Palestra do Keynote Álvaro Domingues | 22 Novembro, 2023 | Congresso Uncertain Landscapes

Lab2PT11,836 words

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Good afternoon The Last panel My name is Oliveira from the school of archit Art and design in Guimar University of I will Present conference can is Close because he come from University of Porto 50 km Where studied geography where in this moment is Professor and research in the University of Porto School of architecture research also in the University of Porto It's CL also from US because in fact norest of penica norest of Portugal we can say that is his base support his starting Point maybe from his research about the Territory It's also in a certain way our research our first Territory from US that we are in the conference and we teaching because he was our Professor my Professor also in my phd Professor of of people that organ the conference in a in this moment we have the possibility of teaching with him sometimes in por sometimes inim in a certain way we learn always with al and in a certain way also I want to say that Everything that we learn with alv is also connected with the work that alv develop in this region with n p and Manuel fern Two Very important architects urbanist And very important in our formation our our res Unity financed by the portuguese foundation of technology Science and technology from GL from municipalities was consult in Guimar during the director plan many years in [Música] guim ur in aemp well alvar is a geographer in a certain can say that talks about the landscape geography but in a talks about the geography of Streets the roads geography of the villes gey msap and work that give us a lot of intersections between spaces and Tools that are always near from US well intersections between of course geography architecture urbanism but also with some intersections with literature portugese literature also poetry photography important in the work of al doming and in a certain way show US with all this intersection some some very exotic views of this Territory I don't know if I can say that some exotic views of this Territory and in a certain way also give us a completely way personals C fina of vida no campo life in the in the country country Life volta a Portugal Portugal Tour Portugal Tour cing maybe landscape transic landscapes Portugal Possible Possible Portugal OK portugese landscape The Last One 22 with Bell well they are not in english in this moment not One only to finish last recent pro doming it was in of V pug representation of Dani is and I we May some phot that work only one only oneok in i i know that have some Of You well alv is not is not to do The conference in portuguese For Us is really important to have al in this place maybe the first question to the debate is what you talking about we try to explain Ok I really I'm sorry we tried to find a translation it was not Possible we Talk during After that Ok thank you thank you [Música] even conference in pug the problem Is that we think in portugese and we want Talk in English we must divide The Head in hemis and translate so very difficult to make two things at time so for for invitation and for not correspond espero responder às tuas palavras e bom eu de facto comecei por esta fotografia apenas pelo prazer de ver neste nesta dimensão porque nunca tinha olhado para ela desta maneira e esta e esta fotografia de facto pertence a esse trabalho da da Bienal da arquitetura de de Veneza e era um bocado sobre essa experiência que eu viria aqui falar isto até ao ao último sábado pois no sábado à noite eh pensando melhor no que iria dizer aqui resolvi mudar uma vez que o título da deste encontro se chama uncertain landscapes eh eu decidi e ui eu decidi questionar porquê este título não é uma vez que de facto eh é mais ou menos consensual que vivemos numa época de extrema incerteza e isso obviamente toca-nos a todos toca-nos muito pessoalmente na forma como nos Pensamos a nós próprios na forma como pensamos o mundo toca à sociedade toca à política toca à economia eh toca essas E essas dinâmicas todas e como tal teria que tocar a paisagem porque ela não se faz por si não é ela é um resultado permanente eh do modo como a sociedade se organiza eh e portanto o título pareceu-me Óbvio quase redundante e daí fui direto para uma releitura de dock Beck sobre a sociedade do Risco exatamente para enfim para refrescar a cabeça sobre temas que devia eh partilhar convosco acerca daquilo que que eu queria deixar muito claro aqui que é da importância da paisagem como eh já foi dito aqui várias vezes como dispositivo que revela que dá a ver eh questões para as quais nós ou não estamos atentos ou achamos que aquela situação não está bem arrumada na nossa cabeça ou então que aqu Aquilo é tão estranho que provavelmente não tem nada que ver conosco ou que pelo contrário que aquilo nos interpela que suscita a nossa curiosidade e que portanto é um instrumento de conhecimento é um instrumento de relação e é um instrumento também de vinculação e com a sociedade com a ação política com aquilo que podemos dizer acerca de uma determinada paisagem ou de um instantâneo que percorre a paisagem nesta fotografia um bocado Surreal de uma pena não é de uma hélice de de uma fotovoltaica que vai serenamente eh pela estrada e que traz consigo uma uma mensagem que que é muito doje que são os desafios da transição energética e da descarbonização E então para começar eh esta comunicação eu resolvi juntar um pacote de seis ou sete imagens só para mostrar o potencial a diversidade que a representação da paisagem contém para revelar Então essa nossa tão frequente perplexidade perante e este imenso ruído que que o mundo faz a primeira paisagem é esta e esta E traz-nos especialmente preocupados é Gaza depois de mais um bombardeamento e é também eh para além do conflito que que que que representa eh ele começou por ser também e já aqui foi falada a importância eh da água e dos conflitos resultantes da da disputa pela água eh não esquecer que a Guerra dos Seis Dias em 1956 Foi uma guerra entre o Estado de Israel e e a Síria exatamente por causa do desvio das águas do do Rio Jordão e que hoje eh estimativas e da ONU eh nos territórios dos colonatos no chamado West Bank eh cerca de 85% da água disponível é mobilizada pelos colones e o resto que que fica que são pouco mais de 15% faz parte desta chantagem eh permanente que a ocupação Israelita faz eh usando a a água como usa a energia Como usa outras outros bens eh e serviços eh fundamentais como forma de intimidação São paisagens intimidatórias não é e são paisagens que nos nos nos dizem que para além do que nós eh possamos falar para além das nossas crenças para além da nossa atividade esta é uma questão relativamente nova nos últimos anos no mundo porque durante o longo período e da Guerra Fria É certo que aconteciam conflitos provavelmente não tinham a mediatização que hoje tem houve conflitos por exemplo em África que mataram centenas de milhares ou milhões e de que se falou muito pouco por causa da da forma como o mundo era representado então mas depois a partir do momento em que os temas da crise ambiental da da da globalização económica etc das das crises sanitárias como a covid começaram a ocupar começaram a ocupar o cenário pensou-se não sei que a geopolítica se calhar tinha acabado não é e que Portanto o confronto o armamento O dinheiro gasto em armamento que era assim um tema que não teria a importância que que já teve o que é certo é que ele voltou novamente não é e hoje hoje em dia eh quando falamos na na no capitalismo global eh não podemos falar apenas nos processos de valorização do Capital Temos que falar novamente e de que maneira nas crises geopolíticas e na forma como elas estão a modificar o mundo a criar pressões a criar disputas por pelo domínio de determinados recursos por exemplo isso obviamente que também tem como não podia deixar de ser também produz marcas paisagísticas o segundo tema