muita gente boa aí por aí, né? E muitas vezes as pessoas se enquadra nos quatro paredes. Ah, nem todos vão ser pastores, nem todos vão ser evangelistas e tal. Eh, dentro daqueles talentos, que que a gente pode estar aprendendo? Porque a Bíblia diz que alguns garearam eh cinco, depois foi somado e assim por diante. E um ficou com um enterror. Que que a gente pode estar aprendendo com esse texto? Porque o próprio Jesus disse que aqueles que não grangearam ou não adquiriram, não, não multiplicaram, iriam para o inferno. Como que a gente pode tá colocando em prática e entender esse texto? Eh, o recurso parabólico de Jesus, ele tá falando especialmente no primeiro evangelho em Mateus, porque é o texto de mais parábolas, ele ele ele começa falando do reino de Deus e ele fala assim, ó, por exemplo, Mateus 25, né? Você falou e então o reino do céu será semelhante. Aí ele começa com as 10 virgens >> no versículo 14 ele fala assim: "Também será semelhante". Porque ele tá falando do reino de Deus de novo. Então, o reino de Deus será semelhante. Aí ele fala dos do cara que distribuiu os talentos entre o pessoal fala de 10 talentos, mas lá não tem 10, né? Tem >> tem oito, né? Tem eh cinco mais dois mais um >> e depois na volta tem 15. O que tinha cinco traz 10, o que tinha dois traz mais dois vira vira 14 e o outro enterrou. Mas esse que enterrou, eh, ele falou o seguinte no versículo 24, eh, chegando por fim, que receberam um talento, ele diz: "Senhor, eu sabia que tu és severo, que ceifas onde não semeastes e ajuntas onde não espalhastes. Eh, e receoso escondra o teu talento." Não dá para negar que esse cara temor. Esse cara temor, só que é o temor que paralisa. E esse temor que paralisa, ele é um temor que atrapalha o avanço do reino de Deus. Então, a gente tem que ter temor, temos que temer o Senhor, tal, eh, adorar o Senhor com temor, mas esse temor não pode paralisar eh o serviço para o qual o Senhor nos chamou. Porque se esse temor paralisa a você do serviço que o Senhor te chamou, então você não você perde a sua você perde essa essa sua posição, entende? Então é mais ou menos nesses termos que eu entendo Mateus capítulo 25. E aí quando você eh perde a sua posição, né, dentro do reino, então você já não é mais digno daquilo. Não que você fosse digno porque você mereceu, como a gente disse agora há pouco, ninguém merece. >> Sim. >> Mas mesmo não merecendo, se você não honra a Deus naquilo que ele te colocou para fazer, então você não caminha mais com ele. Então é nesse sentido que eu entendo. Mateus capítulo 25. O inferno é literalmente embaixo desta terra. Pastor César, >> olha, eh, a ideia do inferno como lugar inferior, eh, que eu disse agora foi o, eu não sei se eu falei, mas na minha memória eu falei que eu do, >> sim. No começo nós falamos alguma coisa parecida. >> Isso. E o Jerônimo, né, quando traduziu a vulgata, porque a palavra infernos é em latim, né? Era do latim, vem do latim, >> latim. Eh, ele traz essa ideia. Eh, tem um texto, eu acho que é Ezequiel 32. Deixa eu achar esse texto. >> Ezequiel 32. >> 32. Eh, mas eu pode ser que eu esteja errado, pode ser um pouco antes, um pouco depois ali. Vamos ver. Eh, 31, Ezequiel 31. Eh, e lá ele diz o seguinte, deixa eu ver se eu acho aqui. Eh, por isso, versículo 5, por isso se elevou a sua estatura sobre todas as árvores do campo e se multiplicaram os seus, se alongaram as suas varas. Deixa eu ver um pouquinho mais à frente. 31, eh, versículo 9. Formoso fiz com a multidão dos teus ramos, todas as árvores do Éden que estavam no jardim de Deus tiveram inveja dele. Portanto, diz o Senhor, como sobre maneira se elevou e levantou o seu topo do meio das eh os espécios ramos seu coração, tal, eh lança fora. Eh, mais terríveis estrangeiros, nações cortaram. E aqui ele vai falar lá na frente é que esse lugar que é o Édenado nas partes inferiores da terra. Vamos ver se eu acho esse texto aqui. É, é no 31. >> Eu acho que em Isaías 14 também tem alguma coisa parecida com isso, né? Te lançarei ao mais profundo, as profundezas da terra. >> É, mas aqui, por exemplo, ó, eh, versículo 18. Quem é, pois semelhante em glória e grandeza entre as árvores do Éden? Todavia, descerás com as árvores do Édenem às profundezas da terra, no meio dos incircuncisos jáerás e tal, tal, tal, tudo mais. Então, há aqui uma compreensão antes do do Jerônimo, antes de tudo isso, que entendia que assim como o Éden, o Éden é um, lembro do jardim lá e tal, do a Vulgata, a Vulgata não, a Septoaginta fala paradeiços lá, o paraíso. É, depois da queda, é lançado nos lugares, nas profundezas, nos lugares inferiores. E quando vai traduzir a Bíblia para o latim, a palavra lá é infernos. A palavra lá é infernos, porque desceu pra parte das profundezas, né, da terra. Então, profundezas da terra. >> Eh, capítulo 30, 31, versículo 18. Eh, descerás com as profundezas da terra no meio dos incircuncisos, e tal, tudo mais. Então esse Éden, eu vou apresentar uma doutrina aqui agora que não >> fica à vontade que faz que é isso. Fica à vontade. >> Não é muito comum, tá gente? Porque fica à vontade. >> Eu não mato nem morro por isso. Tô dizendo assim, da onde é a base >> que se tira para dizer assim, ah, o inferno tá no é no no na parte inferior da terra, né? >> Então o primeiro texto é Ezequiel 31:17. Pastor, o senhor crê assim? Não, porque quando a gente fala que o inferno é um lugar, mas a gente tá falando de algo metafísico, porque é um lugar que vai receber as almas ressuscitadas e não o corpo físico. >> Embora se é ressuscitado, tem o corpo físico, mas esse corpo vai ter que ser transformado, entende? Então, todo o pós-m físico, porque o salvo vai pro céu com seu corpo, porém transformado. Ele passa por uma transformação. E no inferno também tem que ter algum tipo, >> o corpo incorruptível que o apóstolo Paulo fala, >> algum tipo, no caso do salvo, no caso do perdido, algum tipo de tratamento nesse, porque o cara vai ressuscitar, tá? Ele morreu faz 15 anos, que que tem dele? Não. E se há choro e rangir de dentes e também se hour, >> entendeu? Então é preciso a gente compreender que vai ter algum tipo de situação que vai acontecer para que ele eh volte a existir fisicamente e depois espiritualmente para que ele receba a sua pena eterna. Entende? Então esse texto aqui é uma base interessante, inclusive para sustentar a ideia de Efésios capítulo 4, quando fala: "Subindo ao alto, levou cativo, cativeiro e deu 12 aos homens". Por quê? Que que ele leva >> subindo ao alto? O paraíso. E aonde estava o paraíso? Se ele leva subindo ao alto, ele tinha que estar na região inferior. Ele tinha que estar na região inferior. Então esse texto pode dar base para essa lógica de que o paraíso a partir da cruz ele muda de lugar das partes inferiores. Aí a gente volta lá em Lucas 16 que você perguntou do Rick Lázaro, onde o layout é um um lugar para o perdido e um lugar para o salvo junto. E você tem uma out um outro layout em segunda aos Coríntios, capítulo 12, onde o paraíso aparece no terceiro céu. Então você