que o que o Ivo já falou eh e que me ocupa já há muitos anos é o da paisagem transgénica eh em determinada altura isso por acaso aconteceu aqui eh em Guimarães na Universidade do mío eh com vocês contigo com o André Tavares as paisagens transgénicas eh surgiram muito muito facilmente nesta tentativa de entender o real e ao mesmo tempo descolar de velhas representações que já não servem para nós interpretarmos o que se passa na nossa frente eh e uma dessas questões era o que é o rural O que é o urbano um tema que continua que continua aí presente eh como sempre quando as coisas mudam com uma certa velocidade há uma há uma certa inércia na forma de ver as coisas que vê do passado e que nós temos a tentação de usar essas formas de ver como se elas fossem uns uns binóculos para tentar perceber algo que é a realidade e que já não tem nada que ver com is isso e então começam a aparecer palavras compostas um geógrafo francês teve um certo êxito quando inventou uma taxonomia nova e chamava-lhe paisagens rur urbanas e no sentido em que seriam misturas e eu e sempre muito curioso com as questões da da biologia e da da biologia molecular e da genética achava que não achava que que que uma que uma paisagem rura Urbana era um híbrido como é uma mula não é que é um híbrido de cavalo e burra mas que do ponto de vista biológico aquilo que estava a passar de facto era uma operação de de metamorfose transgénica Isto é eh o Genoma que contém e a informação suficiente para gerar certas características de um determinado organismo com os avanços eh científicos e tecnológicos da da da biotecnologia permite que se cruzem a segmentos desse genom e se misturem com outros e se produzam uma espécie de uma natureza sintética que e junta características e de uma coisa e de outra e que depois contrariamente Aos aos híbridos que cuja linhagem regressa aos seus antecessores o transgénico não lega essa informação aos que vêm à frente portanto eu passei alguns alguns tempos h a tentar a H domesticar o meu olhar para a realidade e muitas vezes fotografando situações que me pareciam mais extremas e que como dizem certos Defensores de uma certa bioética perturbam a ordem natural das coisas e portanto a o a paisagem transgénica servia para resolver essa espécie de dissonância cognitiva de olhar para uma imagem e ver coisas que as pessoas acham que não deviam estar ali que não deviam estar juntas ou que depois pode dar um colapso em termos de entendimento do que as coisas Realmente são ou pode criar um impedimento ou pode criar um juízo estético ou moral apressado dizendo que é feio ou que Está desorganizado ou Isto ou Aquilo ou seja em vez de nós investigarmos aquilo que que nos aparece andamos embrulhando eh polémicas sobre baseadas em modos de ver as coisas que provavelmente hh Como dizia o Michel focou nas palavras e naquele livro belíssimas palavras e as coisas num tempo em que as coisas como dizem os franceses tuv AD soá e depois as palavras que identificavam essas coisas ficaram como que congeladas ou suspensas não é e as coisas continuaram a andar e então em determinada altura gera-se um abismo entre as palavras e as coisas eh e também a paisagem os estudos sobre a paisagem necessitam desta reflexão permanente sobre o que é que estudamos como que nomes é que damos essas coisas como é que as nomeamos como é que como é que as validamos esta outra de uma de uma outra a outra era galega esta é de uma outra geografia que é da Cidade do México impressionou-me muito por causa das palavras não é do do Marvel do O Do off the road do sem Limites o bronco que em Portugal tem outro significado que tem que tem no México um bronco é uma pessoa enfim que tem as suas limitações as suas rudez mas o o que esta o que esta imagem e me traz h a ideia de formas de urbanização muito predatórias muito muito injustas muito sem travões digamos eh e a e e e a Cidade do México provavelmente aqu a coisa chama-se Cidade do México mas de facto Aquilo é uma galáxia que que não tem fim e e que com santas contas pode ir nos 28 milhões ou ou a passar disso eh faz parte deste desta tendência da eu depois para a frente falarei nisso da urbanização planetária e da forma como processos que são processos eh globais depois explicam determinadas ocorrências eh locais como a pobreza por exemplo ou o facto de uma boa parte da urbanidade do planeta estar bastante excluída eh de processos de de globalização que depois vão eh estorquir vão vão vão diminuir a a condição humana a justiça dessa As populações e urbanas e pobres tive dificuldade em escolher esta esta é do Brasil da da área mineira dos Carajás porque andava à procura de uma coisa que hoje é muito vulgar e na minha opinião está muito pouco estudada que são as chamadas paisagens instagramáveis como sempre aconteceu e o Provavelmente o mclan explica isso muito bem não é é conhecida a célebre frase da E então tal como a a gravura ou o bilhete postal ou a fotografia ou o cinema produziram regimes de visualidade modos de ver a paisagem e que muitas vezes transformaram em códigos quase universais de olhar para as coisas de selecionar dentro da infinitude da realidade aquilo que merecia ser fotografado representado pintado etc nós agora agora temos artefactos e poderosíssimos na mão de qualquer pessoa e que depois e são editados pela própria pessoa não é toda a gente sabe como é que funciona um hashtag e um hashtag não é uma taxionomia como é não sei a classificação dos seres vivos do Lineu cada um inventa um M tag como entende ou põe uma htag muito conhecida porque já sabe que há uma procura muito grande daquela hashtag ou então ah mas eu quero ser diferente vou eu criar outra e hão de ver que eh o mundo da paisagem eh revelado pelo Instagram é um mundo impressionante e com certeza que está a ter que está a ter influência sobre eh o modo como se avalia a importância ou a Pouca importância ou a atenção ou falta dela Hum que existe e esta eh é daquelas que também abundam muito no Instagram que é ser uma uma falsa fotografia podia levar um hashtag de uma lagoa Tropical azul turquesa mas de facto é a área de retenção de águas de lavagem de uma mina de cobre que lhe dá este Azul fabuloso e que depois a confunde com eh outras outro tipo de imagens Eh que que no que que que no mundo caótico do do do do do Instagram tudo se tudo se confunde tudo se dissemina tudo se multiplica eh até ao infinito eh na Galiza por exemplo era conhecida um caso parecido com este de facto era uma mina de Tung Stenio e e a água também tinha uma cor Fabulosa e uma influencer fez-se fotografar não é aqu a selfie e elou atrás e e Dias Dias dias poucos dias depois havia imensa gente que ia tomar banho àquela Lagoa mágica e depois ia direta para a corunha para o hospital com problemas de pele e pronto É esse o mundo esse o jogo de enganos e e de construção de de de mundos e mágicos e ficcionais do do Instagram outras vezes bom isto não tem fim como como já perceberam outras vezes o que acontece é que nós temos mesmo uma uma tendência para a Utopia não é ainda bem que temos eh e uma tendência para uma certa magifer procurar eh o conforto eh que esta esta violência do e esta e este sentimento de de risco de de fim do mundo de não sei o quê que nós que nós sentimos tentar viver com isso não é tentar viver com isso muitas vezes eh é eh fugir disso arranjar momentos de Sossego arranjar eh não sei imagens eh e e na tradição da da estética da pintura de paisagem isso aconteceu eh muitas vezes por exemplo com com os paisagistas ingleses eh do século XIX H em que o o estilo eh bucólico Pastoral etc tinha essa função exatamente não é essa esse esse lado do romântico que não era o o romântico perturbador da estética do Sublime não era o ch AX não é uma paisagem bonita Luminosa equilibrada que não te dê grandes eh problemas ou ao contrário e uma uma outra que pelos seus que pelos seus elementos mas os elementos não interessam interessa a a ambiência que que que se produz aqui é uma é uma fotografia de Cabo Verde que nos