tem o paraíso em Gênesis 2, lá na aqui na terra, né? Na terra lá no no entre os rios Pison, Gion, Tigre, Eufratos, não sei o que lá. >> Sim. Os quatro braços. que isso aí você tem esse mesmo lugar nas profundezas da terra como paga do pecado em Ezequiel 31 e você tem esse mesmo lugar sendo levado ao alto em Efésios capítulo 4 e esse mesmo lugar sendo prometido por Jesus ao ladrão na cruz, dizendo: "Ainda hoje você vai estar comigo no Paradeis, você vai estar comigo no Éden, você vai estar comigo no paraíso." E esse mesmo lugar eh lançado, >> você tem Jesus falando dele lá no na história do Rique Lázaro. E aí você tem uma lógica que é no Antigo Testamento, lá em Mateus, desculpa, lá em Apocalipse, quando o Adão, o primeiro Adão, ele cai, então as portas do Éden são fechadas. Lembra que ele manda os querubins, não sei o quê, e não acessam mais o Éden? >> Sim. E aí quando você tem e na Septoaginta Éden lá é Paradeisos, é o paraíso. E aí quando você tem a morte de Jesus e Jesus é o último Adão, o que que acontece quando Jesus morre? Ele abre as portas do paraíso. Ou seja, o primeiro Adão fechou ao homem a entrada ao no paraíso e Jesus, que é o último Adão, abre para o homem as portas do paraíso. Então, quando o Adão cai, vem os anjos, os, desculpa, anjos, não, os querubim, os querubim, querubins, né? Em português vira querubins, é plural do plural. os querubins e tampam para que ele não acesse mais o paraíso. E quando Jesus morre, ele morre dizendo, salvando um bandido, dizendo: "Ainda hoje a porta do paraíso vai abrir, porque você vai entrar comigo e eu vou te levar no paraíso." >> Então ele leva, ele leva o ladrão da cruz até o paraíso que Adão estava, >> que Adão não, >> que Adão viveu, >> que Adão viveu e essas portas foram fechadas. Quando Adão foi expulso do Éden, >> ele foi expulso do paraíso. E aí o homem volta ao paraíso a partir da morte de Cristo. >> Você é louco. Que aula. >> Então, por isso que lá em Hebreus, em Efésios capítulo 4 fala assim: "Por isso, subindo ao alto, levou cativo cativeiro, >> deu dons aos homens". A ideia do cativo cativeiro tá preso nesse texto de Ezequiel 31, onde o paraíso tá nas partes baixas por conta do pecado. E Jesus na sua morte e ressurreição, ele paga a conta do pecado do homem e leva cativo o cativeiro e dá dons aos homens. E o primeiro homem que consegue entrar nesse paraíso é o o ladrão arrependido, o bandido, o bom ladrão, como dizia o padre >> eh Antônio Vieira, ele falava o bom ladrão, >> é o ladrão arrependido. E aí ele volta a acessar o paraíso. E aí lá na visão de Paulo na segunda carta aos Coríntios, capítulo 12, ele fala assim, ó: "Lembra que eu vi coisas inefas? homem, se no corpo não sei. Ou fora do corpo, não sei. >> Aí ele fala assim: "Esse tal homem foi ao terceiro céu >> e viu lá coisa >> que é o paraíso." Ele fala: "Foi ao terceiro céu que é o paraíso." Então o paraíso muda de lugar na Bíblia. Ele já esteve aqui na terra lá. >> Então dia ele foi embaixo e >> lá primeiro ele estava lá no Éden, lá no dentro do Éden. Depois por conta do pecado, ele desce as partes baixas. A base é Ezequiel capítulo 31. Gente, eu não tô tirando da minha cabeça, tô lendo aqui os textos, tá certo? Ó, >> versículo 16. Ao som da sua queda, fiz tremer as nações, quando fiz passar para o além, para o além. E a palavra laolo, eh, com os que descem a cova, todas as árvores do Éden, a fina flor, as melhores do Líbano, todas as que foram regadas água e tal, foram lançadas nas profundezas da terra, que é muito parecido com a visão que Jesus passa lá em Lucas, capítulo 16, versículo 19, o rique Lázaro. >> Sim. >> Sim. Então você tem ali, eh, ó, havia um certo homem rico que se vestia de púrpura e de linha finíssimo e todos os dias se assentava regalado esplendidamente. Havia também mendigo chamado Lázaro, coberto de chagas e até os cães vinham lamber a úlcera e aconteceu morrer o mendigo ser levado pelos anjos da se de Abraão, morreu o rico, foi sepultado no inferno. Aí a gente tá no grego, aí é radormentos, levantou os olhos e viu Abraão e Lázaro no seu seio. Quer dizer, o cara tá no inferno e ele consegue ver o paraíso, ou, ou melhor, o seio de Abraão. Ele consegue ver o seio de Abraão do inferno. E aí lá em Efésios capítulo 4 vai dizer: "Então, subindo a teu levou cativo cativeiro. E a partir de então a gente vai encontrar o paraíso no terceiro céu, segunda aos Coríntios, capítulo 12. E na visão de Paulo, ele fala assim: "Fui arrebatado até o terceiro céu, que é o paraíso". >> Então, a ressurreição de Cristo, quando Cristo diz, eh, "Eu destruo esse templo e em três dias eu levanto outro". Esses três dias a qual ele desce as profundezas da terra é exatamente para resgatar, >> é para levar cativo o cativeiro. >> Porque os salvos mesmo salvos, aqueles que morreram na esperança >> da da chegada do Cristo, essas pessoas elas estão salvas. A alma delas está salva. Só que o local que a Bíblia chama lá no Novo Testamento de seio de Abraão, ainda não é o local definitivo. Eles estão eles aí ele sobe para o terceiro céu a partir da cruz. O credo apostólico, ele vai tem duas mudanças importantes do cédo apostólico decorrer dos anos, mas uma delas é o seguinte: crê em Deus, pai todo- poderoso, >> criador dos céus e da terra, >> crê em Jesus Cristo, o único filho ele padeceu sobre Pôcio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado. Ele >> desceu a mansão dos mortos. Eu cresci ficar falando isso. >> Subiu aos céus, ele desceu a mansão dos dos mortos, depois sub apostólico, não é? O apóstol, >> a gente chama de apostólico, não foi escrito pelos apóstolos, né? A gente tá falando do século 2, mas >> eh é chamado de credo apostólico. Eh, mas eles eles sempre creram assim que então desceu a manção dos mortos, depois subiu aos céus. Então nesse subiu aos céus e isso explica um monte de coisa. Por exemplo, a Maria Madalena no domingo, ela vai lá e Jesus fala assim: "Não me toque, ainda não subi pro pai". Olha, como é que ele levou o ladrão para >> para o paraíso sem subir? para ele levar o ladrão no paraíso sem subir, então o paraíso tinha que ser embaixo. O senhor >> que que tem a ver com o texto de Ezequiel capítulo 31 que a gente tá vendo aqui. >> Fantástico. >> Que a gente tá vendo aqui >> assim. Então, para mim entender assim um pouquinho, então quer dizer assim, não tô pondo palavras na boca do pastor, mas eh o senhor acha então que Jesus desceu ao Ades ou não >> Jesus? Então >> porque a linha reformada entende que eh Jesus não desceu. Aí é uma uma outra uma outra visão teológica, né, referente a essa parte. E mais perguntas chegando. >> E mais perguntas. >> E mais perguntas chegando. >> Então, então, eh, >> e no credo, no credo apostólico, >> se ele leva cativo, cativeiro, dá dons aos homens, quando é que isso acontece? Só pode ser na sua morte. Por exemplo, o texto de primeira de Pedro, >> sim. É uma é um debate, né, pastor? É o primeiro 319, ele fala o seguinte, vamos lá, deixa eu achar o texto aqui para não falar eh esse eu não sei de qual é >> de Noé