transporta para esse para esse outro outro para esses outros mundos que nós precisamos para viver neste esta H É hoje também capa de jornal ou de ou abertura de noticiários muitas vezes com o com o tema do extrativismo não é é uma aquilo que está a acontecer mas isto já acontece desde desde a idade do cobre é que os os humanos são são são flad em metais os teóricos da da arqueologia já chegaram à conclusão que antes de a produzirem armas com os metais eles produziam adornos e e objetos Mágicos e e adereços que eram usados em rituais funerários e outros mas os metais e não era só o ouro tinham essa tinham essa qualidade especial nós hoje estamos nesta continuamos não é nesta nesta sofreguidão da do crescimento Estamos numa Estamos numa fase de mudança dos metais e das e dos chamados recursos naturais por isso se fala do lítio por isso se fala do cobre eh por isso se fala dos minerais não metálicos por isso se fala das terras raras isto hoje a geopolítica dos minerais é completamente diferente daquilo que era a geopolítica dos minerais há há muito pouco tempo exatamente por causa da da dos veículos elétricos e das e das Baterias e do tipo de de minerais que são usados esta paisagem é das Tais que fala por si não é não é preciso dizer mais nada a maneira como expõe a presença de um sistema sociotécnico poderosíssimo no meio da da selva amazónica para levar minério neste caso minério de ferro diretamente para a China esta outra h tem que ver com H aquilo que eu dizia há bocado falando do falando do México aquilo que eu dizia há bocado acerca do que se passa nos nos nos processos de urbanização extremamente rápidos a que estamos a assistir no chamado Sul global e a forma de explicarmos essa essa urbanização sefim que aqui h aqui há poucos anos enfim dizíamos que era informal enfim despachável com com um adjetivo muito rápido achávamos que aquilo que era uma doença de crescimento e que ia passar o modelo de referência da urbanização habitualmente é o modelo europeu ou er ou era o modelo norte--americano aquilo pensava-se que era um problema dos países ditos em vias de desenvolvimento a coisa é que o fenómeno não só cresceu desmesuradamente como se transformou num dado estrutural da urbanização portanto não V apenas chamar-lhe informal eh Há uma investigadora que devem conhecer a anania Roy eh começa a estudar esta urbanização na Índia depois para os Estados Unidos há muita gente no Brasil também eh com longos anos de pesquisa sobre sobre os processos de de de produção de de de habitação e de urbanidade eh que produzem estas paisagens e extremamente carentes presas por um fio não é onde eh onde o objetivo é a sobrevivência pensar num dia o que é que se vai fazer no dia seguinte e e pensar que por muito longe que se esteja nós sabemos que aquela Chapa azul é muito usada nas obras de construção civil dos chineses e sabemos que galpe é um nome de uma coisa conhecida e portanto eh não é verdade que a globalização seja como como é descrita e não estou a dizer que o livro não seja bom no no magnífico livro da sasky Assassins chamada chamado Global cities que nos dá uma perspectiva da globalização do lado da globalização financeira mas que deixa de lado outros mecanismos de produção de urbanidade que fazem parte dos mesmos processos de globalização mas que eh tocam exatamente outras outras outros timbres do lado da exploração do lado da pobreza do lado do dos dos excluídos tudo somado eh com estas com estas fotografias ou mais 1500 que onde se onde se podiam eh diversificar os temas a ideia que nós temos é a ideia do emaranhado não é é a ideia da das ramificações até ao infinito é uma ideia de falávamos há bocado no intervalo é uma ideia que os filósofos estudam muito muito hoje que é a ideia da dissipação Isto é contrariamente eh toda a gente conhecerá o livro do do lotar sobre a condição pós-moderna contrariamente a aos tempos ários e da modernidade onde havia discursos narrativas formas de previsão do do Futuro que eram absolutamente seguras consensuais universais nós hoje estamos num tempo eh e e e a condição pós-moderna é um livro que fala sobretudo de ciência e dos processos como diz o lotar da deslegitimação ou seja de um físico já não pensar necessariamente da mesma forma que pensa o seu colega investigador de topo de Gama que está ao lado dele no gabinete mas isto não é só na ciência falo na ciência porque ela era o substituto de Deus não é quando havia dúvidas e era preciso uma coisa clara e objetiva e racional era a ciência portanto a na ciência é um indicador mais que claríssimo da do que é a crise genérica nas convicções que nós temos sobre o mundo seja sobre o que for não é seja sobre a economia seja sobre o ambiente seja sobre a política seja o que for dizia dizia oot que que o desafio que é que é atribuir que é atribuir significado que é atribuir e uma leitura uma uma estética não é na porque porque estética uma vez que diz respeito ao modo como os sentidos processam aquilo que se apresenta perante a experiência e de cada um e a estética é uma arma poderosíssima não é para nós entendermos lados ou determinadas facetas da da da realidade que estão mais ocultas que estão mais fora eh dos do dos discursos eh mais normativos portanto esta atribuição de sentido atribuição de significado é importante não só como modo de conhecimento da da realidade mas também um um uma uma condição necessária a restabelecer um compromisso político com essa própria com essa própria realidade e a mim o que me parece e estava a pensar nisso na comunicação da H bocado é que nós hoje andamos muito lá por cima não é há imensos temas há uma infinitude de questões para nós pensarmos no que quer que seja nunca nunca o mundo esteve tão tão aberto tão tão descoberto nunca houve formas tão fáceis e de viajar e na realidade ou virtualmente e ir ir pondo alfinetes neste tema neste tema neste tema neste tema e cada uma daquelas pequenas histórias cada uma daquelas pequenas narrativas faz todo o sentido as narrativas juntas falam-nos de determinadas questões que tem tem ali os seus divisores comuns mas Nós verdadeiramente não sabemos o que é que aquilo significa não é aquilo é aquilo é uma diversidade infinita que não faz parte de nenhuma unidade e portanto e esse e esse é o mistério não quer dizer que nós não não nós não podemos regressar ao tronco que é o metadiscurso que explica tudo não existe tal coisa já andamos ali a cortar pelo meio havia áreas de conhecimento suficientemente coesas para construirem explicações sobre o real depois nós só tínhamos que fazer a chamada interdisciplinaridade mas já aí começava a haver problemas porque aquilo que legitima uma uma determinada informação dentro de uma área disciplinar Pode não a legitimar noutra quem estuda da paisagem por exemplo vai vai somar argumentos que Aurora Carapinha não Não aprecia muito por exemplo porque é paisagista E então a paisagem anda al em cima não é anda ali em cima nestas áreas que se tornaram ramificações terminais ou porque são especializações de especializações de especializações de um daqueles Ramos ou então porque as coisas estão tão finas lá em cima se juntaram em novas áreas disciplinares por exemplo a nanotecnologia por exemplo as áreas que estão a cavalo entre a biologia e a química por exemplo as novas áreas de saber que se desenvolveram com a cibernética e a digitalização etc temos exemplos disso que fazem da árvore um Rome para usar uma uma uma metáfora conhecida portanto esta eh como se dizem brasileiro Esta é a questão a questão é como é que nós regressamos ao discurso sobre sobre a paisagem aos usos aos modos de usar a paisagem como forma de de conhecimento como forma da de ação andava eu a pescar na internet sabem aquela aquela história engraçada não é que daquela pessoa que uma vez disse que que o Google quera melhor que Deus porque Responde sempre e portanto põe-se no Google uncertain landscapes e saiu misto das das das muitas coisas que que me saíram e sai o misto que que é uma que é uma coisa que pertence a uma revista de e de literatura eh encontrei um autor que já conhecia o Frederick Jameson é aquele que diz que é mais fácil imaginar o fim do mundo do que imaginar o fim do capitalismo deve-se lhe essa frase embora o zizek diga diga que não eh e é ele que diz que eh que o dilema do nosso momento cultural é esta incapacidade da nossa mente de mapear o grande a grande rede eh global e tentar perceber como é que nós fomos apanhados como é que nós fomos caçados por por por essa rede e depois fala no guidons e depois fala no no Rick Beck os filósofos da da complexidade os filósofos do do Risco e era isso que me interessava interessou-se também o subtítulo e este este artigo uncertain landscapes da Tânia agila Way faz parte de um capítulo de um do do livro e que se chama sense of Place and sense of Planet faz parte de um capítulo que se chama do planeta azul ao Google Earth também me deu que pensar porque o planeta azul todos se lembrarão desta célebre fotografia creio que foi da Apolo vi nos anos 60 e que criou esta ideia da do planeta azul Solitário no negrume do do espaço como se fosse uma nave não é esta ideia de que eh pela primeira vez se via se via mesmo o o planeta com e e e a ideia da nave era a ideia da casa comum era a ideia que estávamos todos lá dentro não é e não éramos só nós eram também tamb as nuvens a biosfera criou-se esta ideia de unidade um bocado um bocado romântica como se a nave fosse a nave do do Mr Spock não é e lá vão os humanos na nave e depois quando há alguma avaria na nave ela está cheia de avarias haveria um Mr Spock ou já me esqueci do nome do comandante Que resolveria a coisa que nos diria ai para onde é que vamos o que é que é preciso fazer que acordos é que temos que chegar para resolver estas confusões não a nave explode pronto e ficamos com essa ideia Quando vamos do do planeta azul para o Google Earth e a ideia é completamente diferente é um ruído de fundo impressionante não vemos nave nenhuma não conseguimos objetivar porque um objeto que é que é uma rede ou um objeto que é um um dispositivo que é um motor de pesquisa de de informação é uma produção de infinitos e é uma produção de eh diversidades que não estão ligadas por nada que podem ser contraditórias que tanto dizem uma coisa como seu contrário e que hoje de manhã tem lá umas coisas e e amanhã à tarde tem outras não é e se for outra pessoa a pesquisar tem outras e E por aí fora portanto isso eh dá-nos a sensação que est estou a falar sempre de paisagem não é não tenho que lembrar dá-nos a sensação que estamos ao contrário disto às vezes temos a sorte de nas fotografias apanharmos legendas e pensarmos como como pensamos muitas vezes que H um local para cada coisa e que cada coisa deve estar no seu lugar e a sensação que nós temos hoje em dia exatamente o contrário pronto esta afirmação que faz parte desta desta modernidade eu fui ali à dobra dos anos 50 para os 60 é este site que é muito interessante o Paleo futuro buscar imagens entre as quais a brck City do do frankl Wright buscar imagens sobre o que é que era tudo no seu lugar e uma ideia de futuro uma ideia otimista contrariamente àquela que hoje que hoje existe que h o futuro tá era uma era uma autoestrada não é a base do pensamento do Futuro era a racionalidade eh tecnocientífica vejam ali o que é que seria uma produção agrícola super sofisticada ou aqui em baixo ou o que é que seriam os modos de transporte ou o que seria por exemplo uma casa como Aquela como Aquela que está explicada ali em cima e que lembra vagamente a casa da cascata mas num contexto completamente distinto h a energia atómica não associada ao pesadelo da bomba atómica porque já estávamos anos depois já se discutia era as possibilidades eh da energia atómica eh serem eh líderes do do do do Progresso lembro-me do do programa do e and doss átomos para a paz e que financiava Quintas atómicas portanto produção de vegetal eh ou ou de plantas de sementes eh que eram sujeitas a radiação química para depois produzir mutantes e depois desses Mutantes a maior parte eram inviáveis obviamente mas desses ficaram uns milhares que são muito viáveis e que hoje em dia andam aí e em forma de flores de maçãs de fruto de legumes de de uma série de coisas e portanto era um tempo de otimismo e era um tempo que com aquilo que se sabia do passado recente do crescimento do pós Segunda Guerra O futuro apresentava-se bastante otimista hoje em dia tal coisa não é assim e e já com certeza que já que já eu ainda não eu ainda não o disse mas já o devia ter dito que já toparam que esta questão da da Incerteza é uma questão que tem que ver com o futuro e com estes tempos que que o que o arog fala de presentismo porque o O Dilúvio o caudal o regime torrencial dos dos acontecimentos é tão grande que nós estamos esmagados pelo presente e e vivemos uma espécie de presente contínuo não é e e nesse presente contínuo o passado não interessa nada eh e o futuro também não interessa porque é uma coisa completamente desconhecida é uma caixa preta e não temos muito tempo para pensar no futuro porque está sempre a ser futuro agora é futuro daqui a 10 minutos é futuro eh o futuro não está o o presente não está cumprido não é está constantemente h H constantemente a dar sinais de si sinais muito muito diversos e muito eh contraditórios portanto ficamos assim entalados nesta espécie de compressão do do espaço tempo entre eh um passado remoto e e um e um futuro eh incerto o futuro ou melhor dizendo as paisagens do futuro do Chamado antropoceno eh raramente se estabilizam numa tonalidade média porque habitualmente andam nos extremos andam entre a maior parte das vezes entre versões H completamente apocalípticas desastres eh previsões de de de riscos incríveis de do tal fim do mundo que que eu que eu falava há bocado ou então o seu contrário a como nós podemos e ler na bibliografia sobre o o pós-natal ou o transhumanismo ou ou as paisagens tecnológicas ou também o chamado tecnoceno esta ideia de que o mesmo dispositivo que que criou complicações o conhecimento tecnocientífico praticado na maior parte dos casos pela pela pelos interesses privados pode ser mobilizado para resolver coisas estas vacas por exemplo estão perfeitamente convencidas vê pelo seu ar Pacífico que aquela enormidade que está lá atrás e que mede 140 m de altura é uma é uma central solar térmica portanto há milhares de espelhos que refletem o sol lá para cima há um depósito salino que vai até aos 500 gra e essa esse potencial térmico faz mover uma turbina térmica em baixo e esta é uma das muitas de 10 é uma das muitas soluções tecnológicas que nós encontramos encontramos também esta esta ânsia constante de tentar organizar os humanos para evitar os desastres sejam as cimeiras eh da do clima sejam as cimeiras eh por causa da dos riscos por causa das catástrofes naturais por causa da pobreza por causa da crise económica financeira enfim eu eu procurei uma lista dos últimos anos e de instituições diversas eh aparece ali muitas vezes ao CDE por exemplo para para para para se perceber eh a diversidade e a Cadência desta deste tipo de reuniões que tentam quase o impossível porque uma das coisas que aconteceu nesta passagem do planeta azul como eu dizia há bocado pro para planeta tal tal como ele está azul ou deoutra cor qualquer é que a diversidade que o assiste a diversidade e a contradição e a complexidade que o assiste não faz parte de nenhuma unidade não é como no tempo em que era no quadro do Estado de nação que se legitimavam determinadas soluções ou determinadas decisões e hoje em dia não é assim e portanto podemos todos os dias constatar a crise que vai na ONU que se pensava ser a instituição reguladora das questões globais depois da da Paz que se seguiu à Segunda Guerra e a a Total impotência e a deslegitimação a o paradoxo de países que são ditaduras autocráticas fazerem parte do concelho do concelho de da defesa da Nato a que nós chegamos não é e portanto H Esta é uma é uma questão muito complicada porque não temos