desceu >> é um pouquinho antes. Ele fala o seguinte, ó. Eh, pois também Cristo morreu uma única vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus, morto na carne, mas vivificado em espírito. Opa. Quando é que Jesus Cristo esteve morto na carne, mas vivificado em espírito? Só pode ser nos três dias. >> Sim, totalmente. Morto na carne, demorou, ficou três dias morto na carne só. Então, nesse momento onde ele está morto na carne, mas vivificado em espírito, eh, segue o texto, no qual em espírito pregou os espíritos em prisão, os quais noutro tempo foram desobedientes, tal, tal. Então, parece que durante a morte de Cristo, >> ele faz algum tipo de trabalho que tem a ver com eh pregar aos espíritos em prisão >> que estavam embaixo ligada a Ezequiel capítulo 31 que nós acabamos de ler. >> Tem duas possibilidades aí. Pode ser. A maior parte das dos irmãos tende assim também. Eh, mas também tem uma outra linha que é a, porque na continuação ele fala que esse pessoal ele é o pessoal da época de Noé. Esses espíritos e não fala que são pessoas, fala espíritos em prisão. >> Prisão. >> E aí a gente tem mais de um tipo de prisão eh para as almas, né? Então você tem agora mesmo a gente falou dos anjos. >> Anjos. >> Então você tem anjos anjos presos. anjos presos >> que também são chamados de espíritos, por exemplo, não são eles espíritos ministradores, são os anjos. Então, espíritos em prisão pode ser anjos >> e ainda tem aqueles também, >> espíritos em prisão pode ser pessoas que já que que estão presidente e também tem aqueles que que estão presos no Eufrates também para ajudar, né, que é uma outra categoria, >> que também tem uma outra categoria lá do na na escatologia, entende? Então aí se divide a uma bifurcação para falar assim: "Ah, os espíritos em prisão eles são anjos. Aí outro: "Não, esses espíritos em prisão são pessoas". Então tem essas duas possibilidades. >> Então, possivelmente Cristo pregou, Cristo pregou pra geração de Sodoma. >> Olha, eh, >> se ele prega para do dilúvio, faz faria sentido. >> Então, então é interessante porque, eh, a Bíblia fala que Noé, pera aí, eh que que pera aí, deixa eu eu não lembro exatamente como tá o texto, então eu vou eu vou tentar achar o texto aqui meio que na unha. Eh, capítulo 1, capítulo 3, versículo 20 a este terço que nós lemos de Noé. Isso. >> Mas eh o texto que fala que ele era um pregador da justiça, acho que era >> primeira Pedro, segunda primeira Pedro, segunda de Pedro, >> não, segunda, segunda de Pedro, segunda de Pedro, capítulo tem aquela aquela preposição do qual também, né, em cai. Ora, se Deus não poupou os anjos contra pecaram, mas tendoos lançado no inferno, os entregou abismos e trevas reservandoos por juízo, e não poupou o mundo antigo, mas preservou Noé, pregador da justiça, ele com mais sete pessoas quando fez vío diluvio sobre a terra, tal, tal, tal. Eh, então nós temos aí uma pregação de Noé eh para esse pessoal eh da época do dilúvio. Sobre Sodoma e Gomorra, você tem o Ló. Você tem o Ló na mesma sequência, ó. E livrou também o Ló, o justo Ló, afligido pelo procedimento libertino daqueles insubordinados. Porque este justo, pelo que via e ouvia quando habitava entre eles, atormentava sua alma justa cada dia por causa das obras inícas daqueles, porque o Senhor sabe livar da provação aos piedosos. >> Para quando morrermos, vamos direto para o inferno. Porque o que parece aqui? O que parece que eu entendo que ele tá perguntando é se o inferno é um lugar que todos vão, como o Ades. Vamos