timoneiro não é não há e portanto a coisa anda anda em roda livre e e determinadas questões que nós pensávamos que não eram do do Estado de nação Afinal são Basta ver como é que funciona o modelo chinês por exemplo ou basta ver como é que funciona os Estados Unidos Basta ver como é que um se relaciona com outro eh O Jogo de Cintura da União Europeia ou a emergência de de de novas potências e num ambiente de liberalização das trocas de capital e de financeiras de mercadoria como é que funciona o o esquema da dos castigos falha me agora a palavra não é quando tu queres castig um determinado país sanções pronto isso diz-nos alguma coisa sobre como é que o assunto Está está a ser processado sempre que passo em Castelo Branco tiro esta fotografia pelo tamanho do Pinheiro e pelas estevas isto Já tem uns anos o negócio não vai portanto fez-se na zona Industrial um um um armazém para enfim para um para um negócio ninguém compra e mas h quando quando a tinta está alguém vai lá e com muito Rigor pinta sempre a mesma coisa futuras instalações é este é o Este é o desafio não não sabemos de quê não é nós temos que instalar o futuro de alguma maneira mas não conseguimos vislumbrar muito bem como é que vai sabemos que vai ser aqui uma parte o que couber de futuro Ali vai vai ter lugar o resto não sabemos e a coisa está mais assim não é está mais nesta neste tipo de de Imaginário que desta maneira ou deoutra a estética que eu assiste É não é difícil não é é uma espécie de de coisa desconhecida é uma espécie de presente em suspensão de Alo a que é difícil atribuir sentido é aquilo que muitos chamam a desterritorialização não é porque embora hoje se fale muito na comunidade no local etc fala-se com a mesma com a mesma ocorrência possibilidade da ocorrência fala-se na desterritorialização que não é não o sentido da palavra não deve ser levado à letra desterritorialização não é como as nuvens não é que saíram do chão e foram lá para cima estratosfera não doraliza quero apenas dizer que aquilo que nós pensávamos que o território era e aquelas extinções muito Claras que fazíamos Isto é local Isto é Global etc hoje está tudo está tudo mistado portanto a questão mais complicada é perceber a construção Global dos dos localismos e perceber essa coisa muito muito muito complicada também que é o sentido do lugar isto foi um livro que me marcou bastante H implosion explosions é um título que retoma um livro muito conhecido do do hry le fev e e este grupo dirigido pelo New Brenner e e e outros H estuda este conceito de urbanização planetária não é a urbanização do planeta todo não é isso que eles querem dizer é a influência que tem os processos planetários desde as desde as alterações climáticas até à cotação do preço do ferro eh os efeitos que isso tem ao nível dito local e a a imagem que está que está aí que é a capa que é a capa do livro A capa Hum e a contracapa é de um fotógrafo eh bastante conhecido pelo seu trabalho sobre as eh as paisagens do antropoceno e o que está ali fotografado é um campo de fracking de de exploração de gás de cisto e em Alberta no Canadá e portanto tenho que tenho que finalizar a paisagem paisagem é fácil não é há um Há até uns há até uns uns uma sinalética que diz onde é que está a paisagem e e o que eu e o que eu tenho a dizer sobre isso depois depois do do do que já disse é que como como aprendi com uma geógrafa francesa an segar que que num artigo que se chama exatamente paisag politique paisagem como política Que paisagem que é um que é um que é um dispositivo político eh é aquilo retomando um um citando um um um título muito conhecido do jacqu rancier é uma mistura de estética e de política não é para facilitar a partilha do sensível não não só para partilhar esse esse sensível eh mas também para para o dar a conhecer e para perceber que se a paisagem Vale sobretudo pelo seu potencial político que não interessa tanto a materialidade da paisagem mas sim toda a dinâmica em torno da paisagem ou seja quem é que fala sobre a paisagem como como é que fala que questões é que isolou para falar da paisagem que relações é que faz e depois os que não concordam com aquele discurso falam de quê que outras que outros argumentos ou interesses é que põe em cima da mesa e os que não falam nada porque é que não fala e portanto Esta esta esta esta formatação política não do que é a paisagem mas para que é que serve e a paisagem parece-me que é muito parece-me que é muito produtiva esta esta fotografia é muito perto daqui é muito produtiva porque a paisagem funciona exatamente como esse laboratório eh do Social do do territorial é esse tal dispositivo que que é ao mesmo tempo narrativo interpretativo expositivo tem poder de de de criar de de de criar uma ideia de ficcionar a realidade porque a realidade se não é ficcionada não não existe não é isso é é fundamental quando quando quando quando se diz que a maior parte dos dos discursos sobre a sobre a paisagem são paisag ficações de conflitos sociais e a paisagem é ótima Como arma de arremesso Toma Lá paisagem como estás a ver passa-se isto e isto e isto e isto eh e isso eh transforma-se numa num instrumento poderoso para tentar dissipar algum do nevoeiro que que existe sobre a complexidade do real e conseguir essa capacidade de construir um um Imaginário sobre o mundo e ao mesmo tempo simbolizável que essa representação contém que permite nomear permite difundir a essa essa informação termino com com uma com com um excerto destes destes que eu apanhei na no meu Zapping pelo pelo Google que diz compreender a realidade e gerir as dissonâncias cognitivas que estão na origem da incompreensão do Real o desafio para a sociedade do conhecimento e não o risco da sociedade do do desconhecimento é uma boa é uma é um bom caderno de encargos não é para este de tentar fugir do Abismo da sociedade do desconhecimento e usar e h as narrativas as representações sobre paisagem para evoluir para evoluirmos um bocado não é e sabermos mais das coisas um bocado como este boio que está convencido das suas convicções acerca da energia eólica ou do olhar atento desta outra que está vigilante a ver então o que é que se passa Pronto Muito [Aplausos] obrigado esta apresentação do Álvaro já o cumprimentei é como sempre perturbadora e neste caso estrategicamente de uma forma ou de outra ela é colocada no final do dia de hoje começamos o dia de hoje de manhã tenho pena de não poder dizê-lo em inglês mas começamos de uma forma belíssima programática intensa e onde na da dos casos eh se falou muito sobre a questão das estruturas frágeis e se falou das estruturas frágeis pensando e repensando o futuro eh num contexto muito preciso num contexto que é e eh desigual no sentido em que ele não não é representativo do do mundo eh mas não há hipótese nenhuma de pensar o mundo sem e falar de uma determinada região de uma determinada paisagem e aquilo que hoje a Paula fez de manhã foi tentar com toda a sofisticação e com todo um trajeto de trabalho eh pensar e entre outras coisas as Tais estruturas frágeis que segundo ela seriam muito importantes captar agenciar para agarrar o futuro insisto o espaço das estruturas frágeis hoje à tarde no início da tarde a secção cooking section tentou noos apresentar de uma certa forma a questão da des sensorialatividades a partir da relação eh que são dois espaços representativos dos restaurantes e dos museus eh naquilo que foi uma tentativa de desconstrução do mundo eh eh eh captando essa fragilidade e essa e essa E e essa fragilidade dos Sentidos e da forma como nós construímos os sentidos a partir da da da da prática da alimentação da do dos sistemas de de alimentação e terminamos com com o Álvaro sempre eh inesperado eh sempre a pensar ou a tentar repensar as suas apresentações não há apresentação sua em que o Álvaro não diz que pensou uma coisa e depois decidiu outra portanto há uma instabilidade que é que é sua e que é muito característica da da sua forma de trabalhar mas aquilo que o Álvaro nos apresenta já é uma espécie de de de disciplina ou de interdisciplina do do Álvaro é a partir de de uma série de fotografias que são mundos captados fragmentos de de um mundo e de uma forma de trabalhar as Ciências Sociais instaladas não é neste momento na arquitetura já há muito tempo tentou mostrar também essas estruturas frágeis essas estruturas perturbadoras essas representações de uma realidade que ela própria ultrapassa as nossas próprias representações há claramente aqui um disposito e uma e um trajeto do do do Álvaro ele é muito claro há aqui uma relação muito próxima entre aquilo que foi um embate da modernidade e da pós-modernidade e a forma como ela libertou a questão da representação e a forma como um geógrafo se revê a partir desse embate que é muito forte e que é ainda do século XX eh a questão eh como é que o o geógrafo Lê a realidade e lê assumindo aquilo que foi a sua eh decisão de última hora lê aquilo que é a paisagem incerta aquilo que que é o tópico da nossa do nosso do nosso congresso esse tópico é central do ponto de vista daquilo que é a nossa avaliação estratégica a reavaliação estratégica no nosso centro de investigação e no nosso consórcio de centros de investigação não estão aqui por acaso estão aqui para nos ajudar também a pensar e a repensar e eh eh aquilo que é o nosso futuro do ponto de vista da investigação aquilo que é útil muito a marca da da Marta labastida e da Rebeca Blanco rotea e que nos levam longe deste desse ponto de vista e a questão que eu coloco Álvaro é é claramente a seguinte eh o Álvaro fala-nos de uma série de paisagens e cada imagem sua e começou por uma muito forte e que tem a ver com Gaza e tem a ver com a destruição e depois foi marcando as suas fotografias e a sua forma de ler essas fotografias com tópicos que têm a ver com um determinado tipo de paisagem essas paisagens eu tenho aqui a lista não vou obviamente lê-la e eh seria obviamente de mau gosto porque o o o todos nós fixamos Por Cada fotografia uma paisagem um tipo de conceito uma forma de trabalhar a paisagem aquilo que eu gostava de de de L perguntar é se nesse se há uma relação vertical nessas paisagens o Álvaro fala-nos e eh das paisagens como camadas obviamente que o que lhe interessa é perturbar a nossa o nosso sentido da da realidade e mostrar que as coisas ou as paisagens são muitas vezes e terminou assim são produto da nossa representação continuam a ser produto da nossa representação e aquilo que eu gostava de de de o interpelar é se nessa relação vertical que faz e dessas fotografias nesse rasgar que o Álvaro pode fazer e e constantemente faz o seu acervo eh eh de fotografias dessa forma conceptu de olhar para a instabilidade da paisagem se é possível pensar esse futuro hoje de manhã Paula disse uma coisa muito importante interpelando a a a a a Rebeca e a Marta e interpos a todos e a Paula a certa altura disse que a questão da interdisciplinaridade implicava pensar as disciplinas no seu início na sua perspectiva Inicial O que o que nos e colocou numa situação um bocado paradoxal de ao mesmo tempo Ter que pensar o futuro mas ter ter que regressar ao passado para pensar mais uma vez o início das nossas disciplinas Hoje sabemos que elas ou não existem ou se existem existem porque há enquadramentos universitários que nos permitem validar essas disciplinas e continuar a essa a validar estas disciplinas mas a Paula hoje ao mesmo tempo que nos estava a falar sobre a questão e a necessidade de pensar a interdisciplinaridade regressando ao início das nossas disciplinas estava a pensar do futuro e estava a pensar nas estruturas frágeis eh desse futuro hoje à tarde a demonstração da secção eh culinária da cooking section foi também nesse sentido portanto Álvaro a questão que não vale milhões é uma questão importante aqui não vale a pena capitalizar e e tornar isto um negócio um negócio inserto o o o o Álvaro também falou sobre essa questão era de saber se esse corte vertical que fez hoje dessas fotografias essas perspectivas conceituais o permitem pensar o futuro e esse futuro que se perdeu nesse presentismo que OC fala não é que é hoje muito um um um um um presente feito de quebras temporais que nós somos obrigados a remediar insistentemente há pouco tempo o nosso secretário geral eh Ainda temos alguns intercores interlocutores em Alto Nível falava do vácuo que nada existe sem um nada existe do nada que as Guerras e não partem do nada e portanto aquilo que eu lhe gostaria de perguntar porque cajo que é uma pergunta importante deste ponto de vista nesta nesta neste dia é se nesse corte vertical consegue pensar esse futuro e consegue pensar a instabilidade dessa paisagem que tem que ser constantemente agarrada eu concordo na sua com a sua perspectiva que muitas vezes não vale a pena pensar a materialidade mas como se vê a materialidade mas eu penso que o Álvaro também não aceita e de uma forma fatalista de uma forma fatalista que a materialidade não existe para além de nós próprios porque a demonstração das suas fotografias é precisamente que a realidade ultrapassa muito as palavras e a capacidade que um grande geógrafo que é o Álvaro tem de constantemente estar a pensar como outros a a paisagem Isto é a materialidade ela própria existe e resiste a a essas palavras e o Álvaro e a apresentação do Álvaro foi a prova disso mesmo portanto mais uma vez muito obrigado alarguei mvo mas fica à questão responde tá tá pois muito obrigado H isto do futuro é um problema é preciso ir à bruxa a minha avozinha dizia que a Deus pertence eu acho que o o drama para já O Futuro Está no singular não é e não devia estar e depois o que nós temos da herança do Futuro Quando vamos ver o passado do futuro e e e em que é que se pensava em determinado contexto quando se pensava no futuro eu comecei a estudar e a tomar consciência do mundo e tal num num numa altura em que dominava ainda aquele futuro que eu mostrei com os desenhos e do do final dos anos 50 60 que era um futuro balístico completamente não é aqui na no back office organizava-se o futuro faz-se desta maneira desta desta daquela isto aquilo e o outro aponta-se dispara pronto e agora ao futuro é só esperar que que aconteça o futuro vai vai vai acontecer lembro-me que uma das das uma das grandes Produções ao nível de Exposições mundiais eh em Nova York exatamente na véspera do início da segunda guerra era sobre o futuro e a e a pessoa quando saía levava um cchá dizer eu vi o futuro O que é que o que é que acontece eh neste momento quando nós tentamos prever qualquer coisa não é e e e organizamos toda uma retórica no bom sentido e uma uma fundamentação para dizer que vai ser assim desta maneira imediatamente somos desmentidos pelos factos e portanto e aquilo que nos resta não é ficar de repente muito atrapalhados porque não sabemos o futuro Mas provavelmente é mudar a mudar a técnica e Navegar à vista Porque parece-me neste momento mais Mais ajuizado isso não partir para radicalismos não partir para uma coisa que era muito própria do do do modernismo Triunfante que era prescrever faça-se isto faça-se aquilo e depois ter uma ideia muito a preto e branco do que era uma coisa do que e do que era outra o Nuno portas dizia isto que era o i ou o o não é o o definia o mutuamente exclusivo e dizia ou Isto ou Aquilo mas isto isto sim aquilo não porque estava perfeitamente codificado e não havia grandes problemas de legitimação que é finalmente A grande questão não é quem legitima o quê Porque hoje em dia é tão fácil legitimar uma coisa como logo a seguir exatamente o seu contrário e isso produz uma desorientação impressionante mas eh não há que fugir disso podemos viver com isso eu o que eu acho é que sempre vivemos com isso e que essa tal modernidade Luminosa nos criou uma ilusão de que não era assim que se podia eh prever e ainda todos nós nos lembramos não é daqueles gráficos que previam o futuro viam no tempo no passado recente ou no passado longo uma tendência depois faziam a a evolução dessa tendência e o futuro era a continuação da curva não