lá. O layout depois da cruz e é o seguinte. O salvo que morre agora, ele vai para o paraíso, que é o terceiro céu. Desde quando? Desde Cristo. Como que a gente sabe? A gente sabe porque Jesus prometeu isso para o ladrão na cruz. >> Sim. >> Então Jesus na cruz ele desce a cruz. Eh, Jesus morreu uma morte romana, muito embora fosse judeu, porque a morte de cruz é uma morte romana. Mas a morte de cruz não é a única morte dos romanos, né? Você podia ser empalado, você podia ser decapitado como foi Paulo. >> Sim. A morte de cruz é a mais vergonhosa de todas as mortes. Então, um band Jesus morreu como pior bandido. E é uma mensagem importante nessa nesse tipo de morte, porque quando Jesus morre como pior bandido, vamos lá, o império romano é o maior império da época, dia então >> é os são os donos do mundo. E ele morre a pior morte do maior império. Significa Jesus morreu como pior de todos. Por quê? Nosso Salvador morreu com nome sujo. Nosso Salvador morreu eh pela polícia. Nosso Salvador morreu como como malfeitor. Isso significa que Jesus ao morrer, ele desceu no último degrau da dignidade humana. >> Meu Deus. >> Jesus ele não morreu. Por que que ele não morreu dormindo? Por que que ele não morreu de infarto? Por que que ele não morreu? Não, ele morre como um bandido. Ele morre no, ele vai ao último degrau da dignidade humana. E quando ele chega no último degrau, ele volta de lá com uma alma. Ele busca uma alma lá, porque lá no último degrau, junto com ele morrendo, tinham mais duas pessoas. E dessas duas pessoas, uma delas se arrepende. Isso significa que a morte de Cristo salva o pior de todos os pecadores. E como que a gente sabe? Porque ele morreu como o pior de todos os pecadores. E sai dessa experiência trazendo um >> despojo, uma alma >> de, aliás, se você parar para pensar, ele também traz a alma. Ele também tem o lance do Barrabá. Eu não vou defender a salvação eterna do Barrabá, >> mas o Barrabá, cujo nome é exatamente hebraico, mas é aramaico, porque bar hebraico, >> filho do filho do pai, né? >> Filho do aba, filho do aba, >> filho. Filho do pai. >> E esse filho do pai se perdeu porque ele virou um bandido. >> Sim. >> E ele sai do julgamento de cabeça erguida pela porta da frente por causa de Jesus. Então você, a chegada de Jesus no último degrau da dignidade perdoa um bandido. O filho do Aba sai de cabeça erguida e quando ele vai morrer, ele sai de lá trazendo um ladrão arrependido e dizendo para ele: "É você que vai reinaugurar o país. >> E libertando o outro, né? >> Exatamente. >> Salvando um, libertando o outro. >> Ele libertou o Barrabaz e salvou o ladrão na cruz. >> Há indícios não canônicos, né? que o há indícios não canônicos que o o próprio Barrabá eh também chamava Jesus. Não sei se já ouviu essa conversa. >> É depois se convertei tal, não sei lá. Mas aí a gente não pode, vamos trabalhar com com o texto. Mas exato, >> porque eh naquele filme, por exemplo, do Mel Gibson, >> tem um livro que em português, tem que dar um Google aí, mas acho que em português chama-se Convertido por um olhar. Não sei se você já ouviu falar >> que é o cara que fez o Barrabaz do F, o ator que fez o Barraabaz quando olhou pro pro Jean Carol, viu o próprio Jesus >> quando não Jean que diesel lá tá Jan Kev alguma coisa assim. É >> quando o ator que fez Jesus olhou para ele ali ele se converteu. >> Foi muito mais crente, né, esse filmeu e aí tudo bem isso não tem nada a ver com a Bíblia, né? Mas é Jesus, quando ele morre, o Barrabá é solto, que é um