é portanto era baseado nas expectativas do do do do presente num cenário relativamente estável eh não temos isso hoje e e portanto não não temos que ficar deprimidos e e inscrever noos numa associação para o suicídio geral eh isto creio que nos dá uma uma dose de de de Realismo que é que é importante num tempo em que a notícia a opinião a muda que nem um catavento eh num espaço 10 dimensões e e e está na moda ser ativista não é ser ativista que é uma maneira muito dicotómica de de ver o mundo tu para um ativista tu és ou ou és ou pertences ao sistema estás de acordo com o sistema e com interesses do Capital eh ou então Coitadinho és inocente não sabes que as coisas que são assim portanto deves fazer aquilo como se fosse é o inverso da Democracia tu tu tens que te confrontar com com a diversidade do mundo eh com as forças em presença e tentar situar-se porque senão daqui a um bocado somos todos ativistas uns de uma coisa e outros de outra e outros de outra e outros de outra e lá estamos nós a voltar ao tema da da disseminação não é como se a a bola estivesse sempre prestes a rebentar e e é preciso assim uns uns pontos de escape e e e o que eu vejo hoje em dia muito na política ou isto tanto vale para a emergência dos movimentos populistas como vale para a a a desmultiplicador o ambiental não sei qu nunca mais acaba e eu francamente não me consigo situar nessa diversidade impressionante de coisas que mais me parece um exercício de distração não é e portanto vejo as coisas desta maneira o que eu procuro foi sempre o que o que me ensinaram na geografia eu quando entrei para a geografia dizia-se que a Geografia que estudava a paisagem assim é maravilhoso não penses que é essa dos calendários ou dos postais não é a paisagem como sistema de sinais de marcas de uma sociedade que muda e que está constantemente a produzir a reproduzir a inventar território portanto tu através desse sistema de pegadas estudas o que está a acontecer mas depois de repente ainda não tinha chegado ao terceiro ano já tinha mudado e era a geografia estudava era a ciência da organização do espaço e então era só modelos matemáticos econométricos e e portanto a geografia estava a transformar-se numa tecnocracia tu pegas num tema qualquer e dizias a um geógrafo ol agora estuda isto e tu arranjas um aparelho estatístico poderoso depois quando vieram os computadores ainda melhor um sistema de informação geográfica etc e desejavas 200 mapas sobre aquilo especializ aquilo e andavas à procura de umas fórmulas e deas deas enfim deas tendências etc e depois ainda não tinha acabado o curso já tinha mudado outra vez terceira cambalhota epistemológica e a geografia estudava o território enquanto construção social lembro-me perfeitamente a primeira tese de doutoramento do território é da Teresa barata Salgueiro sobre sobre a margem sul da área metropolitana de Lisboa portanto uma geografia muito política e socialmente envolvida para perceber os mecanismos os agentes os processos de transformação do território eu herdei esse instrumental não é de vez em quando vou buscar umas umas coisas que parecem muito arcaicas mas não são muito à velha geografia eh outras vezes interessam umas coisas econométricas e uns números e umas estatísticas e tal e outras vezes enfim ligo ligo o dispositivo sensorial para tentar perceber não é mas sempre Sempre evitando um a normatividade a ideia de que pois se se tudo flutua para que é que eu vou dizer que que vai ser assim ou que vai ser assado eh melhor melhor será dizer não não eh Há isto mas também há isto mas também há isto mas também é isto e portanto pelo menos estas três coisas existem e tu tens que as levar em linha de conta independentemente das tuas convicções e das tuas atitudes hã portanto pratico aquilo que se chama um um processo de falação cruzada ir à biologia ir à economia ir à Geologia não sei onde e tentar perceber que que informação que que contextos teóricos ou que conceitos ou o que for é que aquilo me dá para aplicar essa maquinária ou por eu não sei p a paisagem a falar vamos eh porque temos um uma hora limite vamos passar à sala já eu vou portanto e continuar das ramificações vai lá em cima da árvore que o Álvaro nos apresentou não tenho propriamente uma enfim tenho aqui uma reservada mas se calhar preferia ouvir a sala já percebi que temos pelo menos aqui du duas perguntas não sei 1 Du trê 4 exatamente então Oiça A sala está a chegar ok H Boa tarde gostei bastante de ouvir Álvaro sou antropólogo vou colocar uma uma pergunta a partir desta perspectiva da antropologia H que tem a ver com o seguinte na na sua última parte apesar de ter mencionado foc no início abordou muito brevemente a questão do discurso E se nós pensarmos sobre os discursos que são produzidos e aqui atendente mais uma vez a focou a ordem do discurso em que o discurso produz e valida legitima poder H aquilo que acontece é que as paisagens ou o futuro das paisagens ou a forma como elas são hum discursivamente representadas oscilam entre um Ultra otimismo pangian ou um um deismo em que está uma estamos condenados estamos vamos parecer muito em breve h a questão que eu gostaria de colocar é quem trabalha sobre a paisagem se não deve ter também uma atenção a este esta este discurso porque esse discurso é é apropriado pelos mídia é apropriado pelos políticos e muitas vezes esse discurso é manipulado se nós não temos também aqui uma responsabilidade o discurso que produzimos sobre a paisagem e esse respeito ficou-me aqui uma uma uma ideia que que que mencionou sobre a tendência para uma magifuro aqui um livro recente de aon knac um líder indígena do Brasil em que ele nesse livro diz que o futuro é ancestral onde ele nos de certa forma nos desafia H voltar e a uma uma relação a repensar uma relação com a natureza a olhando para a tal ancestralidade essa masificación é é uma essa essa adjetivação é é subjetivamente obviamente no sentido de desclassificar Essa visão do mundo que podemos ter ou não obrigado mais duas perguntas se possível intervenções Breves para temos várias inscrições não temos muito tempo tudo bem obrigado eu sou paisagista foi o o antropólogo Mas eu sou paisagista ainda informação calma h a minha questão é falou no gek pena porque por acaso é a primeira coisa que me veio à cabeça foi aquela questão que ele tem de dizer que devemos ser na teoria pessimistas na prática otimistas que é e e a minha questão é é um bocadinho como é que nós quebramos um bocado a relativização à AD nusu e a possibilidade dessa relativização à AD nasium também chegar ao niilismo não é a falar destas coisas porque se chegamos um nível de mment lá uma certa altura e já tá tudo tão confuso que já ninguém sabe que direção tomar pronto esta fica esta questão se calhar alguém consegue complementar se nome peço desculpa o seu nome André André Ok acho que perguntas para outro para outro congresso é mais uma pergunta Sim ficamos com três para já não eu Tinho um aqui não observ então já já vamos passar o micro Ana Vasconcelo Ana Vasconcelos e eu eu vou Fix fixei aqui uma uma uma frase que disse ao início que é a paisagem é o resultado como uma sociedade se organiza eu queria questionar aqui um pouco a palavra resultado H tenho entendido sempre como processo e não como resultado como é que com esta policemi e nesta a questão do tempo como temos falado e como abordou como é que é possível falar se é possível falar do resultado na paisagem basta poro resultado Ah é fácil mais ainda mais mais uma última intervenção nesta para esta primeira Ronda Cecília não é é muito obrigada Álvaro pela sua belíssima apresentação eh em primeiro lugar as imagens que você nos traz elas são muito bonitas e infelizmente eh essa imagem digital ela esconde não é e você quando mostrou aquela imagem da Índia eh falou que também aquilo era o Brasil que a gente está por um fio não só a gente está como por um fio como nós estamos para lado estar por um fio o Mike Davis explicou isso para nós no planeta favela como você eh bem sabe eh mas eh