dos piores, e o ladrão na cruz é salvo. Mesmo sendo morto, ele é salvo. É aí que se reinaugura o paraíso. Então, o paraíso é fechado por um homem que é o Adão, que até então era sem pecado, filho de Deus perfeito. E ele é reaberto por Jesus Cristo, o último Adão. E aí tem gente que vai falar sobre Jesus, fala que Jesus é o segundo Adão. Não, a Bíblia diz que ele é o último Adão. >> Sim, >> porque se tem segundo, pode terceiro, pode ter quarto. Não. A Bíblia chama Jesus de último Adão. >> E Jesus como último Adão reabre o paraíso. >> Ele é o filho perfeito de verdade. Ele é o filho que faz o que o Adão não conseguiu fazer. E por causa disso, ele reabre o paraíso. E ele reabre o paraíso salvando um homem da pior espécie. Se há esperança para esse cara da pior espécie, então há espaço na graça para alguém, como qualquer pessoa que tá ouvindo a gente aqui agora. Então essa é a mensagem da graça, entende? A a o paraíso é reaberto por Jesus, o último Adão, em vários aspectos, porque o Adão não se submete e Jesus se submete, que é o que acontece no batismo. >> E por que, pastor, é interessante, o senhor trazendo tudo essa essa esse conhecimento teológico. E eu fiquei aqui imaginando aqui, o homem a gente já sabe que ele é mal de nascença, né? E por que que Deus criou exatamente o inferno? Ele podia criar uma outra coisa ou até mesmo não sei. Mas por que que ele eh eh a gente não pode percrutar a mente de Cristo, né? Mas por que que criou essa essa esse terreno, essa essa doutrina sabendo que ele é que ele é mau? Em Atos 17 28 existe uma revelação importante. O apóstolo Paulo fala o seguinte: "Em Deus nós vivemos, nos movemos e existimos. Significa que tudo que existe existe em Deus. Tudo que existe existe em Deus. Então, não há espaço para a teologia do dualismo, onde há um Deus do bem e um Deus do mal. Não, o diabo, por exemplo, não é um Deus do mal. Ele não é um Deus igual ao Deus, só que do mal, como muitas pessoas entendem. Eh, tudo que existe existe em Deus. Então, o diabo ele existe em Deus. O diabo, Martinho Lutero falava que o diabo é um instrumento de Deus. O diabo é o diabo de Deus. Segundo Lutero. >> Sim. >> A ideia é que tudo que existe existe em Deus. Eh, essas pessoas que existem em Deus, Deus ele é amor. Então, Deus é amor. O amor só pode ser manifesto num ambiente onde há liberdade. Não tem como existir amor sem liberdade. Eu não posso obrigar ninguém a me amar. Eu não, eu, eu não tenho condição. Veja, se eu formo uma pessoa poderosa, eu posso te obrigar, >> sim, >> a se comportar como alguém que me ama. >> Sim. >> Mas me amar nunca vai depender de mim, vai depender de você. E para depender de você, você tem que ter liberdade. O amor requer liberdade. O amor requer livre arbítrio. O amor requer liberdade. Então, o homem, Deus requer do homem que ele ame a Deus, mas o homem que vai decidir isso. É com homem. Isso aí é com homem, >> sim, >> né? Se o homem não quer, se o homem não respeita, não aceita, não se submete, mas tudo que existe existe em Deus, conforme Atos 17:28, então esse homem vai para um lugar onde ele não precisa se preocupar que Deus não vai encher a paciência dele lá. Esse lugar é o inferno. Então o inferno, >> por isso que o Salmo 9 diz assim, eh, o perverso, eh, pera aí, Salmo 9, o perverso perecerá no inferno, assim como todas as nações que se esquecem de Deus. Então, é para o inferno, é para quem não quer saber de Deus, embora o inferno também existe em Deus. M.
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