o que você nos deixa eh uma preocupação muito grande esse sentido que os perguntas an Anes falaram sobre um sentido de desorientação né e eh futuro na verdade talvez a gente tenha que pensar Álvaro em des futuro e nesse sentido a minha pergunta para você eh se nós estamos eternamente condenados às paisagens instagramáveis que você tão bé apontou e a fake News porque esse de desorientação e da do instagramável ele é diabólico pelo algoritmo da fake News eu agradeço mais uma vez a você aos organizadores do congresso pelo altíssimo nível que vocês portugueses sempre né Eh apresentam para nós uma erudição Impecável muito obrigada obrigado pois muito obrigado h não é fácil responder eh começando pela questão da da antropologia de facto é verdade que que que o tal discurso intermédio não existe portanto há uma tendência muito grande para para as chamadas esperanças utópicas ou para os pesadelos Apocalípticos eu acompanho também a obra de Viveiros de Castro ou do Filipe de colá sobre outros modos de de pensar outras outras visões do mund mundo inclusivamente o tema sensível que eles tocam que é a questão da natureza de pensar que fazer não é a a dicotomia que foi produzida no século das luzes que dividiu aquilo entre natureza e cultura que entregou aos humanos como no velho testamento não é e agora espalhai vos não é reproduz vi-vos como é que é já não me lembro do Livro dos Génesis crescei reproduz e e ocupei pronto ocupai a terra eh depois também não não se disse nada sobre o que podia acontecer não é foi só ocupai a terra e tudo bem eh eu reconheço que me dá um certo conforto pensar que que há que que podia haver a algumas algumas trajetórias alternativas e que essa essa esse ambiente de de de ancestralidade aquela e depois a própria que a antropologia eh procura aquelas invariantes da da condição humana eu devo dizer aí que chega a um ponto e não não consigo avançar fico um bocado como na como no como no século XVI do Olhar europeu por um lado tinha encontrado na na América do Sul uns tinham encontrado o paraíso e o e o bom selvagem e um humano antes do pecado antes do do o humano no Paraíso antes da serpente e outros tinham descoberto um canibal não é E então eh é verdade que nós vivemos num mundo diverso eh multicultural E também como como dizem esses dois autores multinatural e e que e que então o que o que é que há o que há a fazer provavelmente ler um bocado mais autores que não são propriamente muito acessíveis Como é o Bruno lado ou outros para para nós então ficarmos esses esses esses mundos alternativos mas o poder do sistema é impressionante o sistema não é em que nós estamos metidos e eu que ando a fazer umas explorações pela pela questão da tecnologia porque sempre é a ideia do prometeu não é do mito do do prometeu e no e num tempo de de uma intensidade tecnológica ente Nós já não já não podemos pensar as coisas como objetos discretos que usamos de uma determinada maneira porque quando usamos um telemóvel mobilizamos desde satélites até acordos internacionais telecomunicações informação que está a ser pirateada e gravada e não sei que mais portanto já nem sequer sabemos que raio é isso eh como diria aquele filósofo francês dos modos de existência dos objetos técnicos e dos usos que lhe fazemos e portanto perante essa esse mergulho eh em profundidade no sistema e a forma como Estamos envolvidos no sistema é muito difícil criar eh outras outras formas claro que elas existem não é elas sempre existiram na na longa história dos humanos normalmente são minoritárias tem tem tem uma existência bastante precária e bastante breve e e o sistema impõe-se não é agora o que eu acho que nós não temos é uma uma uma ideia do Poder do sistema nós vivemos numa sociedade do do do entretenimento permanente onde até as imagens da guerra e da violência são entretenimento e e isso H sim do dinheiro do do consumo de tudo isso e e e e numa situação de carência constante de querer isto querer ver aquilo ou querer ter muitos likes não sei o quê nessa coisa não é e portanto a a noção que temos de do mundo da realidade é muito é muito desfocado é por isso que eu acho que que que se explica muito bem a emergência dos Tais pequenos grupos dos Tais das Tais do que vocês chamam ou os sociólogos a tribalização da da sociedade não é porque hoje é fácil eh eu tenho uma determinada ideia um determinado estilo de vida um determinado modo de ver o mundo e encontro rapidamente uns parceiros com quem discutir aquilo encontro a a dita comunidade aquilo que hoje se chama não é a a comunidade que não tem nada que ver com com a comunidade que os antropólogos estudam portanto para mim é mais uma questão e já para responder à à à segunda pergunta da teoria da prática e do pessimista e do otimista que será não conseguimos fugir disto o único antídoto que temos é o conhecimento e esse é que me parece que está muito comprometido por este entretenimento permanente por esta por esta sociedade cuja chamam-lhe cultura Light os os os sociólogos não e uma e uma espécie de vida de de modo de vida em modo Zapping e porque também a as questões são são são incertas e são complicadas arranjar um emprego arranjar uma casa resolver um problema de saúde isto e aquilo não é há que tempos nós não temos aquele carinho de berço que o estado Providência prometia não é tu estás aí sossegadinho vai fazendo pela vida e tal mas há aqui todo um sistema de airbags à tua volta que te vai proporcionar um mínimo de segurança que te permite uma ação mais mais liberta das das urgências e da das dificuldades e das surpresas e e das carências e tal e não há isso era como Como dizia o Einstein não é da da teoria e da prática ou pelo menos não era o Einstein quehe que dizia é ele que que se atribui aquela história de que teoria é quando sabemos tudo e nada funciona a prática é quando tudo funciona mas não sabemos porquê e nós combinamos teoria e prática porque nada funciona e não sabemos porquê pronto estamos estamos no meio dessa desse dessa dessa dessa imensa dificuldade porque não sabemos a que todo pertencemos não sabemos Qual é o espaç qual é a geografia pertinente para a nossa ação política se é o local se é a escola se é se é o planeta como bom isto nunca mais terminava eu quando digo que a paisagem é um resultado Estou um bocado a arranjar uma metáfora entre a fotografia e o filme não é quando dig que é o resultado quer dizer foi aquilo que vi agora mas sei que aquilo amanhã já pode ser diferente portanto é um processo permanente que está constantemente a resultados não estou a dizer que o resultado seja aquela ideia fixista prant deu isto como como como quando o tempo demorava mais tempo a passar o tempo e portanto o Orlando Ribeiro dizia que que a Geografia que estudava as permanências e tinha boas razões para isso ele vivia num país de permanências não é estava tudo sempre na mesma e então não é essa a ideia não é oado muitas vezes é aquilo que naquelas circunstâncias te permite ver permite ver como porque explica o resultado de uma determinada tendência é isso que eu que eu quero dizer as vacas daquela fotografia com a central térmica solar provavelmente já não estão lá porque a seca na andalusia está a evoluir com uma tal velocidade que não estão nada a ver as vacas lá não sei que vivam água desalinizada não sei Ora bem está está H Julgo que temos de facto aqui um um limite horário que vamos ter que cumprir Aliás já ultrapassamos julo eu queria agradecer muito ao Álvaro na realidade queria também agradecer muito ao Francisco pelas perguntas mas também porque já fez aqui uma espécie de balanço do dia que nos vai seguramente ser muito útil e agradecer ao público que me facilitou a vida portanto muitas perguntas ótimas perguntas tudo isto fica mais fácil não sei se tem que fazer algum aviso portanto amanhã começamos às 99 no vilor port Não éde almoçamos não no piso de Centro Cultural Vila Flor C Cultural Vila [Música] Flor Cema socied mar can exping time [Aplausos]

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